| |
Se o povo sabe votar, sabe julgar a mídia
Mal haviam se passado 48 horas da reeleição de Lula e o governo já emitia sinais contraditórios quanto ao comportamento que pretende adotar diante da mídia.
No domingo, em seu primeiro pronunciamento como presidente por mais quatro anos, Lula disse que cansará os jornalistas, tantas serão as entrevistas que dará daqui para frente.
E de fato começou a cansá-los no dia seguinte: deu logo quatro entrevistas exclusivas e ao vivo para emissoras de televisão.
Mas no mesmo dia, e no dia seguinte, Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e, no momento, presidente interino do PT, aplicou duas fortes bordoadas na mídia.
A primeira até que não foi tão forte assim. Ele disse apenas que a mídia precisa reavaliar o papel que desempenhou na recente disputa eleitoral.
A segunda foi forte, sim. Um repórter quis saber o que ele achava da afirmação de Lula de que o PT deveria passar por uma reforma o mais rapidamente possível. Marco Aurélio não se conteve e respondeu:
- Cuidem de suas redações que cuidamos do PT. Se querem uma manchete dizendo que o presidente do PT diverge de Lula, não vou dar. Também quero mudanças rápidas, mas as possíveis.
Em nota oficial que leu depois, Marco Aurélio disse a certa altura:
- O PT reafirma que serão rechaçadas as tentativas de influir na composição do futuro governo. (...) É preciso denunciar e derrotar a tentativa patrocinada por setores da oposição e da mídia de impor ao governo eleito a pauta política que foi derrotada nas eleições.
E acrescentou de improviso:
- Há um conjunto de publicações e de artigos que derrubam e indicam ministros, fazendo especulação na tentativa de influir na composição do governo, na tentativa de escalar ministros. E isso não deve acontecer.
O modelo Marco Aurélio de mídia – e de resto, não só dele – prevê uma mídia domesticada, levemente crítica em relação ao governo e sempre disposta a exaltar seus feitos e a minimizar suas mazelas.
Esse é o modelo de mídia ideal de qualquer governante ou partido que alcance o poder aqui ou em outro lugar. E não está distante do modelo que temos na maioria dos Estados.
Lula não pensa diferente. E por isso manteve distância da chamada grande mídia no primeiro mandato. Seu exemplo permeou o governo – e ao fim e ao cabo, foi um desastre para o governo que ficou sem interlocução com a mídia.
Algumas horas depois do primeiro turno, Lula se deu conta disso e convidou João Roberto Marinho, das Organizações Globo, para conversar. Agora, quer conversar com a direção da VEJA.
Pode ser que os arreganhos de Marco Aurélio nos últimos dias tenham servido apenas para liberar um ressentimento com a mídia represado ao longo dos últimos meses – e que não passem de arreganhos.
Pode ser também que nada tenha a ver com uma política de governo a atitude do delegado da Polícia Federal que tratou mal repórteres da VEJA convidados a depor como testemunhas em um inquérito.
Do contrário, é de se duvidar de valha alguma coisa a palavra inaugural do novo mandato de Lula na direção do entendimento e de relações mais civilizadas com aliados e adversários.
A mídia não deve se enquadrar em nenhuma dessas categorias. Não lhe cabe se aliar ao governo ou tratá-lo como adversário. Cabe fiscalizar seus atos sem dó, nem piedade, nem exageros.
Lula e o PT exaltam a capacidade de discernimento do povo quando esse decide a seu favor.
Nada mais razoável do que reconhecer que não faltará discernimento ao povo para julgar o comportamento da mídia.
Fonte: Noblat
Escrito por Sindjor/mt às 22h16
[]
[envie esta mensagem]
Mais uma vez: Depois de denúncias da Veja, presidente do PT volta a criticar imprensa e defende democratização
Redação Portal IMPRENSA
Depois de garantir, repetidas vezes, que seu relacionamento com a imprensa seria diferente em um segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados já dão sinais que as coisas podem não mudar da água para o vinho tão rápido assim.
Após a confirmação de sua vitória, Lula até improvisou uma coletiva e, no dia seguinte, concedeu entrevistas às quatro grandes emissoras de TV do País, adiando em um dia um depoimento em rede nacional.
Mas, no mesmo dia, jornalistas foram agredidos e pressionados por militantes petistas que recepcionaram o presidente reeleito em Brasília; o presidente do PT aproveitou para cobrar da imprensa uma "auto-reflexão"; e ontem (31/10), a revista Veja fez uma denúncia de que três de seus jornalistas teriam sido intimidados em inquérito da Polícia Federal sobre a matéria "Operação Abafa".
Também nesta terça-feira Marco Aurélio Garcia voltou a criticar a mídia, afirmando que foram os jornalistas que prejudicaram a campanha de Lula e derrubaram ministros durante o primeiro mandato.
"Cuidem de suas redações que eu cuido do PT", bradou em uma coletiva, segundo a própria Veja. "Se querem uma manchete dizendo que o presidente do PT diverge de Lula, não vou dar".
Ao final da entrevista, Garcia leu uma nota que reforçou as críticas à atuação da imprensa durante as eleições e defendeu a democratização da mídia.
"É preciso denunciar e derrotar a tentativa, patrocinada por setores da oposição e da mídia, de impor a pauta política que foi derrotada nas eleições". Segundo a Veja, o texto falava em "democratização da comunicação social", tema que foi relegado a um segundo plano no Programa de Governo do PT.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 22h14
[]
[envie esta mensagem]
"Descentralização": PT divulga plano de medidas para democratizar a mídia no segundo mandato de Lula
Redação Portal IMPRENSA
O PT divulgou ontem (31/10) o programa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva para a democratização dos meios de comunicação.
O tema esteve presente em um pré-programa de Governo, com o reconhecimento de falência de projetos como o CFJ e a Ancinav e propostas como a revisão das concessões de rádio e TV por conselhos comunitários, a criação de uma secretaria especial de democratização da mídia e meios de fomento a rádios e veículos independentes e comunitários.
Tudo, entretanto, foi relegado a poucas linhas na versão final, depois de, segundo a Folha de S. Paulo, setores internos do PT criticarem "radicalismos" e polêmicas.
O texto divulgado ontem na página de Internet da campanha de Lula fala em medidas vigorosas para regulamentar e descentralizar a mídia brasileira.
Segundo reportagem publicada pela Folha de hoje, o programa acredita que "a democratização dos meios de comunicação deve ser entendida como ponto fundamental para o aprofundamento da democracia".
Dentre as medidas propostas desta vez está a elaboração de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, coibindo a concentração de propriedade e produção de conteúdos e garantindo a competitividade e concorrência.
Concessões de rádio e TV sem conformidade com a lei devem ser canceladas, segundo o texto. E os meios independentes devem receber incentivos legais e econômicos, por bancos oficiais e agências de fomento.
De acordo com a matéria da Folha, o programa trata apenas de generalidades e não dá detalhes de ações concretas, mas pode indicar algumas ações que podem ser tomadas por Lula em seu segundo mandato.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 22h03
[]
[envie esta mensagem]
Comunique-se realiza em Cuiabá curso de reportagem em TV
Fazer reportagem para televisão é o tema do curso que o Comunique-se promove nos dias 18 e 19 de novembro, em Cuiabá (MT). Nas aulas, de caráter prático, o participante vai às ruas para praticar todos os elementos que cabem ao repórter: off, passagem e entrevistas.
O curso será ministrado pelo jornalista Felipe Andreoli, repórter e videorrepórter da TV Cultura, de São Paulo. As atividades se concentram em apenas dois dias: sábado, de 9 às 18 horas, e domingo, de 9 às 13 horas, na Faculdade Afirmativo.
Serviço :: Curso: "Reportagem em Televisão" :: Ministrante: Felipe Andreoli (TV Cultura) :: Período: 18 e 19/11 :: Horários: sábado (9h a 18h) e domingo (9h a 13h) :: Local: Cuiabá – Faculdade Afirmativo :: Valor: R$ 195,00 (o valor pode ser dividido) :: Visite a página deste curso :: Informações: (11) 3897-0860 ou cursos@comunique-se.com.br ou (65) 9603-4374 Juliana Michaela
Esta mensagem foi enviada por Juliana Michaela.
Escrito por Sindjor/mt às 21h59
[]
[envie esta mensagem]
Jornalistas começam a discutir a democratização dos meios de comunicação
'Meus queridos amigos e amigas: Um grupo de jornalistas começa a discutir a democratização dos meios de comunicação. Estas últimas eleições deixaram claro que o monopólio da mídia é um grande mal para a sociedade democrática. É inadmissível que pouco mais de meia dúzia de famílias (e suas conveniências políticas e empresariais) ditem 85% de tudo que se lê, assiste e ouve na imprensa brasileira. Esta é uma luta que iniciamos no começo da década de 90 e ganha corpo agora. Acho que nãopodemos ficar de fora dessa batalha que está ganhando o Brasil nesses dias.
A colega Keka Werneck vai marcar uma reunião na próxima semana na casa dela para ampliarmos esse debate. Os interessados aguardem a definição do dia e horário. Enquanto isto podemos trocar e-mails, recados e opiniões nos fóruns da comunidade que acabei de criar: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22916246
Grande abraço a todos
Esta mensagem foi enviada por João Negrão.
Escrito por Sindjor/mt às 21h51
[]
[envie esta mensagem]
| Agência Repórter Social revela bancada dos donos da mídia |
 |
|
A nova bancada dos donos da mídia no Congresso Nacional foi mapeada pelo jornalista Alceu Luís Castilho, editor da Agência Repórter Social. Um terço dos senadores e mais de 10% dos deputados eleitos para o quadriênio 2007-2010 controlam rádios ou televisões. O levantamento inédito da Agência Repórter Social sobre a posse de rádios e TVs por parlamentares, foi feito a partir de dados entregues pelos próprios parlamentares aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), na maior parte disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para alcançar o total de 27 senadores, a reportagem aproveitou o trabalho do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), do Rio Grande do Sul, que no ano passado divulgou uma lista que incluía os senadores que têm parentes com concessão de rádio ou/e televisão.
O mesmo vale para os deputados, desta vez conforme a lista divulgada em 2005 pelo professor Venício de Lima, da Universidade de Brasília, sobre os deputados que aparecem diretamente na relação de concessionários de rádios e TVs do Ministério das Comunicações.
Segundo Lima, a lista de deputados que têm parentes com concessões ainda não feita, e deve fazer o número de deputados com controle de rádio e televisão passar de 100.
Fonte: O Jornalista |
Escrito por Sindjor/mt às 21h48
[]
[envie esta mensagem]
|
Governo muda a política de publicidade e enfrenta a Rede Globo Paulo Henrique Amorim | |
| |
|
O Governo Lula (o Ministro Luís Gushiken) trava nesse momento uma batalha feroz com a Rede Globo de Televisão. Pela primeira vez, desde que se tornou uma rede nacional de televisão, a Rede Globo enfrenta o maior anunciante, o Governo – e pode perder. A industria da televisão no Brasil se sustenta num princípio: a Rede Globo de Televisão tem 50% da audiência e 75% da receita publicitária. A “mini-revolução” que o Governo Lula pode provocar é fixar uma nova regra: a cada um segundo a sua audiência. E essa é a batalha que se trava agora. Em nenhum outro Governo a Rede Globo trabalhou com um cliente tão generoso quanto no Governo Fernando Henrique Cardoso. Ou não foi o presidente Fernando Henrique quem, ao visitar o Projac, disse: “Eu me orgulho da Globo. Eu me orgulho do Brasil”, nessa ordem. No Governo FHC, a Globo negociava individualmente com cada um dos anunciantes do Governo – Banco do Brasil, Caixa, Correios, distribuidora da Petrobrás. E como era uma rede amiga, irmã, camarada, e porque tem a maior audiência, conseguia dois favores especiais. A Globo dava menos descontos aos anunciantes do Governo (e a cada um, um desconto diferente; e nem sempre o anunciante com maior volume recebia o maior desconto). E se beneficiava do direito de incluir o carater “político” na mídia: ainda que a audiencia não chegasse a 75%, era como se tivesse. Já que o Ministro Pedro Malan podia falar nos jornais da Globo quando bem entendesse (de preferência com a Miriam Leitão), a fidelidade da Globo ao Governo tinha um premio: ficar com 75% da receita do mercado, com 50% da audiência. ;A “mini-revolução” que o Ministro Gushiken pretende fazer é a seguinte: 1) A verba do Governo vai ser distribuida segundo a audiência. 2) A Secretaria de Comunicação do Ministro Gushiken vai comprar toda a mídia de todos os órgãos do Governo. 3) Como é um unico comprador, ela vai poder negociar descontos maiores com as redes de televisão. 4) Vai criar o que chama de “cupom de desconto”. E transferir esse “cupom de desconto” a seus anunciantes: ao Banco do Brasil, Caixa etc. Quando forem negociar com uma rede, em cima da tabela da rede se aplicará o “cupom de desconto” que a Secretaria negociou para todos. 5) Obter o máximo de beneficio para uma verba que é pública. A Globo argumenta que a política ca racterizaria o que se chama de “bureau de mídia”. Essa é uma instituição que existe em países de clima temperado, acima do Equador, mas que, aqui, não floresceu – por causa da Globo. Nos “bureaux de midia”, os grandes anunciantes (Nestle, Shell) compram grandes volumes de mídia de uma vez só e reservam para seus produtos. O Governo argumenta que não vai montar um “bureau de mídia”, porque não vai reservar espaço nenhum. Cada anunciante (Banco do Brasil, Caixa etc) vai negociar diretamente com a rede. O “cupom de desconto” --- segundo o argumento do Governo -- nada mais é do que o “clube do assinante” do jornal Globo: mostrou a carteirinha, tem desconto. E o que o Governo quer é ser o cliente do Blockbuster: alugou tres filmes, tem direito a mais um. Alugou um, não tem. No momento, a Globo está isolada. As outras redes parecem gostar da n ova política, é óbvio. Com ela, se tornam mais competitivas. E, inspirados pelo Governo, quem sabe os grandes anunciantes privados não fazem o mesmo ? As outras redes sempre disseram que não podiam competir com a Globo, porque a Globo ficava com a parte do Leão. Agora, veremos … A Globo resiste, mas em termos. A direção comercial da Globo escreveu cartas muito gentis à Secretaria de Comunicação; a batalha se trava em termos elevados. Nas primeiras escaramuças para discutir a tabela com novos números, a Globo só concordou em dar descontos muito baixos – segundo a avaliação da Secretaria --, em programas vespertinos, de baixa audiencia. -- E se a Globo retaliar editorialmente ?, alguém perguntou. -- Não acredito, respondeu um alto funcionário da Secretaria, que não quis se identificar. E a Globo também não está no azul, disse. |
Fonte :24HorasNews - Notícias 24 Horas www.24horasnews.com.br |
Escrito por Sindjor/mt às 21h46
[]
[envie esta mensagem]
teste... teste
Escrito por Sindjor/mt às 21h43
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|