Histórico
 10/12/2006 a 16/12/2006
 26/11/2006 a 02/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 27/08/2006 a 02/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 23/07/2006 a 29/07/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 21/05/2006 a 27/05/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 30/04/2006 a 06/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 16/04/2006 a 22/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 02/04/2006 a 08/04/2006
 26/03/2006 a 01/04/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006
 26/02/2006 a 04/03/2006
 19/02/2006 a 25/02/2006
 12/02/2006 a 18/02/2006
 05/02/2006 a 11/02/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 01/01/2006 a 07/01/2006
 25/12/2005 a 31/12/2005
 18/12/2005 a 24/12/2005
 04/12/2005 a 10/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 13/11/2005 a 19/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 16/10/2005 a 22/10/2005
 09/10/2005 a 15/10/2005
 02/10/2005 a 08/10/2005
 25/09/2005 a 01/10/2005
 18/09/2005 a 24/09/2005
 11/09/2005 a 17/09/2005
 04/09/2005 a 10/09/2005
 28/08/2005 a 03/09/2005
 21/08/2005 a 27/08/2005
 14/08/2005 a 20/08/2005
 07/08/2005 a 13/08/2005
 31/07/2005 a 06/08/2005
 24/07/2005 a 30/07/2005
 17/07/2005 a 23/07/2005
 10/07/2005 a 16/07/2005


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Blog do João Negrão
 Blog do Noblat
 Site Comunique-se
 Portal Revista Imprensa
 Blog do Moreno
 Blog Cronai
 Coluna Claudio Humberto
 Blog do Ademar Adams
 Blog Imprensa Cuiabana
 Blog da Neila Barreto
 Blog Varanda Cuiabana
 Blog dp Lucas Perrone
 Fotolog_Cicero
 Blog da Karol
 Blog do Barbant
 Site Paulo Henrique Amorim
 Fenaj
 Blog da Valéria
 Caulus Ponte Negra


Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso
 

Encontro Assessoria de Comunicação tem mais 150 inscritos e a abertura será hoje à noite

Logo mais à noite, às 19h00, no auditório da OAB, será realizado a abertura do 4º Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, com a palestra da jornalista Helô Reinert, do Grupo Máquina Comunicação Corporativa Integrada. O Grupo Máquina recebeu o prêmio “Comunique-se 2004” de melhor agência de comunicação do país.  

 

O evento, que se estende até sábado (20.05), tem mais de 150 profissionais inscritos, inclusive com caravanas dos municípios de Sinop, Alta Floresta, Alta Araguaia, Campo Novo dos Parecis, Nova Mutum e Tangará da Serra.

 

Com o tema “Assessoria de Comunicação - Mercado Promissor”, o encontro discutirá as perspectivas e também as dificuldades pelas quais passam as empresas de assessorias, um dos campos de atuação que apresenta o maior crescimento no número de vagas para profissionais de comunicação.

 

Além do Grupo Máquina, que fará a palestra de abertura, integra a lista de palestrantes o jornalista Cássio Politi, diretor de cursos do Comunique-se - primeiro portal brasileiro voltado para profissionais de comunicação – e o jornalista Sergio Murillo, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), bem como, profissionais de Mato Grosso.

 

Entre os temas de debate ainda estão questões presentes no dia-a-dia desses profissionais, como a delicada relação entre as redações e as assessorias, a assessoria política, os desafios dos que montaram suas próprias empresas de assessoria passando da condição de empregado a de empregador, além da função do publicitário e do jornalista no trabalho rotineiro das assessorias.

 

As inscrições podem ser feitas na hora e custam R$ 30,00 para profissionais e R$15,00 para estudantes. O encontro é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e um grupo de assessores de comunicação. Informações pelo telefone 3617-2126.

Escrito por Sindjor/mt às 17h28
[] [envie esta mensagem]



Emprego: UNE e UBES abrem vagas para estudantes de jornalismo

Redação Portal IMPRENSA 

UNE e UBES selecionam candidatos para estágio na Comunicação

A União Nacional dos Estudantes e a União Estadual dos Estudantes Secundaristas abriram vaga para estágio em jornalismo. Os interessados devem estar cursando do 4º período em diante, e residir na cidade de São Paulo. A vaga é para os departamentos de comunicação da UNE e da UBES. Há três vagas de estágio para repórter do Portal Estudantenet (www.estudantenet.com.br) e na assessoria de comunicação das entidades estudantis.

Indispensável boa redação, capacidade de articulação, além de familiaridade com o noticiário de política, educação e cultura. Necessário conhecimento em técnicas de reportagem e entrevista. 

Rotina extremamente enriquecedora do ponto de vista profissional. Como repórter, contato com fontes de alto prestígio, como representantes do poder público, líderes dos movimentos sociais e importantes intelectuais. Na assessoria de comunicação, relação cotidiana com editores e repórteres dos mais importantes veículos de comunicação do país.

Os interessados devem enviar currículo e uma breve apresentação para o e-mail estudantenet1@yahoo.com.br e aguardar a chamado para a entrevista. 

Mais informações podem ser obtidas com Rafael Minoro no telefone (11) 5574.7145.

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 19h16
[] [envie esta mensagem]



Entre a gráfica e sua casa, o jornal passa por um processo complexo

Da Redação

A média de circulação dos jornais brasileiros alcançou a marca de 6.789 milhões de exemplares diários no ano de 2005, divididas em 3004 veículos diferentes, entre diários, semanais, mensais e outros – dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Para organizar, empacotar e transportar todo esse volume de papel, uma multidão de vans, motoqueiros, caminhões e profissionais diversos se desdobram durante a madrugada para que a logística de distribuição não falhe.

Aqui, cabe conceituar logística. Segundo o dicionário Houaiss é “administração e organização dos pormenores de qualquer operação”. Segundo Miguel Petribu, diretor técnico da Associação Brasileira de Logística (Aslog), é “resolver gargalos e achar soluções dentro do que ainda não foi definido da forma mais prática. Encontrar funcionalidades em todas as atividades que envolvem recursos, sistemas, enfim, tudo que faz a movimentação de produtos, passando pelo lado físico, pela tecnologia e pela inteligência humana, que é o que faz realizar esse conjunto de itens”. A Aslog é uma associação sem fins lucrativos com o objetivo de promover a logística e disseminar informações e estudos sobre o tema que possam contribuir para o desenvolvimento de suas empresas sócias.

O leitor comum recebe seu jornal diário até por volta das 06h30 apenas com uma leve noção da complexidade organizacional responsável por aquela entrega. Em situações comuns, normalmente o primeiro caderno é último a ser fechado e isso acontece por volta das 01h. Porém, em situações atípicas, eventos extremos podem atrasar o fechamento da capa para até 03h, obrigando os profissionais responsáveis pela logística a se desdobrar.

Após o jornal ser impresso, ele é enviado para o centro de distribuição da empresa, que irá realizar o transporte até seu destino final. O jornal chega em caderno e uma multidão de funcionários é responsável por organizá-los em sua ordem correta numa verdadeira linha de produção em série. Com os primeiros pacotes prontos, as remessas para os destinos mais distantes começam, para ganhar tempo, e são seguidas por entregas paralelas para os destinos cada vez mais próximos do centro de distribuição.

A taxa de erro média aceitável nesses casos é de 1% de extravio, enquanto nos veículos que possuem periodicidade maior esse valor alcança os 3%, informa Marcio Chaer, gerente de planejamento da Logistech. A empresa é a responsável por distribuir o Diário Oficial do Estado de SP e o Diário Oficial da União para SP, RJ, ES e regiões Norte e Nordeste, além de revistas, informativos, listas, guias, mala direta, encomendas e jornais.

O caso mais emblemático da complexidade logística é o Diário Oficial da União, impresso em Brasília e organizado em cadernos, para ser então enviado por avião até São Paulo para ser redistribuído pela região Sudeste. A empresa envia a carga para filiais suas em Vitória e na cidade do Rio de Janeiro, que depois distribuem para o interior dos estados. Para o Norte e Nordeste, a carga vai direto de Brasília para as capitais, para então ser redistribuída nos municípios do interior.

A empresa conta com aproximadamente 600 funcionários apenas para realizar sua logística de distribuição. Os 150 veículos próprios e os 150 contratados para a distribuição das remessas da Logistech rodam aproximadamente 170 km/dia cada um. “Interessante é ver a logística para a cidade de São Paulo. Você vê 60, 100 motos saindo ao mesmo tempo. É uma operação de guerra, que não pode falhar”, afirma Chaer.

A S.Paulo Distribuição e Logística (SPDL) surgiu em 2001, num acordo entre Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, visando a otimizar o processo de entrega de dois dos maiores jornais do País. Além desses, a empresa distribui também o Agora S. Paulo, o Jornal da Tarde e o Valor Econômico, todos dos grupos Folha e Estado, totalizando 600 mil exemplares diários.

A empresa conta com 176 caminhões exclusivamente para transportar os jornais das gráficas para os centros logísticos de redistribuição, onde uma multidão de 900 veículos menores, como kombis e motos, segue para as ruas das cidades fazendo as entregas nas casas dos assinantes e nas bancas.

Entre funcionários da própria SPDL e terceirizados, a operação já contou com 1.500 pessoas envolvidas diariamente no processo. Esses profissionais são responsáveis por funções como descarga de caminhão, expedição, encarte, ensacamento e dirigir os veículos. A empresa cobre 973 municípios, percorrendo 106 mil km, por terra e por ar, todos os dias.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 19h09
[] [envie esta mensagem]



Governo do RJ consegue direito de resposta em O Globo

Da Redação (*)

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu ao governo do Estado do Rio de Janeiro direito de resposta no jornal O Globo a um texto que se referia à rede de ONGs que recebeu R$ 243 milhões em convênios e cujos sócios contribuíram para a pré-candidatura de Anthony Garotinho à presidência da República. Segundo o departamento jurídico do jornal, o governo questionou algumas perguntas que estavam num box, tamanho 10x15, que não teriam sido esclarecidas por ele à equipe de O Globo.

Ainda de acordo com os advogados do diário, a notificação ainda não chegou até eles. Quando chegar, O Globo terá 24 horas para publicar o direito de resposta.

"Até agora não fomos notificados. É curioso que o release da secretaria de comunicação do governo do Estado tenha sido divulgado ontem, muito antes de nossos advogados serem informados. É impressionante a agilidade no relacionamento do governo do Rio com o Poder Judiciário local", disse o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes.

(*) Também com informações da Folha de S. Paulo.

Fonte: Comunique-se

Escrito por Sindjor/mt às 19h07
[] [envie esta mensagem]



Diretor da Escola de Comunicação do Comunique-se participa do 4º Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação

“A eficácia no uso da internet nas assessorias de comunicação” é o tema da palestra do diretor da Escola de Comunicação do Comunique-se, Cássio Politi que apresentará no dia 20 de maio, às 14 horas, durante o 4. Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação. O evento será realizado nos dias 19 e 20 de maio, no auditório da OAB/MT, em Cuiabá (MT).

Cássio Politi mostrará uma pesquisa que trata do uso eficaz da Internet para potencializar o trabalho do assessor de imprensa com os jornalistas que atuam na redação. Além disso, apresentará métodos adequados de envio de releases, a visão do jornalista sobre o trabalho feito pelo assessor e o uso de ferramentas online.

O Comunique-se (www.comunique-se.com.br) é o maior portal de comunicação do País, vencedor do Prêmio iBest Imprensa de 2005. Além de cursos em todo o País, promove anualmente o Prêmio Comunique-se, evento que reúne as maiores estrelas do jornalismo brasileiro e por isso é conhecido no mercado como o “Oscar da Imprensa brasileira”. A área de cursos foi implantada na empresa em 2004 e atende cerca de 400 alunos por mês.

O portal divulga notícias de bastidores do mercado jornalístico brasileiro, coloca em discussão aspectos práticos e éticos da profissão, além de fornecer ferramentas de apoio para o trabalho diário dos jornalistas de todo o país.

As inscrições para 4º Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação já estão sendo feitas, custa R$ 30 para profissionais e R$ 15 para estudantes. Quatro pontos foram montados para que os interessados possam se inscrever: Sindicato dos Jornalistas localizado na rua Presidente Marques, no bairro Santa Helena, e nas assessorias de comunicação da Secretaria de Cultura do Estado, na Secretaria de Fazenda e pela manhã, na secretaria de comunicação da Câmara Municipal de Cuiabá. Informações pelo telefone 3621-6124/3167-1528.

Quem é o palestrante - Cassio Politi é jornalista e atuou como videorrepórter das matérias de Cidades e Especiais no Uol News, comandado por Paulo Henrique Amorim até o ano passado. Trabalha com internet desde 1997. Atuou em grandes projetos pioneiros em jornalismo na web, como sites da Zip.Net, e, mais recentemente, no UOL. Ministra cursos de extensão há quatro anos e deu aulas em todos os estados brasileiros para quase 2 mil jornalistas e estudantes de Jornalismo. No ano passado, criou o curso de "Construção de Site Jornalístico". Atualmente, é diretor da Escola de Comunicação do Comunique-se.



Escrito por Sindjor/mt às 20h03
[] [envie esta mensagem]



Círculo vicioso da notícia

Arquimedes Pessoni (*)
Fonte:Diário do Grande ABC

 

O falecido jornal Notícias Populares costumava jogar todas suas cartas em manchetes ambíguas e pouco ortodoxas para conseguir sua sobrevivência nas bancas. Do suposto cachorro (quente) que matou uma criança ao fictício bebê-diabo que amedrontava os profissionais da saúde que atuavam no Hospital São Bernardo na década de 70, grande parte das manchetes abusava das chamadas “cascatas” jornalísticas (fatos fictítcios que, ao serem ampliados, ganhavam a colaboração do imaginário popular para se retroalimentar) para garantir boas tiragens.

Desde aquela época (e até muito antes disso) a imprensa já havia percebido que apostar nos cinco “Cs” que definem a noticia (crises, crimes, conflitos, catástrofes e corrupção) seria uma forma de chamar a atenção dos leitores para seu produto, ampliando as vendas principalmente quando o editor acertava a manchete.

Como a realidade é algo em movimento, nem sempre persistir em velhas fórmulas pode garantir sucesso eterno. A receita dos cinco “Cs” traz a desvantagem de criar um círculo vicioso em que desgraça gera desgraça, o leitor se cansa de tanta notícia ruim e passa a evitar o produto simplesmente porque necessita ver coisas boas que o façam crer que há vida além da manchete, que nem tudo o que acontece a sua volta é, necessariamente, ruim.

Algumas áreas, entre elas saúde e segurança, são presas fáceis para os noticiários que encontram aí farto campo de atuação fugindo, em certos casos, à lógica de percentagem. Na saúde, por exemplo, 1% representa 100%. Explico melhor: determinado hospital realiza mil transplantes de coração por ano. Dentre esses, em um caso o paciente vai a óbito. Inútil questionar qual a manchete do dia seguinte: os 999 que deram certo ou o único caso que deu errado? Pela lógica da redação, óbvio que aquele que deu errado, afinal foge à regra.

A ânsia dos pauteiros pela manchete negativa deixa de lado uma faixa de leitores que está carente de notícias boas. Com o advento da Internet, alguns blogs começaram a se especializar em oferecer apenas matérias positivas em que o leitor, além do prazer da leitura, volte a ver a realidade de forma otimista, cirando um círculo virtuoso em que ler coisas boas faça pensar em outras melhores e, a partir daí, ver a realidade com nova atitude perante a vida, cobrando uma postura menos derrotista frente ao que acontece.

A incerteza também é algo que tem sido pautada com muita freqüência nos noticiários, haja vista o uso excessivo do verbo poder nas manchetes. “Gás pode aumentar”, “Vereador pode ser punido”, “Acusado pode responder em liberdade” são exemplos de como simplesmente não há certeza do apurado, afinal de contas, “pode” indica 50% de chance. Isso vale dizer que “não pode” (os outros 50%) também tem grande chance de acontecer. Se tudo pode, onde está a notícia?

A proposta não é banir o verbo poder e nem deixar de apontar o que está errado, afinal de contas, se os “Cs” existem, precisam continuar aparecendo, pois é obrigação da mídia, o chamado “quarto poder”, fazer os papéis de cão de guarda e cão-guia dos demais poderes. O que não dá para aceitar é que só crises, crimes, conflitos, catástrofes e corrupção pautem eternamente a mídia. Sem mostrar uma luz no fim do túnel, apontando ações positivas de quem está no poder ou agindo em prol da comunidade, fica cada vez mais difícil consumir o produto notícia, acarretando quedas de venda/audiência por parte dos consumidores. Investir no círculo virtuoso das pautas do bem seria uma boa opção para mudar o panorama das páginas dos jornais, afinal de contas, se notícia boa também vende, basta investir na idéia.

(*) Doutor em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo - Texto publicado na edição de 12/05/2006 do Diário do Grande ABC.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 20h02
[] [envie esta mensagem]



Contas do PT: a dúvida como notícia

Leonardo Attuch (*)

Um alerta aos leitores deste artigo: não tenho apreço pelo jornalista Márcio Aith, da revista Veja, e acredito que a recíproca seja verdadeira. A despeito dessa rusga pessoal, por motivos que ficarão claros nos parágrafos seguintes, quero discutir, com a maior objetividade possível, a reportagem produzida por Aith na última semana, nas páginas da revista Veja. Caso ele esteja disposto a responder, fico de prontidão para uma tréplica aqui mesmo no Comunique-se.

Em resumo, Aith publicou uma lista com supostas contas no exterior do senador Romeu Tuma, do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, dos ministros Márcio Thomaz Bastos, José Dirceu, Luiz Gushiken e Antônio Palocci, bem como do presidente Lula. Aith, porém, deixou claro não ter certeza da veracidade das contas. Disse que iniciou uma exaustiva investigação em setembro de 2005, viajando até para a Suíça e a Argentina, mas admite que sua apuração não chegou a lugar algum. Ainda assim, decidiu publicar a lista das contas para evitar que o PT fosse chantageado por sua suposta fonte: o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. E Aith afirmou ainda que quebrou um acordo com a suposta fonte para impedir que fossem prejudicados "o país e suas instituições". É até comovente.

Em resposta à reportagem da Veja, o presidente Lula classificou o jornalista com adjetivos fortes: "bandido", "malfeitor", "mau caráter" e "mentiroso". Eurípedes Alcântara, o diretor de redação da Veja, também reagiu. Em nota oficial, disse que Lula é que entende de bandidos, uma vez que 40 pessoas ligadas ao governo acabam de ser denunciadas pela Procuradoria Geral da República por "formação de quadrilha". Segundo Eurípedes, Veja prestou um serviço ao País, ao impedir que as tais contas fossem usadas numa operação de chantagem. Daniel Dantas, por sua vez, em entrevista à Folha de S. Paulo negou que tenha feito qualquer acordo com Aith a respeito da publicação das contas no exterior e ainda disse duvidar da veracidade das informações.

Não quero aqui discutir se os argumentos e adjetivos usados pelos envolvidos são ou não pertinentes. Eis o que cabe debater num foro da comunidade jornalística: (a) É lícito publicar acusações graves contra terceiros quando o próprio autor da reportagem admite não ter certeza do que publica? (b) Tendo havido acordo com a suposta fonte, o que é duvidoso, é correto rompê-lo? (c) É honesto lançar nas costas da suposta fonte a responsabilidade por uma denúncia que o próprio jornalista pretendia fazer?

Eis a minha interpretação dos fatos: Veja pretendia publicar as contas de qualquer maneira, mesmo sem uma apuração completa, e decidiu pendurar a conta nos ombros de um banqueiro um tanto polêmico. Assim, nos processos judiciais que deverão que vir pela frente – até porque as contas parecem ser falsas – eles poderão argumentar que tiveram apenas a intenção de ajudar o PT e o governo. Alguns dirão que essa construção jornalística foi um tanto engenhosa. Outros dirão que foi apenas cínica. E, assim, é até possível que a Polícia Federal decida prender o banqueiro Daniel Dantas como autor de um "Dossiê Cayman 2", muito embora o banqueiro negue ter prestado qualquer informação ao jornalista Márcio Aith.

Curiosamente, seria a segunda oportunidade de Aith para eventualmente provocar a prisão do empresário baiano. A primeira surgiu no fim de 2004, quando Aith publicou a denúncia de que uma empresa privada – a Brasil Telecom, controlada por Dantas – estaria espionando o governo. Nascia a "Operação Chacal". Dias depois, um suposto espião da Kroll foi preso dizendo agir a mando de DD (Daniel Dantas) e CC (Carla Cico). A partir dessa denúncia, a prisão de Dantas foi pedida em diversas ocasiões pela PF, sendo negada pelo Judiciário. Na Istoé DINHEIRO, por sua vez, fiz algumas reportagens apontando que a Operação Chacal poderia estar servindo a interesses questionáveis de parte do governo Lula, que pretendia promover a troca de controle acionário da Brasil Telecom. Seria uma operação policial a serviço de uma operação empresarial. Talvez tenha nascido aí a minha rusga com Aith, pois lancei dúvidas sobre seu "furo jornalístico". Depois disso, a revista Veja também lançou rumores de que haveria, na imprensa brasileira, jornalistas "cooptados" pela Kroll e pelo Opportunity. Na prática, quem contestasse a Operação Chacal, deflagrada após a reportagem de Aith na Folha, seria visto como elemento suspeito. Não foi à toa que a própria PF requereu a quebra do meu sigilo telefônico – o que foi negado pela Justiça.

Meses depois, em junho de 2005, publiquei a entrevista com a secretária Fernanda Karina Ramos Somaggio, na Istoé DINHEIRO. Um dia depois da publicação da reportagem, o próprio Aith, já empregado na revista Veja, saiu a campo para tentar lançar dúvidas sobre o nosso trabalho. Procurou pessoas influentes em São Paulo e disse que seu objetivo era desmontar a "maracutaia" Fernanda Karina. Saiu de mãos abanando, conforme relatei no meu livro "A CPI que abalou o Brasil". Ainda assim, na semana seguinte, a revista Veja lançou a suspeita – totalmente fantasiosa e improcedente – de que a reportagem com Fernanda Karina teria sido fruto de um conchavo que envolveria o banqueiro Daniel Dantas, o político Roberto Jefferson e o ex-governador Anthony Garotinho. Os editores da Abril, porém, tomaram o cuidado de atribuir tal delírio ao publicitário Marcos Valério de Souza, que estaria, segundo eles, espalhando tal versão.

Diante de toda a polêmica que cercou a cobertura do caso Brasil Telecom, iniciei alguns processos judiciais contra a Editora Abril e publiquei diversos artigos, tanto no Comunique-se quanto no Observatório da Imprensa, convidando os profissionais da Veja a debater o assunto comigo. Eles jamais aceitaram mas continuaram a me "investigar". Mais recentemente, após a substituição do comando da Brasil Telecom – o grupo Opportunity perdeu a gestão para fundos de pensão e Citibank – o jornalista Márcio Aith voltou a sair a campo em busca de informações a meu respeito. Ele próprio pediu a um dos responsáveis pela comunicação da Brasil Telecom que checasse se havia qualquer pagamento da operadora de telefonia para mim ou minha esposa. Recebeu um não como resposta – e, pelo que me relataram, ficou um tanto desapontado com a negativa.

São essas as nossas diferenças e me proponho a debater aqui, no Comunique-se, tanto as minhas práticas profissionais e reportagens quanto as dele. Por ironia do destino, em setembro de 2005, o jornalista Márcio Aith acercou-se das mesmas fontes que a Polícia Federal supunha que fossem minhas – as fontes da suposta "quadrilha" – em busca de informações contra o governo Lula e o PT. E agora, para servir ao país e às instituições, ele trai a "quadrilha" para impedir que o PT seja vítima de uma chantagem. Inaugura-se, assim, um novo tipo de jornalismo: o que transforma a dúvida em notícia. Quem sabe não é o caso de começarmos a publicar fotos de sexo de meninas na internet, sem que saiba se os corpos lhes pertencem, apenas para que elas não sejam mais importunadas por ex-namorados?

(*) Editor de Economia da revista Istoé DINHEIRO e autor do livro "A CPI que abalou o Brasil".

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 20h00
[] [envie esta mensagem]



TV Lance entra no ar e se prepara para cobrir a Copa

Da Redação

A TV Lance, que entrou no ar há pouco mais de um mês, corre contra o tempo para disponibilizar aos internautas as notícias do mundial. O coordenador da emissora, Cláudio Carneiro, conta que a cobertura não será tradicional. “Não queremos competir com as outras emissoras, a nossa intenção é trazer um diferencial, com notícias de bastidores, de intervalo”.

As notícias serão enviadas pelos correspondentes do Jornal Lance! e serão publicadas em formato Slide Som (o usuário escuta o áudio da matéria e na imagem é colocada a foto do repórter). “Ainda não temos condições de enviar uma equipe, mas queremos fazer o melhor ao nosso leitor dentro das nossas possibilidades. Vamos procurar desenvolver matérias locais, nas ruas com os torcedores, mostrando o País durante a Copa”.

A TV Lance entrou no ar no dia 05/04. A emissora não tem intenção de veicular notícias em tempo real. “Preparamos um boletim diário e também colocamos matérias ao longo do dia”, diz o coordenador. A TV quer, em pouco tempo, aumentar a programação para dois jornais diários com mais de dez minutos de conteúdo. Atualmente, a redação da TV Lance é composta por dez profissionais (um coordenador, dois editores, dois repórteres, uma produtora e quatro estagiários).

Carneiro define a emissora como tendo “alguma interligação, mas muita independência” do jornal Lance!. “Ainda não temos os números da audiências, mas avaliamos que pelo menos metade dos 140 mil usuários do Lancenet.com visite o site”.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 19h54
[] [envie esta mensagem]



 

 

 

 

Como foi a sua 2ª-feira na São Paulo acuada?

Cassio Politi

Onde você estava às nove e meia da noite de ontem? Pois eu estava procurando um lugar para jantar em uma cidade em que nunca estivera antes: São Paulo, onde moro há 11 anos. Minha história certamente não é única. Cada um registrou as suas sensações. Tiremos juntos as nossas conclusões, jornalistas que somos. Afinal, jornalismo se faz nos fatos da vida.

* * * * *

Há pouco mais de um mês, saíamos da festa de encerramento de um de nossos cursos, na região da Av. Paulista. Uma terça-feira. Um dos alunos fez uma conversão proibida. Não conhecia as ruas por ali e errou. A abordagem dos policiais militares por ali foi chocante. Diante de mais de 15 testemunhas, um cabo berrava e ameaçava "dar um tiro na cara" do jovem. Sim, foi com essas palavras que ele se dirigiu ao garoto, pálido de medo, como todos os outros por ali. A demora para achar os documentos do carro provocou a ira do policial. No final das contas, a documentação estava em ordem. Não precisava de tanto.

Ouvindo rádio ontem, às 8h, a notícia era de que não havia policiais na rua nem mesmo para atender um acidente de trânsito na Av. 23 de Maio e que postos da PM estavam fechados, com policiais acuados lá dentro. Foi o que noticiou a Jovem Pan AM. Sim, eu sei, nem todos os policiais militares agem dessa forma covarde. Mas a pergunta é: as pessoas de bem na Polícia Militar são regra ou exceção? Quando a força da polícia é colocada à prova, a maioria trata de defender a população ou se esconde atrás de muros e de discursos? Claro, a culpa pelo descontrole não é dos cabos nem dos soldados. O problema vem do comando. De qualquer forma, aos paulistanos, ontem sobrou a proteção da imprensa.

* * * * 

Na mesma emissora de rádio, uma crítica sensata. "O governo estadual precisa entender que violência se combate com ação, e não com discurso", foi mais ou menos isso que se disse no editorial. À tarde, um mix de notícias policiais que jamais se imaginou que pudessem ser veiculadas num espaço de tempo tão curto.

* * * * *

E o noticiário pessoal, como ficou? De manhã cedo, uma funcionária avisa que não podia ir ao Comunique-se. Pediu folga. O motivo: tentaram arrombar a porta de sua casa, na ausência da polícia. Não conseguiu dormir até o sol nascer. Depois, uma estagiária falta porque os ônibus próximos foram incendiados. Depois, vem a onda de boatos: "toque de recolher às 20h". Aí, os escritórios (quase todos) se esvaziam. Tento avisar que a história do "toque de recolher" é falsa. Pensando bem... se acreditamos em qualquer boato é sinal de que sabemos que, numa situação tão caótica, tudo é possível. Minha história pessoal se fez de sustos. Lamentavelmente, outros têm histórias trágicas para contar.

* * * * *

Fui para a casa pelas ruas de uma cidade que não conhecia e que nunca imaginei que pudesse existir. Eram nove e meia da noite e postos de gasolina, shoppings, lojas de redes grandes como McDonald’s, Wal Mart, Graal e tantas outras estavam fechadas. Cenas inéditas. 

Ficamos no Comunique-se até mais tarde. Saí acompanhado dos companheiros Rodrigo Azevedo e Wanderley Correa. Como de praxe, queríamos jantar ou tomar um lanche. Um restaurante, uma lanchonete, uma padaria, um boteco que sirva um pão com queijo... tanto faz. Quase tudo estava fechado. Só sobrou a padaria, ali perto do escritório. Quando se entra num lugar e vê policiais, a gente se sente em segurança, não? Talvez sim, talvez não. Quiçá por um resquício de ingenuidade, ao ver policiais por perto, eu me sinto seguro, sim. Mas confesso que, pela primeira vez, senti alívio ao ver policiais pagando a conta no caixa da padaria e indo embora.

E quando se chega em casa, o que toma conta do noticiário? O blá-blá-blá de secretários, deputados, governador. Como muitos outros jornalistas já disseram: falta ação e sobra discurso. Sobrou a esperança na pressão que só a imprensa agora pode fazer. Ou nem isso?

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 19h52
[] [envie esta mensagem]



São Paulo em pânico: Jornalismo invade a programação. Record, Globo e SBT dominam a cobertura da crise

Por Pedro Venceslau, da redação.


As emissoras de TV montaram verdadeiros esquemas de guerra para a cobertura dos atentados terroristas promovidos pela facção criminosa PCC, em São Paulo. Boa parte da programação da tarde e da noite de hoje foi sacrificada.

Na ausência de Ana Paula Padrão, que está de férias, o SBT escalou Carlos Nascimento para passar o dia apresentando boletins especiais nos intervalos. O primeiro boletim entrou no ar às 7 horas. “A emissora abriu espaço para o jornalismo em toda a programação do dia”, conta o diretor de jornalismo, Luiz Gonzaga Mineiro. Oito equipes de jornalismo, ou seja, quase todos os jornalistas da casa, um helicóptero e todos os “motolinks”, foram destacados para a cobertura. “Estamos com três pontos ao vivo”, conta Mineiro. O SBT sacrificou duas de suas três novelas – “A Feia” e “Mariana”- para apresentar dois programas especiais de 35 minutos sobre a crise, ambos ancorados por Carlos Nascimento, que hoje não tem hora para voltar para casa.

Na Record a escalada para ancorar o noticiário da crise foi a apresentadora do "Jornal da Record", Adriana Araújo. Ela apresentou dois telejornais especiais – um das 13h às 15h30, outro das 17h às 18h15. Praticamente toda a programação da tarde da emissora foi cancelada. “Estamos com 28 equipes, 24 horas no ar, além de um helicóptero e as motos. Estamos entrando no ar direto, de meia em meia hora, com plantões ao vivo. Nosso objetivo é ir além dos acontecimentos. Estamos empenhados em prestar serviço e orientar a comunidade”, diz Luis Malavolta, um dos coordenadores da equipe. O empenho tem dado resultado no Ibope. Durante a entrevista coletiva do comandante da PM no Palácio dos Bandeirantes, a emissora chegou a registrar 23 pontos de audiência.

A Rede Globo não sacrificou muito sua programação, mas também destacou boa parte do seu contingente em São Paulo para a cobertura. O principal nome da emissora tem sido o excelente repórter Rodrigo Viana, que consegue mesclar informações exclusivas, com cenas do cotidiano da cidade. Enquanto as autoridades diziam que o clima era de normalidade, Viana mostrava cenas de comerciantes fechando as lojas e de policiais armados até os dentes circulando pelo centro. Durante a tarde, na Globo, a ancoragem da crise ficou por conta de Carlos Tramontina.

Mundo cão
As emissoras com menos recursos apelaram para o sensacionalismo ou abusaram da opinião de seus apresentadores. Foi o caso da RedeTV!, que usou até trilha sonora de filme de suspense durante a cobertura, salpicada em meio à programação feminina da tarde.

Na Band, o estridente Datena fez tabelinha com Claudete Troiano antes de entrar sozinho, com sua habitual verborragia. Ele chegou a interromper uma entrevista coletiva com um comandante da PM, que criticava justamente o sensacionalismo da imprensa. Até o fechamento desta matéria, Portal IMPRENSA não conseguiu entrar em contato com departamento de jornalismo das duas emissoras.

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 19h38
[] [envie esta mensagem]



Dissídio contra TV Centro América será julgado nesta
terça pelo TRT


O Pleno do Tribunal Regional do Trabalho de Mato
Grosso julga nesta terça-feira (16/05) dissídio
coletivo entre o Sindicato dos Jornalistas e a TV
Centro América.

O julgamento começa às 13h na sala de sessão do
Pleno, na avenida do CPA, e é resultado de uma
determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
que acolheu recurso do Sindicato do Jornalistas contra
decisão anterior do TRT/MT de extinguir o processo sem
julgamento do mérito.

O dissídio foi protocolado em abril de 2003 pelo
Sindjor, após diversas tentativas frustradas de
acordo com a TV Centro América. Mas em setembro
daquele ano, quando o dissídio foi julgado pelos
juízes que compõem o Pleno do TRT/MT, o processo foi
extinto sem o julgamento do mérito. Os magistrados
entenderam haver irregularidades na assembléia que
aprovou a pauta de reivindicações dos jornalistas e
que autorizou o ajuizamento da ação.

Inconformado, o Sindicato dos Jornalistas entrou com
recurso junto ao TST. Em julgamento realizado em 23 de
fevereiro deste ano, a Seção Especial em Dissídio
Coletivo do TST, por unanimidade, deu provimento ao
recurso determinando o retorno do processo ao TRT de
Mato Grosso para que aprecie o mérito da ação.

Desta forma, os oito juízes que compõem o Pleno do
TRT/MT julgarão amanhã as 68 cláusulas propostas pelo
Sindjor, entre elas as que propõem piso salarial de R$
1.563,00, reajuste de 48,85% sobre os salários de
junho de 2002 tendo como base o congelamento salarial
dos cinco anos que antecederam o início da ação, além
de normas para a realização de horas-extras, adicional
noturno, escala de plantões, estagiários e banco de
horas. (Dissídio Coletivo 00135.2003.000.23.00-0



Escrito por Sindjor/mt às 17h21
[] [envie esta mensagem]



Checklist para o presidente e seu ministro da Justiça

Eduardo Graeff (15/05/06 12:52)

 
Que bom que Lula está disposto a ajudar a controlar a ofensiva do crime organizado. Aí vai, para a reunião dele com Márcio Thomaz Bastos, uma listinha básica das providências que eles podem tomar para começo de conversa: 1) parar com o papo pseudo-politicamente correto de que tudo se resolve com educação (e carinho?). Pode apostar que os chefes dessas quadrilhas têm pelo menos o primeiro grau completo, fora advogados e outros especialistas diplomados; 2) abrir as tais penitenciárias federais que prometeram na campanha eleitoral (eram cinco mesmo?); 3) liberar os recursos congelados do orçamento federal para a segurança pública e o sistema penitenciário dos estados; 4) por último, mas mais importante, assumir de uma vez por todas que reprimir quadrilhas de narcotraficantes que atuam com desenvoltura em vários estados e com conexão com as FARC é missão precípua da Polícia Federal. Que ajuda, caras-pálidas? Façam a sua parte!
 
Fonte: Site e-agora.org.br - http://www.e-agora.org.br


Escrito por Sindjor/mt às 17h12
[] [envie esta mensagem]



DOSSIÊ DE DANIEL DANTAS

Veja ajuda a colocar imprensa sob suspeita

Por Alberto Dines em 15/5/2006 -Comentário produzido para o programa radiofônico do Observatório da Imprensa de 15/5/2006

 

Exatamente há um ano, por meio da Veja e em seguida do Fantástico, começava a mais prolongada e intensa crise política brasileira. O "vídeo da propina" não foi um trabalho estritamente jornalístico da revista: foi filmado nos Correios por um espião profissional a serviço de um empresário prejudicado em licitações. A revista apenas o transcreveu. Mas abriu as comportas de um mar de escândalos comprovados em CPIs e depois pela Procuradoria Geral da República.

Um ano depois, a mesma Veja coloca a imprensa numa situação constrangedora ao veicular denúncias sem qualquer indício concreto, e ainda por cima envolvendo a pessoa do presidente da República e alguns de seus ex-ministros. A matéria da última edição da Veja não apenas compromete a revista de maior circulação do país, mas respinga no resto da imprensa no exato momento em que a palavra de ordem é colocar sob suspeita o jornalismo brasileiro – justamente por causa dos seus acertos.

Primeiro foi o ex-governador Garotinho, depois o ex-secretário geral do PT Silvio Pereira, depois o presidente da Bolívia Evo Morales, depois o senador Ney Suassuna flagrado pela Operação Sanguessuga e, finalmente, a CNBB – todos colocaram o trabalho da imprensa sob suspeita.

E estavam errados, felizmente. Mas a lamentável façanha da Veja pode colocar tudo a perder. A diligência de muitos pode ser prejudicada pela irresponsabilidade de alguns. O presidente Lula, legitimamente indignado, colocou a culpa num repórter a quem se referiu com pesados adjetivos. O presidente também errou: a culpa nunca é de um repórter mas, sim, daqueles que determinam o que sai ou não sai publicado.

Desta vez a imprensa, além de noticiar a aberração, deve se manifestar contra ela. De forma candente. A solidariedade entre as empresas jornalísticas desta vez não pode impedir que a imprensa manifeste coletivamente o seu repúdio à difamação e às calúnias.

Fonte: Observatório da Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 17h03
[] [envie esta mensagem]



O jornalismo diante do "síndrome da salsicha"
Postado por Carlos Castilho em 12/5/2006 às 10:38:37 AM
 

Sete em cada dez jornalistas norte-americanos foram acusados de publicar matérias tendenciosas nos últimos 12 meses. Este alto indice de desconfiança foi constatado numa pesquisa feita pela Medill School of Journalism, da Universidade Northwestern, considerada uma das melhores escolas de jornalismo dos Estados Unidos.

A pesquisa pretende ser uma radiografia ética das redações norte-americanas num momento em que a imprensa começa a ser cada vez mais escrutinada, tanto pelas universidades com principalmente pelo público consumidor de informações.

Outra informação revelada pela pesquisa é a de que metade dos 527 profissionais entrevistados admitiu ter testemunhado condutas anti-éticas nas redações onde trabalham, ao longo dos cinco últimos anos.

Os jornalistas consultados afirmam que a principal causa (70%) dos questionamentos éticos está nas informações distorcidas fornecida por fontes cuja credibilidade e fidedignidade não foram suficientemente checadas. Nada menos de 39% dos entrevistados disseram que as fontes distorceram a informação propositadamente e 31% admitiram que o material fornecido pelas fontes era confuso e induziu a erro na preparação da reportagem.

Este é uma das primeiras vezes que uma universidade resolve ir tão fundo na investigação das questões éticas e comportamentais dentro de redações jornalísticas. O resultado, como era de esperar, não é dos mais otimistas e confirma sérios problemas que normalmente passam desapercebidos ou são "jogados para baixo do tapete".

Há uma forte pressão da opinião pública a favor de uma maior transparência nos procedimentos e normas internas dentro das redações, porque os leitores começam a ser influenciados pelo chamado "síndrome da salsicha". As dúvidas sobre os ingredientes que entram na fabricação da salsicha passam a ser compartilhadas por um número crescente de consumidores de informação que agora querem saber como as notícias são criadas.

Muitos profissionais ainda se deixam contaminar por uma reação alérgica à transparência sem levar em conta que o fim do segredo pode ser muito útil à atividade jornalistíca, porque vai obrigar também as fontes de informação, especialmene políticos e empresários, a serem igualmente transparentes. É um típico caso onde todos ganham.

Aos leitores - A íntegra da pesquisa ainda não foi disponibilizada na internet. Ela deve ser colocada proximamente no site da organização que a patrocinou, o Premio Mongerson Para Jornalismo Investigativo sobre Imprensa. Um resumo dos resultados está no site da revista Editor & Publisher .

O Premio Mongerson  foi criado em 1968 por um engenheiro norte-americano interessado em promover pesquisas sobre a imprensa. Desde 2003, o prêmio é administrado pela Medill School of Journalism, que distribui anualmente US$ 11.000 (em três categorias) para trabalhos que investiguem condutas anti-éticas ou enfoques distorcidos no noticiário de jornais norte-americanos. A iniciativa bem que poderia ser replicada aqui no Brasil. 

Fonte: Observatório da Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 16h58
[] [envie esta mensagem]



Lula X Veja: Em carta, revista se defende das acusações do Presidente da República

Redação Portal IMPRENSA


Confira a nota escrita pelo diretor de redação da revista Veja, Eurípedes Alcântara.

"1) O presidente Lula não leu e não gostou do que não leu. Ainda assim reagiu intempestivamente à reportagem de Veja. Insultou jornalistas e a publicação, uma atitude imprópria para um presidente da República. É imperioso ler antes de criticar.


2) Veja chegou ao posto de mais respeitada e lida revista brasileira e quarta revista semanal de informação do mundo pela qualidade de suas reportagens.


3) Houvesse o presidente Lula lido a reportagem, teria percebido que se trata de um trabalho de investigação jornalística sobre as atividades do banqueiro Daniel Dantas, com o qual seu governo mantém uma relação tão conflituosa quanto incestuosa -relação que vem sendo objeto de reportagens de diversos veículos de comunicação.


4) O presidente disse que o autor da reportagem poderia ser chamado de "bandido e malfeitor". Disso Lula entende. Nada menos do que quarenta de seus companheiros mais próximos foram descritos pelo procurador-geral da República como integrantes de uma "quadrilha".


5) A reportagem em questão é fruto de seis meses de investigação. A divulgação do resultado do trabalho de apuração, como a própria reportagem ressalta, foi feita justamente para evitar o uso das supostas contas como elemento de chantagem.


6) A revista, em sua reportagem, não afirma que a conta bancária atribuída ao presidente Lula é verdadeira. Também não diz que é falsa, por não dispor de meios suficientes para fazê-lo.


7) Para concluir, Veja reafirma seu compromisso com os leitores e com o Brasil de prosseguir em sua tarefa de fiscalizar o poder em todas as suas esferas, a fim de impedir que "sofisticadas organizações criminosas", para usar das palavras do procurador-geral da República, continuem a corroer a democracia brasileira.


Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação

Veja"

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 16h50
[] [envie esta mensagem]



Lula ataca Veja por Dossiê Daniel Dantas

Da Redação
Fonte:O Globo

 

Mais um dossiê nas mãos da imprensa. Primeiro foi o Dossiê Cayman, comprovadamente falso e que, em 1998, visava a atingir em cheio o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Agora é a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revista Veja divulgou, na edição desta semana, o conteúdo do chamado Dossiê Daniel Dantas. Apesar de não ter conseguido comprovar a existência de contas secretas de Lula, do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, do coordenador do Núcleo de Assuntos Estratégicos, Luiz Gushiken, do senador Romeu Tuma e do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, no exterior, a publicação argumenta que optou por publicar a denúncia a fim de evitar que o material fosse utilizado para fazer chantagem.

Lula reagiu rápido. Sentindo-se ofendido com a acusação, que afirma ser infundada, ele se reúne nesta segunda-feira (15/05) com o advogado-geral da União, Álvaro Ribeiro, para mover uma ação contra Veja ou contra o banqueiro Daniel Dantas, que pode estar por trás do dossiê.

O presidente mostrou-se irritado com a reportagem, apesar de não tê-la lido quando falou sobre ela, no último sábado (13/05). “Não, a Veja não traz uma denúncia. A Veja traz uma mentira. Se tivessem me avisado que eu tinha 38 mil euros, eu teria comprado um presente para dona Marisa. Fico sabendo quando vou embora”. Ele também criticou alguns profissionais da revista. “Vamos ser francos com uma coisa: a Veja tem alguns jornalistas que já há algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso como um crime praticado por um jornalista ou por uma revista. Eu não posso comparar isso ao jornalismo. Sinceramente, é de uma leviandade e de uma grosseria que um ser humano comum não pode admitir, quanto mais um presidente da República. Ou seja: eu acho que quando as pessoas têm o poder de escrever alguma coisa, aumenta a responsabilidade. Eu acho uma total irresponsabilidade. Vocês conhecem alguns jornalistas que eu estou citando, vocês sabem o que ele tem feito nesses últimos meses. Eu não acredito que dentro da revista Veja tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade e da honestidade que eu tenho. Eu não posso admitir isso! Eu não posso! É uma ofensa ao presidente da República, é uma ofensa ao povo brasileiro. E eu acho que essa prática de jornalismo não leva o país a lugar nenhum”.

Até sábado, ele não sabia que atitudes tomaria. Para Lula, a matéria sobre o Dossiê Daniel Dantas “é a pior prática do jornalismo. A Veja já vem assim há algum tempo. Não é de hoje não. Mas eu acho que ela chegou ao limite, chegou ao limite, chegou limite! Eu não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquela tem a dignidade de dizer que é jornalista. Ele poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso. Eu não posso e é até constrangedor um presidente da República saber que tem uma mentira dessa grosseria numa revista que deveria respeitar seus leitores. Os leitores pagam a revista, são induzidos a assinar. E não merecem a quantidade de mentiras que ela tem publicado”.

Tanto o ministro da Justiça quanto Lacerda negaram ter contas secretas fora do País. Em nota, a Polícia Federal informou que vai instaurar inquérito policial para investigar os fatos divulgados por Veja. A PF também criticou a publicação, dizendo que a matéria “revela não apenas conduta criminosa por parte dos autores da farsa, mas também denota má-fé do jornalismo”.

Em nota, Veja se diz a “mais respeitada e lida revista brasileira e quarta revista semanal de informações do mundo pela qualidade de suas reportagens”. Afirma que a reportagem é “fruto de seis meses de investigação” e “se trata de um trabalho de investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas”.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 16h49
[] [envie esta mensagem]



Esquerda editorial: Mino Carta nega que 70% de sua receita publicitária venha do Governo Federal

Por Pedro Venceslau / Redação Portal IMPRENSA


Mino Carta não resistiu à tentação. Em sua tribuna na Carta Capital desta semana, o veterano editor deu um jeito de responder, sem citar nomes, aos petardos de seu mais recente desafeto editorial, o franco atirador Diogo Mainardi, que o chamou de "mensaleiro da imprensa" na Veja da semana passada. Em artigo intitulado "Todos contra a reeleição de Lula", onde voltou a bater na tecla da conspiração midiática e das elites contra o presidente operário, Mino negou que 70% da receita publicitária de sua publicação venha do Governo Federal. Como prova, o editor apresentou um gráfico com o balanço do fluxo de publicidade da sua revista, onde consta que, em 2005, parcos R$ 2.027.544 vieram do Planalto, contra R$ 6.581.344 da iniciativa privada e R$315.475 de governos estaduais. "As calúnias têm o poder de nos envaidecer. Mesmo porque provam que a gente incomoda os democratas de fancaria", gracejou Mino. O editor afirmou, ainda, com contundência, que nem ele, nem sua revista, apoiam o governo Lula. Pelo contrário. Mino disse que "discorda de muitas das ações do governo".



Escrito por Sindjor/mt às 16h45
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]