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Campanhas salariais
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| Dieese faz balanço de negociações. Situação dos jornalistas não é boa |
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Estudo desenvolvido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) concluiu que no primeiro semestre de 2006 os trabalhadores conquistaram aumento real em 81,9% dos acordos ou convenções coletivas negociados, mas a maior parte foi de até 1%. Já no balanço das negociações dos jornalistas, feito pela assessoria da FENAJ, o quadro é desfavorável. A maioria das campanhas ainda não está concluída.
O resultado do “Balanço das Negociações de Reajustes Salariais no Primeiro Semestre de 2006”, divulgado pelo Dieese no dia 17 de agosto, baseou-se em estudo de 271 acordos e convenções coletivas celebrados entre janeiro e junho em 14 estados. E tomou como referência a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. Desde 1996, quando o Dieese iniciou este tipo de estudo, este é o melhor resultado.
Nem tanto ao céu Na realidade dos jornalistas os acordos obtidos no primeiro semestre de 2006 foram razoáveis, com aumentos reais em oito processos negociais já concluídos. Mas as dificuldades nas negociações mostram que, apesar de ampliarem significativamente seus lucros, os patrões da comunicação não querem “dividir o bolo”. Das 28 negociações realizadas no primeiro semestre de 2006, apenas nove foram fechadas até o momento. Nas demais as negociações ainda se arrastam ou os processos acabaram indo a dissídio coletivo na justiça do trabalho.
Nelson Sato, assessor econômico da FENAJ, tem uma explicação para este balanço: “os patrões do setor de comunicação são muito conservadores e não têm uma política de valorização dos profissionais”. Ele destacou que a situação para os jornalistas que atuam em Rádio e TV é ainda pior. “Neste segmento os patrões se recusam a negociar com as entidades dos jornalistas, puxando os salários ainda mais para baixo”, disse.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 10h37
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Repórter fotográfico foi espancado por cinco homens |
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O repórter fotográfico Oslaim Brito, freelancer do Diário de S.Paulo e da Agência O Globo, foi espancado por cinco homens perto da favela da Avenida Paulo Ferreira, no Piqueri, na capital de São Paulo. Brito teve o nariz quebrado, fratura na face esquerda, além de hematomas pelo corpo, que renderam quase um mês de internação hospitalar. Brito não estava a trabalho, simplesmente estava passando pelo local, com o equipamento, quando foi abordado e atacado.
"Eu fui buscar meu carro na oficina", contou o jornalista. Ele esteve hoje (21/08), no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo para relatar os episódios.
Segundo o jornalista, o grupo achou que ele estaria fazendo uma matéria na favela, daí a agressão. Algumas testemunhas disseram ainda que Brito passou no lugar errado, na hora errada. "São 15 anos de carreira, cubro polícia, geral, cotidiano e é a primeira vez que sofro uma agressão dessas", afirmou o colega.
Brito conta que ficou desacordado por meia hora e foi socorrido pelo mecânico - que fazia a manutenção de seu carro. Depois de receber o primeiro atendimento no Pronto Socorro do Piqueri, o jornalista foi internado no hospital Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara. Lá, foi submetido a cirurgias no nariz e na face. Ontem, domingo (20/08), Brito voltou ao trabalho.
Fontes: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e O Jornalista
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Escrito por Sindjor/mt às 10h35
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MP reduz salários de jornalistas no serviço público |
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Na surdina, o governo federal editou a Medida Provisória 301, que cria algumas carreiras e reduz os vencimentos de categorias profissionais no serviço público, como a dos jornalistas, com carga horária inferior a 40 horas semanais. Baixada sem discussão com representações de diversas categorias, a MP gerou revolta em diversas entidades, que trabalham para derrubar tal medida.
O artigo 143 da MP 301 estabelece que "é de quarenta horas semanais a jornada de trabalho dos integrantes dos planos de cargos, dos planos de carreiras e das carreiras a que se refere esta Medida Provisória, ressalvados os casos amparados por legislação específica". E em seu parágrafo 1º estabelece que quem cumpre jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais, receberá o vencimento básico proporcional à sua jornada de trabalho.
Já no parágrafo 2º excetua os ocupantes do cargo de Médico e de outros cargos da área de saúde da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho, que ficam com sua jornada de trabalho diferenciada preservada sem redução salarial. Ainda pela MP, os servidores públicos devem optar pela carreira até 29/09/06. Caso contrário perdem vantagens.
Para o assessor jurídico da FENAJ, Claudismar Zupirolli, "esta alternativa é pior do que a do Bresser. Pelo menos na época não havia redução salarial". Além de analisar quais as medidas judiciais cabíveis, a FENAJ pressionará o governo federal para que retire estes dispositivos nocivos aos interesses dos jornalistas e das demais categorias atingidas.
Entidades como a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) já estão buscando sensibilizar o Congresso Nacional para a não aprovação da MP 301, porque, entre outras impropriedades, ela altera as regras para os servidores públicos abrangidos fazerem jus à aposentadoria integral.
Fontes: FENAJ / O Jornalista |
Escrito por Sindjor/mt às 10h34
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Jornalistas apostam na reeleição de Lula
Da Redação
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Para 54% dos jornalistas brasileiros, as chances do presidente Lula ser reeleito são acima de 60%. A informação é da sétima pesquisa com profissionais da imprensa feita pela Macroplan, empresa de consultoria. O estudo entrevistou cem jornalistas de sete estados do País (Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco) com maior visibilidade na mídia, "seguindo critérios qualitativos e não estatísticos de representatividade", segundo o anúncio da companhia. A pesquisa revelou também que 45% dos entrevistados avaliam que a probabilidade de um segundo mandato de Lula tem entre 40% e 60% de chance de acontecer. Apenas 1% acredita que é abaixo de 40%.
Na avaliação do primeiro semestre do ano os jornalistas atribuíram nota 4,8 ao governo Lula, em uma escala de zero a dez. O melhor desempenho do governo foi na condução da política econômica, considerada muito boa ou boa para 90% dos entrevistados. O combate à fome e à pobreza e a geração de empregos foram avaliadas positivamente por cerca de 60% dos entrevistados.
Entretanto, nem tudo no atual governo recebeu elogios. Noventa e cinco por cento dos jornalistas avaliaram negativamente as estratégias de combate à violência e à insegurança pública. Oitenta e um por cento consideraram que os principais problemas do governo federal são a formação de alianças e negociação e solução de crises políticas. Apenas 48% opinaram favoravelmente sobre a política externa contra 96% de pesquisas anteriores.
Avaliação dos Ministros Somente Luis Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, manteve a mesma avaliação positiva da pesquisa anterior. Ele foi considerado o melhor ministro por 55% dos entrevistados. Guido Mantega, ministro da Fazenda, alcançou 47% (quase metade dos 81% que seu antecessor, Antônio Palocci, obteve). O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues obteve 34% de aprovação, mais do que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (28%).
Os piores desempenhos são os dos ministros da Saúde, José Saraiva Felipe, e Miguel Rosseto, do Desenvolvimento Agrário: 31%. Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, que era o quinto melhor avaliado, teve uma avaliação negativa nessa pesquisa e ficou em terceiro lugar no ranking dos piores (27%). Na quarta colocação está o ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos (24%).
Avaliação dos Governos Estaduais Se na pesquisa anterior, 77% aprovaram o ex-governador Geraldo Alkmin, nesta 46% consideraram a gestão de Cláudio Lembo ruim ou muito ruim. Aécio Neves continuou como o melhor governador com índice de 91% de aprovação (em 2005, obteve 81%).
O pior desempenho foi, pela sétima vez consecutiva, da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 19h01
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