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| Associação no Paraná vende registros para precários por mil reais |
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A FENAJ ingressará, nesta semana, com medidas judiciais para reverter liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STF) à Associação de Defesa do Trabalhador Discriminado (Adetradi), garantindo a seus associados o restabelecimento do registro de precários. Além de buscar uma solução definitiva para este problema, a Federação Nacional dos Jornalistas questiona o comportamento da entidade, que está divulgando que novos associados poderão adquirir tal direito desde que paguem mensalidade de R$ 50 e honorários advocatícios de R$ 1.000,00.
O mandado de segurança impetrado pela Adestri no STJ é contra a Portaria 03/2006 do Ministério do Trabalho e Emprego. Tal portaria foi emitida após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, favorável a recurso impetrado pela FENAJ e pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Segundo o assessor jurídico da FENAJ, Claudismar Zupiroli, até esta quarta-feira (29/05) a entidade deverá solicitar seu ingresso neste processo como parte interessada. “Num primeiro momento vamos buscar apressar o julgamento deste mandado de segurança”, conta. O advogado considera, também, que uma solução definitiva para o embate entre jornalistas profissionais e precários só ocorrerá com o julgamento da ação principal. “O fundamental é buscarmos agilizar o julgamento das questões de mérito de direito adquirido no STJ”, avalia.
Publicada no dia 23 de maio, a decisão do ministro João Otávio de Noronha, do STJ, assegura aos associados da Adetradi o restabelecimento de seus registros de precários. Com isso, a entidade, com sede em Curitiba, passou a divulgar em seu site informações de estímulo a novos possíveis sócios, uma vez que a decisão abrange apenas quem possui registro precário e pertence à entidade. Além de prometer a revalidação do registro de quem se associar, a Adetradi divulga, também, que quem perdeu o emprego poderá ser readmitido “por via amigável” ou por ação de reintegração.
Para justificar a cobrança de R$ 1.000,00 a título de honorários advocatícios, a Adetradi argumenta que “este Mandado de Segurança foi elaborado e desenvolvido por um grande escritório de advocacia, que após profundos estudos, concebeu a tese que resultou nesta brilhante vitória para os jornalistas!”. O advogado que assinou o mandado de segurança é Marcello Roberto Lombardi que, curiosamente, tem o mesmo sobrenome de uma das integrantes da diretoria da entidade, Kethelin Lombardi. Esta, aliás, não é a única coincidência. Outros quatro membros da diretoria da Associação têm sobrenomes parecidos: Marilza Philippi Folador, Leverci José Philippi, Marcos José Philippi e Maurici Philippi.
“A FENAJ esperava e está preparada para responder a esse tipo de agressão. Jamais permitiremos que nossa profissão seja desmoralizada por esse tipo de picaretagem”, garantiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Ainda segundo Murillo, “é absurdo imaginar que alguém tenha direito adquirido sobre uma decisão provisória e ilegal”.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h49
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Por que a imprensa ignorou a CPI do Tráfico de Armas?
Alceu Luís Castilho (*) Fonte:Repórter Social
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Um telespectador mais distraído terá por instantes pensado que aquele parlamentar grandalhão, presidente de CPI, que mandou prender o advogado Sérgio Weslei da Cunha, era o senador Efraim Morais (PFL-PB), tamanha a superexposição nos últimos meses da verborrágica CPI dos Bingos. O grandalhão era desta vez o deputado Moroni Torgan (PFL-CE), presidente de uma CPI instalada em março de 2005 e até agora praticamente ignorada pela imprensa.
Durante essa CPI um dos temas recorrentes foi o PCC, seus tentáculos, sua conexão com o Comando Vermelho, o poder de fogo da organização, principalmente no Estado de São Paulo. Apesar disso, houve sessões da Comissão – testemunhadas por este repórter – em que não havia simplesmente nenhum jornalista da chamada grande imprensa.
Isso significa que, num país que mobilizou a nação para votar o desarmamento, a mídia se recusou a agendar o tema tráfico de armas como importante para o país. Assim, o País assistiu em seus principais jornais e telejornais a toneladas de informações sobre as CPIs dos Correios e dos Bingos, mesmo que algumas dessas informações estivessem a anos-luz de serem consistentes.
O que valia era aderir ao show político, à disputa eleitoral entre governo e oposição. Importante, claro, mas indevidamente tomada como tema único, divisor monocromático de águas. Enquanto isso, delegados, policiais militares e presidiários paulistas davam pistas sobre como entravam ou se difundiam as armas e munições no País – estas armas e balas que aterrorizaram São Paulo naquele fim de semana do Dia das Mães.
Poucas CPIs podem ter um fato tão concreto como essa do Tráfico de Armas. Mas a imprensa, com sua omissão, tornou-se cúmplice da indiferença nacional às causas da violência e à necessidade de um debate diário sobre as formas de combatê-la. Embora seja comandada por um deputado do PFL, a CPI não deixou de fornecer informações nada abonadoras para o governo tucano, sugerindo independência. Mas a “CPI do fim do mundo”, como ficou conhecida a CPI dos Bingos, era mais divertida, não é?
Balas de Maio
Com a eclosão da violência simultânea em São Paulo (porque violência em escala existe há tempos), a CPI do Tráfico de Armas ganhou espaço na imprensa ao convocar os advogados de Marcola – não por oportunismo, diga-se, pois antes destas Balas de Maio já convocava depoentes hoje no epicentro do burburinho. E teve seu ápice midiático durante a prisão de Sérgio Weslei da Cunha.
Como diz o jornalista Sérgio Gomes, da Oboré, a imprensa ignora solenemente a força da correnteza dos problemas sociais brasileiros. “Descobre-os” quando eles vêm à tona, em maremotos como o de São Paulo. O mesmo vale para dezenas de outras situações de barbárie que assolam o País, como a matança de trabalhadores do campo (redescoberta em episódios como o assassinato da irmã Dorothy Stang) ou a violência e preconceito contra homossexuais (que motiva linhas de indignação quando se mata um homossexual de classe média no centro de uma grande cidade).
Nossa imprensa esquizofrênica acha que todos os temas são igualmente importantes, mas alguns são mais iguais do que os outros. Os temas sociais são escanteados, e a defesa da vida humana não ganha mais espaço que a taxa de juros. As páginas dos grandes jornais ou as chamadas do Jornal Nacional mostram um Brasil recortado para jornalistas e classe média purgarem suas culpas – e não para debater com responsabilidade e senso democrático um Brasil que não alcançou ainda contornos razoáveis de civilização.
(*) Editor-executivo da Agência Repórter Social
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h44
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Ouro Preto sediará Congresso Nacional de Jornalistas
Da Redação
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Pela primeira vez em Minas Gerais, o 32º Congresso Nacional dos Jornalistas já está com inscrições abertas. O encontro, realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, deve este ano reunir um público de 500 participantes na cidade de Ouro Preto.
O tema central dos quatro dias de congresso (de 5/07 a 08/07) será “Liberdade de Imprensa e Democratização da Comunicação”. Serão realizados painéis, oficinas, entrevistas coletivas e grupos temáticos. Durante o evento, será feita a entrega do Prêmio Confea de Jornalismo 2006. O congresso é realizado de dois em dois anos. A sede da última edição foi João Pessoa, na Paraíba.
Inscrições e outras informações pelo site: http://www.jornalistasdeminas.org.br/congresso/.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h42
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Dívida Trabalhista: Diretores da Rede TV! podem ser presos
Redação Portal IMPRENSA
Na noite de ontem (30/05), o presidente e o vice-presidente da Rede TV!, Amílcare Dallevo e Marcelo de Carvalho Fragali, tiveram a liminar que revogava seu mandado de prisão cassada. Com a nova decisão, tomada pelo juiz Marcos Emanuel Canhete e divulgada pelo site Última Instância, os empresários podem ser presos a qualquer momento.
A razão do pedido de prisão foi o não pagamento de uma dívida trabalhista, estimada em R$3 milhões, a João Henrique Schiller, ex-diretor da emissora e da antiga TV Manchete. Canhete suspendeu o hábeas corpus concedido por ele mesmo, depois que os advogados da empresa questionaram sua competência.
Caberá Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), que se reúne às quarta-feiras, decidir a competência para julgar o caso, que pode ser julgado ainda hoje em caráter emergencial. A Polícia Civil de Barueri foi comunicada para que execute a prisão dos empresários.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h36
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Suzane von Richthofen: Julgamento de estudante será transmitido pela TV
Por Thaís Naldoni / Redação Portal IMPRENSA
Em decisão inédita, a Justiça liberou a transmissão pela TV do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos, que acontece na próxima segunda-feira, 05/06. Esta será a primeira vez que uma sessão do júri brasileiro será transmitida ao vivo.
A decisão foi motivada pelo grande interesse da população em acompanhar o julgamento: mais de três mil pessoas tentaram se inscrever para as 80 cadeiras destinadas ao público.
Não houve, nem por parte da defesa, nem da acusação, qualquer objeção ao fato. As partes alegaram que a medida é uma importante ferramenta para a clareza do processo.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h34
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Design: Jornal do Brasil e a moda do berliner
Por Paula Desgualdo e Pedro Venceslau/ Redação Portal IMPRENSA
Tribuna Impressa, de Araraquara: mais um que se rendeu ao novo formato
Nos anos 70, o Jornal do Brasil revolucionou o jornalismo brasileiro com a sua reforma gráfica. Era o primeiro jornal, de fato, moderno do país. Nestes últimos meses, a história parece se repetir. Desde a mais recente mudança gráfica do JB, muito foi falado sobre o padrão berliner de jornal. O formato, já adotado por grande parte dos diários europeus, é menor que o tradicional standard (o mesmo da Folha de S. Paulo) e um pouco maior que o tablóide (do Lance!), com páginas que medem 47 X 31,5cm. Após a reforma do JB, outros diários também adotaram o novo formato. Parece a antiga brincadeira de "siga o mestre".
No entanto, é preciso avaliar se o mercado nacional de veículos impressos absorveu a idéia de forma positiva ou se tudo não passou de uma euforia gerada pela possibilidade de o Brasil estar aderindo a uma tendência mundial. No que depender dos jornais regionais, fica valendo a primeira opção. Dia 7 de maio, o Jornal de Londrina também passou a circular no novo formato. Para realizar a mudança, o veículo contou com o apoio da equipe do Gazeta do Povo, que, como o JL, pertence à Rede Paranaense de Comunicação.
Além de textos mais curtos, o jornal traz de três a quatro comentários de leitores em cada matéria, resultado de debates e enquetes promovidos no site do jornal. "Por que o conceito de interatividade, dos blogs, não pode ser trazido para o papel?", questiona Cláudia Belfort, que é editora-chefe do Gazeta do Povo e esteve à frente da reforma. O retorno? "Foi muito melhor do que o esperado", diz Cláudia. "Recebemos uma enxurrada de e-mails com opiniões para serem publicadas". Um leitor que anunciou nos classificados do jornal disse que a reestruturação teve dois lados. Ele conseguiu vender o carro muito antes do que poderia imaginar, mas recebeu tantas ligações que quase não conseguiu dormir.
Do jeito que o leitor gosta
Apesar da preocupação com o conservadorismo local, a equipe da Tribuna Impressa , de Araraquara, interior de São Paulo, acabou se rendendo à graça do berliner. "Foi uma ousadia", diz Antônio Pereira de Almeida, diretor-geral do jornal. Segundo Almeida, o leitor da Tribuna quer muita cor e mais notícias locais. Por esse motivo, a reportagem local aumentou em 40% e a cor em 45%. Para aprovar o novo formato, foram escalados sete grupos de leitores, que analisaram protótipos do mesmo conteúdo em dois formatos diferentes. A aceitação do berliner foi de 90%. Os mesmos leitores sugeriram que o jornal continuasse dividido em cadernos, diferente dos outros veículos que adotaram o padrão. A sugestão foi aceita e o jornal manteve a estrutura de seus sete suplementos dentro do novo formato.
Na redação do Jornal Panorama, das Organizações Globo, em Juiz de Fora, Minas Gerais, também está sendo cogitada a modificação. O jornal encomendou uma pesquisa na Universidade Federal de Juiz de Fora, para avaliar a aceitação do público. "O resultado foi positivo e a proposta está sendo analisada", afirma Antônio Braga, vice-presidente do veículo.
Agradar os leitores não é a única missão dos veículos que optaram pelo formato berliner. Em um ano, a Tribuna Impressa espera, além de duplicar o número de assinantes e vendas em banca, atrair mais anunciantes. "Quem anuncia também quer mais cor", acredita o diretor do jornal. Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), não vê o mercado publicitário como um impedimento para a reforma de um veículo. "Nos tempos do clichê, mudar formato de anúncios seria um problema, mas a tecnologia permite que isso não se torne um empecilho", explica. A Tribuna investiu também em uma campanha publicitária que divulgará o slogan "Já faz parte da sua vida" em rádios, outdoors e peças de jornal durante três meses. O jornal, que custava R$ 2,50, chegou às bancas com o preço promocional de R$ 1,50.
No JL, os anúncios passaram a ser vendidos em módulos, em vez de centímetros por coluna. Meia página corresponde a vinte módulos. Apenas uma semana após a reforma, a meta de anúncios do mês já havia sido superada. Outra opção do veículo foi a circulação gratuita. Dos 30 mil exemplares, 26 são entregues em residências de classe A/B e os outros quatro mil vão para o aeroporto da cidade e para a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Pelo menos por enquanto, o sucesso parece garantido. Mesmo assim, Cláudia Belfort, coordenadora da reforma do JL, não se deixa contaminar pelo clima de euforia. "Não podemos subir no salto", diz a editora da Gazeta do Povo. "O desafio agora é continuar produzindo com qualidade, para manter o leitor fiel", afirma.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h31
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Adeus a um guerreiro
Daniel Herz morre em Porto Alegre
Os movimentos democráticos e populares do Brasil perderam, na tarde desta terça-feira (30/05), em Porto Alegre, um de seus maiores guerreiros. É com grande pesar que a Federação Nacional dos Jornalistas comunica o falecimento de seu diretor, Daniel Koslowski Herz.
Mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), Daniel era representante dos jornalistas no Conselho de Comunicação Social. Participou de diversas gestões da FENAJ, e foi fundador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom). Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul. Trabalhou na imprensa independente, foi professor de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina - do qual foi o primeiro chefe de Departamento - e coordenador-geral de Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre (1989/1990).
Autor do livro “A História Secreta da Rede Globo”, Daniel dedicou grande parte de sua vida à luta pela democratização da comunicação e da sociedade brasileira. Foi, também, um dos principais formuladores do Programa de Estímulo à Qualidade de Ensino de Jornalismo da FENAJ.
Há vários anos Daniel Herz lutava incessantemente contra o câncer que, mesmo assim, não o impediu de continuar sua militância. Nos últimos meses, porém, a situação agravou-se. A doença levou sua vida, mas não seu exemplo de companheirismo, combatividade, sua produção científica, política e sua história, que ficará indissociavelmente ligada à história da FENAJ e do movimento sindical dos jornalistas para sempre.
Daniel Herz deixa esposa e três filhos. Seu corpo será cremado na quarta-feira (31/05), no Crematório Metropolitano de Porto Alegre (Av.Prof. Oscar Pereira, 584 – Azenha), onde haverá cerimônia pública das 12 às 14 horas.
Fonte: Fenaj
Escrito por Sindjor/mt às 18h29
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Pesquisa mostra o perfil do assessor ideal
Da Redação
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O profissional de assessoria de imprensa mais útil para o trabalho do jornalista de redação não é aquele que apenas envia os releases, e sim o que sugere pautas e auxilia no processo de apuração, conseguindo ganchos e personagens. Inclusive, este perfil está sendo cada vez mais elogiado por quem atua em redação. Esta é apenas uma das conclusões retiradas da pesquisa sobre a visão que os jornalistas possuem das assessorias de imprensa que o Comunique-se está publicando.
O levantamento já está na quarta edição e, desde 2003, vem colaborando com o desenvolvimento do mercado. "Antes, não era possível comparar os dados. Hoje, podemos tirar uma série de conclusões, já que há informações suficientes para isso”, observa o presidente do Comunique-se, Rodrigo Azevedo.
Os dados, colhidos em 2005 e 2006 e compilados com os já coletados nos anos de 2003 e 2004, oferecem um panorama abrangente sobre o relacionamento entre mídia e assessorias e analisa diversas questões sobre a efetividade e eficácia do trabalho dos assessores de imprensa. O objetivo da pesquisa é oferecer bases para que as empresas de comunicação corporativa que atuam no setor possam definir estratégias de atuação e corrigir falhas sistêmicas.
A pesquisa aponta que praticamente metade dos jornalistas que atua em redação acredita que a agilidade no envio de dados sobre o assunto em questão é a característica que mais colabora para o desenvolvimento de matérias. Apenas enviar informações via e-mail não é lá uma boa colaboração, na opinião dos entrevistados. Para facilitar o trabalho dos jornalistas de redação, o assessor precisa colocá-los em contato pelo telefone com porta-vozes das empresas. Mais da metade dos profissionais que responderam a pesquisa acha que os assessores não conhecem tanto o assunto divulgado e não conhece tão bem o funcionamento da imprensa. A qualidade do material encaminhado às redações também não é dos melhores. O principal problema do assessor é tentar vender a pauta que tem em mãos a qualquer preço.
Metade dos profissionais de imprensa afirmou que lê menos de 50% dos releases recebidos, ignorando sumariamente o restante.
O uso de recursos online Embora a utilização de recursos online tenha sido focada em outras pesquisas, desta vez o Comunique-se dedicou de forma mais organizada uma parte do levantamento para avaliar a efetividade das ferramentas de Internet. Observando o resultado das perguntas, percebe-se que o jornalista trabalha quase que todo o tempo online.
As coletivas online estão ganhando cada vez mais espaço. Oitenta e um por cento dos jornalistas afirmaram que participariam de uma coletiva via Web, produto oferecido pelo Comunique-se, desde que o tema fosse de seu interesse profissional e que ele tenha disponibilidade de acesso em seu próprio computador.
Os convites para coletivas de imprensa presenciais são bastante ignorados. Apenas 25% de todas as propostas feitas aos jornalistas resultam na presença efetiva do profissional no evento. Esse número tão baixo é resultado do enxugamento das redações e, portanto, da baixa disponibilidade de tempo de cada profissional para se deslocar ao local da coletiva. Daí a vantagem de se realizar uma entrevista via Internet.
Um dado novo nesta pesquisa mostra que os jornalistas acreditam que a Sala de Imprensa torna-se importante na medida em que eles acessam o espaço para obter informações específicas. Inclusive, segundo os entrevistados, qualquer empresa que se preocupa com sua imagem na mídia precisa manter em seu site uma área para a imprensa. E não basta ter apenas releases, é preciso ter fotos, estatísticas, comunicados etc.
Mas esses espaços precisam ser constantemente atualizados. De 2004 pra cá, os jornalistas estão cada vez mais críticos em relação às salas de imprensa. A grande maioria acha ruim acessar um espaço como esse e ver informações desatualizadas. Quase 57% reclamam que não encontram nas salas online as informações de que precisam.
A opinião de outros profissionais A jornalista Adriana Monteiro Fonseca, repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, aponta que o melhor assessor é aquele que conhece o público do jornalista, porque assim ele consegue sugerir pautas focadas. "É impossível a gente escrever uma matéria como se fosse um release. Alguns [assessores] sabem disso muito bem, mas são poucos", analisa a repórter.
Sobre as coletivas, ela aponta receber mais de dez convites por mês, mas só comparece a duas, em média. A jornalista já participou de algumas coletivas online e afirma que é possível fazer as mesmas perguntas sem sair da redação. Porém ela também afirma que por vezes os entrevistados se esquivam de responder perguntas complicadas ou que envolvam dados que eles não queiram divulgar. "É mais fácil fugir das respostas", opina.
Sandra Takata, diretora de atendimento da assessoria de imprensa Versátil Comunicação, afirma que a elevação da avaliação positiva das assessorias é resultado de mudanças nas empresas clientes, que agora estão encarando mais a assessoria como uma forma de profissionalização de sua comunicação. Em reação a essa demanda, as assessorias vêm traçando estratégias cada vez mais focadas, na análise de Sandra.
A jornalista avalia também que boa parte dos jornalistas trabalhando nas redações não sabe como lidar com o trabalho dos assessores e que por isso muitas vezes perdem matérias importantes. "Hoje a informação está na mão dos assessores", afirma.
Como soluções para melhorar o relacionamento entre jornalistas e assessores, Sandra aponta a necessidade de um bom plano estratégico em relação ao foco e a editoria que se vai contatar e um bom software para envio de pautas. Além disso, defende também que o conhecimento do veículo com que está lidando é fundamental: "Todo assessor tem o papel de estudar a publicação [a que dirige releases], de estar consciente do que se está fazendo. Se não for um veículo conhecido, tem que passar a conhecê-los. O que tem que ficar claro é que nós [jornalistas e assessores] somos as duas pontas da mesma profissão", conclui Sandra.
Participaram da pesquisa 741 profissionais, entre repórteres, free-lancers, editores, diretores e apresentadores. Sessenta e oito por cento deles atuam na região Sudeste, 12% na região Sul, 10% na região Centro Oeste, 8% e 2% no Nordeste e Norte do País, respectivamente.
Investimento constante no mapeamento e desenvolvimento do mercado Além da pesquisa "As Assessorias na Visão dos Jornalistas", o Comunique-se tem investindo no mapeamento dessa área. O Ranking de Comunicação Corporativa está em fase de produção. A idéia é mostrar quem são os maiores e melhores do mercado de cada região do Brasil. Entre as muitas vantagens de fazer parte deste levantamento está a veiculação da logomarca da empresa participante no espaço "Assessorias Abertas", dentro deste portal; a divulgação do ranking em nível nacional, para jornalistas e clientes e em nível internacional, via distribuição para cerca de dois mil veículos e fontes primárias de notícias, sem qualquer custo para o participante. Quem quiser ainda pode participar pelo site www.rankingcomunicacao.com.br.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 15h58
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O tempo da notícia
Eleno Mendonça (*)
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Todas as vezes em que a notícia envolve o mercado financeiro os jornais do dia seguinte têm cara de velho. Esse tipo de cobertura não encontra nos veículos impressos um jeito de sair de maneira a oferecer ao leitor algo mais, uma análise, uma orientação. O resultado é que, no dia em que no dólar subiu mais de 4% e a bolsa caiu quase 5%, todos deram a notícia no dia seguinte justamente quando o mercado já tinha novas informações sobre o crescimento dos Estados Unidos e já invertia os papéis, com o dólar caindo novamente e a Bolsa recuperando parte da perda, o que acabou acontecendo no fim do dia.
À luz do que acontecia no mercado, o leitor que dedicou parte do seu tempo lendo jornais viu que já tinha visto tudo isso um dia antes, no rádio, na TV, na Internet. A expectativa de quem compra um jornal é sempre encontrar o chamado algo mais. Ultimamente não tem acontecido isso. Em outros assuntos, mais frios, muitas vezes as pautas próprias permitem esse tipo de atuação e de sensação de novo ao leitor. Mas quando falamos de hardnews, todos nós, leitores de jornais, acabamos lendo notícias com cheiro de velha.
Lógico que não é simples fazer essa transformação, essa passagem. Mas os veículos devem estar atentos já na pauta. Na minha modesta avaliação, não se pode simplesmente trazer a notícia dessa forma como se traz hoje. Ela deveria ser mínima, apenas para registrar o fato, e a maior parte do espaço ser dedicada a análises mais profundas, a desdobramentos, a contar as conseqüências, a ensinar as pessoas a se prevenirem caso determinado assunto se tornar de fato uma tendência ou não tiver volta. No caso da jogatina do mercado financeiro, apostar apenas num dos lados é muito complicado. Essa forma de cobertura, sem surpresas, explica o fato de veículos como rádio e Internet terem crescido tanto e justifica um pouco da queda no número de assinantes em jornal impresso.
Isso, no entanto, não é privilégio da Economia. Nessa época de pesquisas eleitorais, de formação de chapas políticas, de troca de farpas, acontece toda hora. Acho que os jornais, como disse, poderiam registrar o fato, não deixar de dá-lo, mas deveriam dar aos seus clientes as ferramentas para permitir a cada um tirar suas próprias conclusões, imprimir seu próprio sentido e interpretação dos fatos. Isso só se faz com muita reportagem, com análises, com uma visão cultural diferente do meio.
Li uma vez no Meio & Mensagem uma entrevista do Juan Antonio Giner na qual ele dizia que os veículos impressos, sobretudo os jornais, tinham uma cultura de anos e anos adotando esse modelo e que seria muito difícil mudar e conviver de forma harmoniosa com a Internet principalmente. Ele falava que o futuro dessa sinergia deveria passar por revoluções e trocas de pessoas, com a finalidade de permitir que esse caminho fosse feito de forma menos preconceituosa, já que as novas gerações aceitam muito mais os meios eletrônicos e os entendem mais. Como exemplo ele deu o Google que, criado numa garagem, vale milhões e está baseado totalmente em conteúdo, quando os jornais são pesados e têm muitos ativos imobilizados, além dessa cultura da notícia. Não concordo totalmente com ele, acho que se tenta fazer algo novo. Os veículos, portanto, sabem de tudo isso, só não estão conseguindo é atingir os objetivos.
(*) Também assina uma coluna no site MegaBrasil e é diretor de Comunicação da DPZ. Ele passou pelo Estado de S. Paulo, onde ocupou cargos como o de chefe de Reportagem e editor da Economia, secretário de Redação, editor-executivo e editor-chefe, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 15h56
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Roda Viva: Roberto Jefferson será o entrevistado de hoje
Redação Portal IMPRENSA
O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) será entrevistado hoje no programa "Roda Viva", da TV Cultura. O ex-parlamentar é um dos principais protagonistas do escândalo do "mensalão", que abalou o governo e o PT no ano passado, após uma entrevista publicada na Folha de S.Paulo.
Jefferson admitiu ter recebido R$ 4 milhões do PT para caixa dois de campanha das mãos do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Citado como o líder do esquema de corrupção nos Correios, o ex-deputado foi um dos poucos parlamentares a terem seu mandato cassado pela Câmara. Ele também consta da lista de 40 pessoas denunciadas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sob a acusação de integrarem uma "organização criminosa" comandada pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e pelos petistas José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira.
O programa, que será transmitido ao vivo, vai ao ar a partir das 22h30.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 15h53
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Mudança: SBT Brasil terá novo horário
Por Bartira Betini/Redação Portal IMPRENSA
O SBT afirmou nesta segunda-feira que o jornal da apresentadora Ana Paula Padrão, "SBT Brasil", a partir do dia 5 de junho, mudará de horário. Ele será exibido às 18h30 logo após o "SBT São Paulo", que estréia na mesma data e será apresentado por Carlos Nascimento, às 18h.
Essas mudanças fazem parte da nova grade de programação da emissora.
O "Jornal do SBT" - 1ª edição, que vai ao ar às 22h, deixará de existir, mas Nascimento não perderá o cargo de apresentador do "Jornal do SBT", que continuará indo ao ar por volta de 1h.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 15h51
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Confirmado: Franklin Martins é o novo comentarista da rádio e tv Bandeirantes
Por Bartira Betini/Redação Portal IMPRENSA
A Rede Bandeirantes divulgou hoje (26/05) a contratação do jornalista Franklin Martins. Ele começa na emissora a partir de junho, já que seu contrato com a Globo termina em 31 de maio e, no último dia 05, a emissora anunciou que não renovaria o contrato do comentarista.
"Como a Globo anunciou que não renovaria o contrato, a Band mostrou interesse em me levar. Diante do fato de ser uma emissora com tradição no jornalismo, aceitei o convite. Não tenho data certa para estrear, mas meu contrato começa a valer em 1º de junho", comentou o jornalista.
Ele não quis comentar se financeiramente foi um bom convite. "Isso só interessa para mim, para a Band e ao Imposto de Renda", afirmou.
Franklin Martins vai participar como comentarista e repórter dos telejornais, especialmente do "Jornal da Band". O jornalista vai atuar também nas rádios Bandeirantes e BandNews FM, além da BandNews (canal pago do grupo). "A contratação de Franklin Martins é muito importante para a Band neste ano, tendo em vista a tradição da emissora na realização de debates em todo o país. Sua chegada reforça o compromisso da Band com o jornalismo sério, independente e de credibilidade", conclui Marcelo Parada, vice-presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 15h45
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