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Termômetro dos mal-educados
Villas-Bôas Corrêa (*) Fonte:Jornal do Brasil e Comunique-se
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Não é um método infalível, mas dos mais confiáveis para a avaliação do desempenho do governo e do estado de espírito dos governantes: quando as coisas vão bem, as relações do poder com a imprensa são as mais cordiais; basta que a tormenta da crise tolde a transparência do céu para que desande o relacionamento, como se pautado pela cadência do desempenho oficial.
Mas, se esta é a norma básica, claro que cada caso se ajusta às características especiais do temperamento do manda-chuva e da cultura do país, da sua maior ou mais questionável tradição democrática. Chegamos a ponto de entrar direto no assunto. Sem rodeios: o governo do torneiro mecânico que se consagrou como o maior líder sindical do país e que ascendeu à Presidência da República na quarta tentativa prometendo este mundo e outro é dos mais desastrados, com as piores relações com os rapazes da imprensa e a mídia.
Se não é o recordista, disputa o primeiro lugar. Em três anos e dez meses de mandato, concedeu uma única entrevista coletiva, ainda nos bons tempos de popularidade na lua e do culto às aparências no jogo da simulação.
Registre-se o ensaio de um café da manhã com um grupo de repórteres, quando falou mais tempo do que concedeu para as perguntas dos convidados. No mais, gosta de brincar no faz-de-conta que governa comparecendo a todas as oportunidades de driblar a detestável rotina burocrática e de soltar-se nos improvisos, enfeitados pelas metáforas, nem sempre adequadas às circunstâncias.
Agora, à medida que as ondas da ressaca dos escândalos de corrupção do caixa dois e do mensalão - da exclusiva safra doméstica do governo e do PT - arrebentam cada vez mais próximas do gabinete presidencial, o humor instável de Lula azedou a massa da pizza: os repórteres credenciados para a cobertura das suas andanças são mantidos à distância pela rispidez dos seguranças e tratados como indesejáveis - bando de mal-educados intrigantes que só bisbilhotam erros e não enxergam a obra redentora do governo ''como nunca houve outro igual.''
O mais recente qüiproquó passou dos limites e deve ser analisado com o distanciamento da serenidade. Na recepção no Itamaraty ao primeiro-ministro da Jamaica Percival James Patterson, Lula foi abordado pelos jornalistas com perguntas sobre a mal-contada história dos dólares cubanos para o financiamento da sua campanha em 2002. Saiu pela tangente, devolveu a bola, perguntando se não poderia falar sobre a Jamaica.
Nervos à beira de explodir, queixou-se dos jornalistas que o interromperam quando conversava com o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim sobre transcendentes problemas da política internacional. E perdeu de vez as estribeiras ao ser chamado aos gritos pelos jornalistas que cobravam a promessa de rápida entrevista. Ainda mandou um assessor com o recado malcriado, qualificando de insuportável o comportamento da imprensa. É possível que os colegas tenham exagerado. Reconheça-se que com razão. O brio profissional exige que cada um não volte para a redação com as mãos vazias.
Depois de três anos de assédio, Lula aceitou o convite para ser o entrevistado do próximo programa ''Roda Viva'', da TV-Cultura, que vai ao ar na próxima segunda-feira, dia 7. Ora, viva! Até que enfim! Trata-se de oportunidade que não pode ser desperdiçada. Programa de alto nível, dirigido pela competência de Paulo Markun e reunindo uma equipe do primeiro time. Estranho que, contrariando as normas, Lula tenha recusado a entrevista ao vivo, exigindo a gravação. Cautela de utilidade controversa. O jeito é ir em frente e aproveitar a ocasião para questionar o presidente sobre os erros, omissões, os badalados êxitos da arrogância que os fatos e as estatísticas desmentem.
Sem esquecer as gritantes prioridades: o desmatamento criminoso da Amazônia, denunciado por reportagens diárias, com a derrubada de áreas imensas que só o Ibama não enxerga. Ou o mistério das obras de recuperação da rede rodoviária, consumindo mais de 70% das verbas orçamentárias sem que não se saiba onde. O descalabro na Saúde, na Educação, com as ressalvas de praxe. A calamidade da insegurança pública, da habitação popular. A decadência espantosa da qualidade de vida, praga nacional que não poupa as capitais e as médias e pequenas cidades invadidas pela favelização irresponsável. A apatia do monstrengo do Ministério transformado em cortiço para acolher os companheiros maltratados pelas urnas. O desmoralizante PIB do pior desempenho econômico desde 1901, que deverá ficar 1,4 ponto percentual abaixo da média mundial. E a suspeita insensatez de iniciar as obras da questionável transposição das águas do Rio São Francisco no último ano do mandato, na escalada de tensão da campanha eleitoral.
Por cortesia e pudor, talvez convenha saltar o esgoto da roubalheira, evitando sujar os sapatos na lama da maior corrupção de todos os tempos. Recorde indiscutível do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(*) Colunista do Jornal do Brasil |
Escrito por Sindjor/mt às 18h33
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Último Segundo transmite entrevista do presidente Lula no Roda-Viva
Fonte: Máquina da Notícia e Revista Imprensa
O Último Segundo, jornal online do iG, mais uma vez sai na frente e fecha um acordo com a TV Cultura para transmitir a participação do presidente Lula no “Roda Viva”. Será a primeira grande entrevista do presidente com vários entrevistadores.
O programa, que nesta segunda-feira (07/11) chega à milésima edição, será gravado na própria segunda-feira, à tarde, na Sala de Audiências, no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Nenhuma pergunta deixará de ser respondida, inclusive questões relativas à crise política”, disse o presidente a Paulo Markun, apresentador do programa.
Participam da bancada de entrevistadores os jornalistas Matinas Suzuki Jr. (consultor do iG), Augusto Nunes, Rodolfo Gamberini, Roseli Tardelli e Rodolfo Konder, todos ex-apresentadores do “Roda Viva” ao longo dos últimos 19 anos.
Para acompanhar a entrevista, no ar às 22h30, acesse www.ultimosegundo. com.br
Mais informação à imprensa:
iG - Máquina da Notícia: (11) 3147 7900 – www.maquina.inf.br Josy Alves – josy@maquina.inf.br
Marina Kuzuyabu – marinak@maquina.inf.br
Escrito por Sindjor/mt às 18h18
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Empresas de jornalistas podem ser classificadas como "Simples"
Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e Revista Imprensa
 Câmara dos Deputados aprovou a nova redação da Medida provisória 255, a chamada - MP do Bem. Ela permite que os jornalistas que têm empresas possam pedir sua inscrição no Simples, para obter vantagens fiscais. Até sua aprovação, só podiam criar micro-empresas os jornalistas que atuavam nas áreas de editoração eletrônica e as próprias empresas jornalísticas (editoras de revistas e jornais).
Com essa permissão, toda empresa criada por jornalista para prestar serviço no mercado, passa a poder ser enquadrada como micro-empresa e optar pelo Simples, desde que não ultrapasse os limites de faturamento estabelecidos na própria MP (R$ 2,4 milhões ao ano).
É preciso, no entanto, fazer um esclarecimento: a MP 255 não legaliza os PJs, como alguns meios de comunicação têm procurado difundir. A MP do Bem não revoga o Artigo 3º da CLT que cita elementos como a habitualidade, subordinação e pessoalidade na relação de trabalho para definir o vínculo de emprego. Diversos Sindicatos de Jornalistas do país, como os de São Paulo e Distrito Federal, têm acionado o Ministério Público do Trabalho contra empresas que cometem esta irregularidade nos contratos de trabalho.
Escrito por Sindjor/mt às 18h15
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Tudo pronto para o lançamento do tablóide Q!
Da Redação
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Equipe ansiosa, matérias especiais e simulações diárias para não fazer feio no dia do lançamento. Quem já passou por isso sabe exatamente como estão os preparativos para o lançamento do vespertino Q!, idealizado pela empresária Ariane Carvalho e que tem como sócios Mídia1 Comunicação e a empresa Foco Investimentos. Nos últimos dez dias, o diário foi para a gráfica para que os profissionais que vão produzir o tablóide tenham idéia do horário do fechamento e o tempo que vai levar para a impressão.
A diretora de redação, Paula Fernandes, conta que o jornal chega com novidades tanto em termos de contratação como em termos de projeto gráfico. Através de um acordo com ONGs chanceladas pela Unesco, a redação recebe dois “repórteres” de dois “repórteres-fotográficos” de comunidades carentes. Alexandre Santos Lourenço, da Favela da Maré, e Sandra Regina Andrade, do Morro do Alemão, têm como responsabilidade ir para a rua e fazer reportagens. Já Ratão Diniz e Anderson de Oliveira registram os fatos através das lentes das câmeras. “Eles são bons pra caramba”. Palavra de Paula, de olho em cada movimento dos estagiários.
Q! vai utilizar letras mais abertas para facilitar a leitura em movimento. A equipe de diagramadores é formada, na sua maioria, por designers. O ilustrador Mateu Velasco se aproveita de seu passado como grafiteiro para misturar a linguagem das ruas com a de livros infantis.
O nome Q! veio da linguagem da Internet, curta e moderna. Terá textos curtos e vai circular de segunda a sexta-feira na cidade do Rio de Janeiro, às 17h. Tem como objetivo ser uma espécie de “segundo olhar da notícia”.
O tablóide faz parte de um canal de comunicação multimídia, que vai integrar a rádio MPB FM, o site do jornal e celular.
Quase 60 jornalistas fazem parte da equipe. A maioria ocupa o cargo de editor.
Q! será impresso em papel bright, full color, com tiragem de 600 mil exemplares. Terá de 24 a 32 páginas, com 40% de fotos. Poderá ser encontrado em bancas de jornais abertas à noite, em lojas de conveniência e será distribuído por motoboys a 450 agentes de vendas em terminais rodoviários, estações do metrô, plataformas da SuperVia, shopping centers e universidades. |
Fonte:Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 18h11
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Noblat começa no Estadão neste fim de semana
Bia Moraes, de Curitiba
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O Blog do Noblat estréia em sua nova “casa”, o portal do Grupo Estado, nos próximos dias. Com o Estadão, conforme o que foi acertado após ter sido convidado pelo grupo, Noblat ganha um escritório próprio na sucursal de Brasília, e três repórteres para auxiliar na garimpagem de notícias do blog. Além disso, o jornalista terá uma coluna semanal, aos domingos, em O Estado de S. Paulo – versão impressa – e a Agência Estado poderá distribuir notas produzidas por ele. "Só depende dos técnicos da Digital Media Vox, especialista em Internet e que redesenhou o blog, para fazer uma pequena correção no aplicativo", explica Noblat.
Até então, o blog de Ricardo Noblat estava hospedado no IG. Desde que iniciou seu noticioso na Internet, em março do ano passado, o veterano jornalista trabalhava em casa, sozinho, contando com o auxílio de uma estagiária. O Blog do Noblat é um caso de sucesso sem precedentes na história do jornalismo online brasileiro: em agosto deste ano, já contava com 1,7 milhão de visitantes únicos/dia.
De acordo com Noblat, os internautas podem continuar acessando o blog pelos endereços www.noblat.com.br ou www.blogdonoblat.com.br. Os domínios pertencem ao jornalista e continuam funcionando como acesso ao blog. Na prática, o noticioso já está entrando pelo portal do Estadão, mas o lançamento da mudança de endereço de Noblat deve acontecer neste final de semana.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h08
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Etiqueta: A deselegância de Lula e o pito de Fátima
Pedro Venceslau, da redação
Em vez de entrevista, uma bronca. Em vez de declarações, uma aula de etiqueta. Não é fácil a vida dos jornalistas que cobrem o poder executivo. Confinados em um canto do salão, delimitados por fitas e escoltados por seguranças, os repórteres do Planalto foram repreendidos porque não fizeram as perguntas certas na última terça-feira, durante recepção ao primeiro-ministro da Jamaica, Percival Peterson, no Itamaraty, em Brasília.
Só faltou uma placa com os dizeres: "Não jogue comida aos jornalistas".
"Mas que falta de educação", disse o presidente aos que insistiram com perguntas não-jamaicanas. Mesmo assim, ninguém perguntou nada sobre Bob Marley. Todo mundo só queria saber o que presidente tinha a dizer a respeito das novas denúncias. Segundo um assessor, que falou em nome do presidente, o que incomodou Lula foi o tom de voz das perguntas: "Essa tentativa de fazer com que ele fale aos gritos é contraproducente".
Ocorre que o presidente só fala sobre o que lhe convém, com ou sem gritos. O problema é que nem sempre a pauta do dia coincide com o cardápio de declarações preparado pelos assessores palacianos. Vale lembrar que, em quase três anos de governo, Lula deu apenas uma entrevista coletiva, que foi cercada de regras rígidas. Em seu primeiro contato direto com os repórteres, Lula não aceitou réplicas. Oxalá Paulo Markun e a turma do "Roda Viva" consigam inquirir Lula no próximo programa, que será gravado em Brasília.
O pito de Fátima
A comportada Fátima Bernardes lavou a alma da categoria na bancada do "Jornal Nacional". Depois de falar sobre a aula de etiqueta do presidente aos repórteres na recepção ao primeiro-ministro da Jamaica, a âncora disparou: "Os repórteres estavam apenas cumprindo seu papel. Se Lula cumprisse o seu, como nas principais democracias do mundo, evitaria esse duplo constrangimento aos jornalistas: forçar perguntas a distância e ainda ouvir que isso é falta de educação".
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h11
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1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental: 35 jornalistas e uma pauta que não pode ficar na gaveta
Por Pedro Venceslau, de Salvador
Química, Petroquímica, Metalurgia de Cobre, Celulose. Estes são apenas alguns exemplos de empresas que compõem o Pólo Industrial de Camaçari, o maior complexo industrial do Hemisfério Sul. Formado por um conjunto de 60 empresas com alto potencial poluidor, o Pólo de Camaçari é alvo de vigília permanente dos ambientalistas.
Para quebrar mitos, elucidar dúvidas, fomentar o debate sobre a fiscalização da mídia em relação a estas empresas e chamar atenção das redações para o assunto, a CETREL (Empresa de Proteção Ambiental) - que é responsável pelo tratamento dos resíduos industriais da região - convidou 35 jornalistas de todo país para o seu 1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental.
Entre os veículos representados estão O Tempo, de Minas, o JB Ecológico, do Rio, A Tribuna, de Santos, e os paulistas Gazeta Mercantil e DCI. Além, é claro, da revista IMPRENSA. "A imprensa brasileira precisa de eventos como esse, que ajudam as redações a voltar seus olhos para as questões ambientais. Geralmente, a opinião pública só fala de ecologia e meio ambiente acidentalmente. Só quando acontece um desastre", afirma o jornalista Marcos Sá Corrêa - ex-editor de grandes veículos, como Veja e Época - que abandonou a vida nas grandes redações para se dedicar exclusivamente ao meio ambiente. Em tempo: sua palestra sobre jornalismo ambiental, que acontece amanhã, é a mais aguardada do evento.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h10
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Lula será o entrevistado no programa "Roda Viva" nº 1000
Redação Portal IMPRENSA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem sua participação na edição de nº 1000 do programa "Roda Viva", da TV Cultura, após um longo período de negociações.
A entrevista - que irá ao ar no próximo dia 07/11 (segunda-feira) - será gravada no mesmo dia, no Palácio do Planalto. O presidente será entrevistado por Paulo Markun, atual âncora do programa, e por ex-âncoras da atração, entre eles, Augusto Nunes.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h09
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Furo ou barriga?: até Clóvis Rossi critica "furo" da revista Veja sobre dólares cubanos
Pedro Venceslau, da redação
O "furo" da revista Veja desta semana - ou seria barriga? -, que acusou o governo cubano de enviar dólares em caixas de rum e uísque para financiar a campanha de Lula, conseguiu dar sobrevida ao inferno astral do governo Lula. Até aí, nada de novo.
Assim como boa parte das matéria de Veja sobre o governo Lula, essa, assinada pelo competente repórter Policarpo Jr, o mesmo que inaugurou a crise com a matéria sobre a corrupção nos Correios, faz muita espuma com pouca informação.
Dessa vez, porém, até a oposição anda cautelosa. Que o digam Serra e Geraldo, que hoje pediram "mais evidências".
Mesmo entre os jornalistas mais raivosos, prevalece a sensação que a semanal forçou a barra. Até o colunista Clóvis Rossi, da Folha, um dos mais ácidos comentaristas anti-Lula da praça, criticou a reportagem de Veja. "O mais elementar sentido comum e um tiquinho de informações básicas bastam para tornar inverossímil a versão publicada pela revista Veja a respeito dos dólares de Cuba para a campanha de Lula em 2005", disparou Rossi em sua coluna de hoje.
Segundo o colunista, o maior buraco na apuração da matéria está no trecho que explica como o dinheiro foi transportado. "Se Fidel Castro quisesse de fato financiar a campanha de Lula, não precisaria recorrer aos métodos e percursos burlescos descritos nas denúncias dos ex-funcionários de Antônio Palocci, em Ribeirão Preto. O dinheiro chegaria limpinho aos destinatários".
Para finalizar, Rossi ainda dá uma última estocada na semanal. "Que uma revista se disponha a brincar de tablóide britânico é problema dela. Mas que a oposição se disponha a participar da brincadeira já passa a ser claro sinal de indigência mental".
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h08
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Emprego: Uergs abre concurso público para Jornalista
Por: Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul
A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul lançou edital de concurso público para o preenchimento de vagas de seu quadro de pessoal, para, entre outros, Assessor em Comunicação - Jornalista. O salário é de R$1.556 para 40h semanais, com efetivação em Porto Alegre. O período de inscrição vai 9 de novembro, através do site da Fundatec - www.fundatec.com.br, no valor de R$80. A divulgação da data, hora e locais das provas será feita através de edital publicado no referido site, e no dia 13 de dezembro serão divulgados os gabaritos e notas preliminares.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h07
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Defesa do direito de informar
Presidente do STJ condena com veemência a “indústria do dano moral”
A"indústria do dano moral", que tanto vem prejudicando os jornais e jornalistas brasileiros, foi duramente criticada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça - STJ, ministro Edson Vidigal, no V Encontro Regional sobre Liberdade de Imprensa, realizado no dia 8 de junho pela ANJ, com o apoio da UNESCO e que encerrou o ciclo de debates para divulgar a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa.
"O dano moral não se destina a ser, conforme temos visto em algumas situações,um instrumento de enriquecimento ilícito da parte ofendida. Ele é um instituto que se destina a penalizar a credibilidade. Porque esse é o principal patrimônio do profissional,notadamente na área da informação", disse Vidigal.
O presidente da ANJ,Nelson Sirotsky, tem chamado de "indústria do dano moral" as milhares de decisões liminares tomadas em primeira instância pelo Poder Judiciário, que estabelecem, sem limites e critérios, pesadas multas para reparar quem se julga moralmente ofendido por matérias publicadas ou divulgadas pelos meios de comunicação.
No V Encontro Regional, Sirotsky voltou a condenar essa prática, lembrando que os jornais brasileiros não defendem a impunidade,mas limites e critérios para a aplicação das penas pecuniárias por ações de dano moral.
Vidigal acha que "a condenação pecuniária há de ser sempre simbólica", lembrando que "a função da condenação por dano moral é mostrar que o profissional, tendo praticando algum abuso no exercício da liberdade de imprensa, é penalizado na sua credibilidade,porque esse é o seu principal capital de giro no mercado de trabalho".
O presidente do STJ afirmou ainda que a Lei de Imprensa - instrumento originado no período do regime militar - está "implicitamente revogada pela Constituição de 1988".Para o ministro, existem dispositivos na carta magna do País que constituem melhor forma de coibir excessos eventualmente praticados por empresas de comunicação e profissionais do setor.
A situação da liberdade de imprensa no mundo O V Encontro Regional sobre Liberdade de Imprensa reuniu para almoço em Brasília muitos dos participantes dos encontros anteriores, além do presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti; do representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein; o colunista de O Globo, Merval Pereira Filho; e do diretor de Comunicações da Associação Mundial de Jornais - WAN, Larry Kilman. Kilman fez palestra e exibiu vídeo sobre a situação da liberdade de imprensa no mundo. Mostrou que ano passado mais de 70 jornalistas foram mortos no exercício da profissão - sendo dois no Brasil - e que nos últimos dez anos esse número ultrapassa os 500 profissionais. Apenas ano passado mais de 700 jornalistas foram presos em todo o mundo em função de sua atividade. Já Merval Pereira Filho criticou em sua fala a censura prévia que, na prática, vem sendo imposta ao País por meio de decisões do Judiciário. Citou os casos do recolhimento do livro "Na Toca dos Leões", de Fernando Morais, e a proibição de exibição em Rondônia de cenas de deputados estaduais pedindo propina em troca de apoio ao governador Ivo Cassol, em reportagem do programa "Fantástico". Mais de 3 mil processos só no eixo Rio-São Paulo Levantamento feito pelo site Consultor Jurídico mostra que só no eixo Rio-São Paulotramitam quase 3.400 ações por danos morais. Se todas resultassem em condenações, determinariam o pagamento de algo em torno de R$ 65 milhões. A maior parte dessas ações é movida por juízes, promotores, políticos e advogados. Também de acordo com o Consultor Jurídico, entre 1993 e 2002 multiplicou por 50 o número de ações por danos morais no Superior Tribunal de Justiça. Esse grande aumento aconteceu após a Constituição de 88, que remetia à Lei de Imprensa os casos de danos morais relacionados aos meios de comunicação e estabelecia critérios e limites. Para se ter uma idéia das punições milionárias impostas pela Justiça atualmente, basta citar o caso do jornal Folha de Niterói. Foi condenado a pagar R$ 2 milhões ao ex-secretário de Justiça do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Zveiter, por tê-lo citado em matéria sobre irregularidades na distribuição de quentinhas em presídios do Rio. O jornal tem capital social de R$ 10 mil, uma sala e três computadores.
Escrito por Sindjor/mt às 19h05
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ABI aprova desagravo a Oscar Niemeyer
1/11/2005
O Conselho Deliberativo da ABI aprovou uma manifestação de desagravo a Oscar Niemeyer, em razão de reportagem considerada ofensiva a ele feita pelo jornalista Fred Melo Paiva, que foi recebido no escritório do arquiteto, na Avenida Atlântica (Zona Sul do Rio), com a maior cortesia e montou um texto que, buscando ser jocoso, expôs ao ridículo o entrevistado.
Na reportagem publicada em página inteira do caderno Mais do Estado de S. Paulo na edição de 9 de outubro, o repórter traça um retrato desprimoroso de Niemeyer, dizendo que, aos 97 anos de idade, o decurso do tempo o fez diminuir de altura, em contraste com o crescimento das orelhas, e afetou sua visão, o que é verdade e foi deplorado pelo próprio entrevistado.
Desrespeitoso e deselegante, o repórter diz que Niemeyer está “meio ceguinho”, deficiência que, ao invés de lhe inspirar compreensão, o leva a oferecer uma imagem desairosa do arquiteto.
Ao se referir à altura de Niemeyer, Melo Paiva exacerba sua deselegância em relação ao entrevistado, pois diz que, como diminui de tamanho, brevemente, sentado em sua cadeira de trabalho, ele não conseguirá alcançar o chão com os pés.
Numa das muitas passagens de mau gosto da reportagem, Melo Paiva faz referências também jocosas a um colaborador de Niemeyer, Luiz Otávio, apresentado como um dorminhoco que durante o sono emite “uns sinais de seu interior”.
A proposta de desagravo foi apresentada pelo jornalista Mário Barata, que foi crítico de artes plásticas do antigo Diário de Notícias e professor da Escola Nacional de Belas-Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se aposentou.
Oscar Niemeyer completará 98 anos em 15 de dezembro e há 52 é sócio da ABI — filiou-se em 30 de julho de 1953, tendo sido admitido na entidade pelo então Presidente Herbert Moses; na ocasião, era proprietário e editor da revista Módulo, especializada em arquitetura.
Além de dirigir uma mensagem a Niemeyer, a ABI encaminhou um protesto ao editor do Estado de S. Paulo, Sandro Valla, e ao Diretor Ruy Mesquita, que, com mais de 80 anos, certamente terá ficado chocado com o tratamento que seu jornal concedeu ao arquiteto por motivo de idade.
Fonte: ABI
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Escrito por Sindjor/mt às 19h04
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Sindicatos vão combater exercício irregular da profissão |
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Após a decisão do TRF-3ª Região, que revogou por unanimidade a sentença que suspendeu a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, a luta das entidades sindicais da categoria concentra-se agora em combater o exercício irregular da profissão. A FENAJ está distribuindo aos Sindicatos de Jornalistas o certificado do julgamento e já fez contato com o Ministério do Trabalho e Emprego para a suspensão de novos registros e cancelamento dos registros de precários existentes.
Segundo o Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, com a decisão do TRF o registro de precários passa a ser irregular. “Com a sentença anterior, da juíza Carla Rister, criou-se uma situação excepcional que agora tem que ser revertida, pois ela deu origem a milhares de registros que agora não têm validade alguma”, disse. Segundo ele, para a FENAJ diploma é assunto encerrado. “Nossa pauta agora é fiscalização do exercício irregular e criação do Conselho Federal de Jornalistas”, concluiu.
A decisão do TRF ocorreu após ampla campanha de valorização da profissão encaminhada pelos jornalistas. Nos dias 24, 25 e 26, principalmente, em praticamente todos os estados do país os Sindicatos de Jornalistas, professores e estudantes de jornalismo promoveram atos públicos e debates em defesa da formação específica. No dia 26, a FENAJ, juntamente com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) promoveu um Ato Nacional em frente ao TRF-3ª Região, no momento da votação.
A decisão de retomar as articulações com o Ministério e Delegacias Regionais do Trabalho ocorreu em Plenária em defesa do Jornalismo, ocorrida após o julgamento em São Paulo. O contato da FENAJ com o Ministério do Trabalho e Emprego buscou definir orientações para o trabalho de fiscalização a ser realizado pelas Delegacias Regionais do Trabalho.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h58
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| Entidades do Jornalismo apresentam proposta para área de Comunicação |
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As entidades do campo do Jornalismo que participaram da reunião com o presidente da Comissão Especial CAPES/FINEP/CNPq, professor Manuel Domingos Neto, finalizam nesta segunda-feira (31/10) uma proposta de tabela para a área da Comunicação. No dia 25 o presidente da Comissão CNPq/CAPES/FINEP solicitou que as entidades evitassem a pulverização do campo do Jornalismo em subáreas. Segundo Domingos Neto, isso dificultaria o trabalho das agências de fomento, dos respectivos comitês assessores e na própria distribuição de processos, por parte dos escalões técnicos.
Na nova proposta, que tem o apoio da FENAJ, houve reclassificação com a fusão de sub-áreas e a reincorporação do Jornalismo – que na tabela da Comissão CAPES/CNPq/FINEP era reduzida para a condição de “especialidade” - entre elas. A expectativa agora é de que a proposição seja de fato considerada. A Comissão Especial da CAPES/CNPq/FINEP espera concluir seus trabalhos até o dia 16 de novembro. Com informações do FNPJ
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h57
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A CNN e a globalização da informação é tema de livro
Da Redação
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A estratégia da geocomunicação e a explicação do desenvolvimento da emissora norte-americana CNN, junto com um registro detalhado da cobertura da ocupação do Iraque, em 2003 é o grande assunto que envolve o segundo livro do jornalista José Carlos Aronchi de Souza.
Em “Seja o primeiro a saber - A CNN e a globalização da informação”, da Summus Editorial, o autor, que encarou o desafio de elucidar parte desse complexo tema que hoje dita as regras do telejornalismo mundial, influenciando a criação de corporações similares em todo o mundo, explica como os conceitos de hegemonia e geopolítica são aplicados na era da globalização.
Segundo Aronchi, uma das hipóteses confirmadas durante a pesquisa que originou o livro é a de que a CNN é difusora da hegemonia e da geopolítica norte-americana.
Para o sociólogo Octávio Ianni, que deu uma entrevista exclusiva ao autor, reproduzida no livro, a mídia deveria ter a coragem de registrar o que realmente está acontecendo no mundo.
Em quatro capítulos, Aronchi demonstra que o grande objetivo do maior conglomerado de mídia no mundo é manter o público informado, entretido e conectado a ele. Para conseguir isso, a CNN produz desde os episódios do famoso seriado Friends até os episódios de guerra, transmitidos ao vivo pelo canal.
O prefácio da obra, assinado pelo sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, diz que o trabalho de Aronchi incentiva e aguça novas e variadas reflexões sobre o dramático papel da televisão na virada para o século XXI.
José Carlos Aronchi de Souza é jornalista, radialista e professor universitário. Mestre em Comunicação Científica e Tecnológica pela Universidade Metodista (SP) e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, fez cursos de especialização em vídeo na University of London.
É professor de telejornalismo, produção, direção e projetos experimentais em TV e atualmente coordena o LIS – Laboratórios de Imagem e Som da Uninove, no Centro Universitário Nove de Julho (SP).
O lançamento da publicação ocorre nessa terça-feira (01/11), a partir das 17h, na Fnac – Paulista que fica na Av. Paulista, 901 – São Paulo.
Seja o primeiro a saber – A CNN e a globalização da informação, de José Carlos Aronchi de Souza Summus Editorial Preço: R$ 36,40 208 páginas
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h51
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Congresso promovido pela Abraji foi um sucesso
Bia Moraes, de Curitba
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Foram dois dias de intensa programação, entre palestras, oficinas e painéis, reunindo cerca de 300 participantes – estudantes, profissionais e nomes tarimbados do jornalismo nacional. O primeiro Congresso de Jornalismo Investigativo promovido pela Abraji (www.abraji.org.br) - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – terminou neste sábado (29/10), no Rio de Janeiro, com saldo positivo. Além da participação de gente de diversos Estados e de outros países, a Abraji sai deste seu primeiro grande evento mais fortalecida, planejando os próximos passos: eleição da próxima diretoria, um evento especial sobre cobertura de eleições em 2006 e outro grande congresso nacional em 2007.
Na cerimônia de abertura, realizada na noite de quinta-feira (27/10) no auditório da Associação Brasileira de Imprensa, o jornalista José Hamilton Ribeiro, homenageado da noite, foi aplaudido em pé.
“Sigam o Zé” Ao apresentar o homenageado, o presidente da Abraji, Marcelo Beraba, disse que "há mais de 30 anos, o diretor do FBI Mark Felt deu ao repórter Bob Woodward um conselho que até hoje é a base do jornalismo investigativo: sigam o dinheiro. Eu lhes dou um conselho ainda mais precioso: sigam o Zé”.
Ribeiro contou "causos" de seus 50 anos de carreira - desde o início, quando investigou um caso de corrupção no superfaturamento de alfinetes para caixões do serviço funerário municipal de São Paulo. "Tudo o que eu aprendi foi que azeitona preta é tingida e que, nos banheiros de hotéis, a água quente sai da torneira da esquerda. Todo o resto, só trabalhando muito", disse Zé Hamilton sobre o que aprendeu na profissão.
No chão Na manhã seguinte (28/10) a programação do Congresso começou cedo. Em dois dias, aconteceram mais de trinta painéis e oficinas sobre técnicas de reportagem e coberturas de temas especiais. Praticamente todos estavam lotados ou bastante cheios – não era raro ter de sentar no chão de uma das salas da PUC-RJ para acompanhar painéis.
Jornalistas e estudantes de 14 Estados e do Distrito Federal compunham uma turma alegre e barulhenta, que se encontrava pelos corredores da universidade, nos intervalos, para colocar os assuntos em dia, trocar telefones e e-mails e discutir jornalismo. Três estudantes eram bolsistas do Congresso – entre eles, um rapaz da Escola Popular de Comunicação Crítica da Maré, onde o jornalista Chico Otávio dá aulas. Havia, também, uma estudante da Alemanha e um da Áustria.
Convidados especiais do congresso, os jornalistas Brant Houston (diretor da Investigative Reporters and Editors) e Charles Lewis (líder do International Consortium for Investigative Journalism) participaram de diversas atividades. Lewis deu uma palestra sobre o futuro do jornalismo investigativo. Ao lado de Houston e do diretor da Abraji Fernando Rodrigues, ele falou sobre a situação do jornalismo investigativo nos Estados Unidos e na Europa. Sozinho, Brant Houston ministrou em duas ocasiões uma oficina sobre RAC (Reportagem Assitida por Computador) de nível avançado.
“Inspirador” Charles Lewis, que estava no Brasil pela primeira vez, relatou ao Comunique-se suas impressões sobre o primeiro congresso da Abraji: “Foi inspirador ver tanta gente junta, querendo crescer na profissão”. Ele destacou a “energia” que circulava pelos corredores da PUC enquanto tantos jornalistas trocavam idéias sobre jornalismo investigativo. “Já estive em diversos outros eventos pelo mundo, e me impressionou a energia que vi brotando desse lugar, a solidariedade das pessoas trocando informações. Isso é como um vírus que contagia a todos e vai se espalhando”.
O veterano jornalista – são 40 anos de carreira nos EUA, a maior parte dela dedicada ao jornalismo investigativo – comentou que o fato de reunir tanta gente em um congresso de temas específicos já representa um sucesso. “Jornalistas já são ‘outsiders’ por natureza; jornalistas investigativos, então, acostumados a trabalhar sozinhos, enfrentando dificuldades, são os ‘outsiders’ dos ‘outsiders’. É complicado juntar esse tipo de gente! (risos). Por isso estou otimista, em um primeiro congresso a Abraji já consegue reunir tanta gente, de forma produtiva, e positiva; é um excelente começo”, analisou Lewis.
Conteúdos “Foi um evento de conteúdo”, destacou o presidente da Abraji, Marcelo Beraba, ao final dos trabalhos. “Quem participou, saiu daqui com novas informações para trabalhar”, observou.
“Além de tudo que foi dito, passado e discutido nas oficinas e painéis, esse congresso lançou uma idéia importante: a de que o trabalho do jornalista sempre evolui e melhora de qualidade quando é dividido. Não se ganha qualidade sem dividir informações, experiências. É assim que todo mundo sai ganhando: é assim que vamos fazer um jornalismo melhor”, concluiu Beraba.
Todos os participantes do congresso se tornaram sócios da Abraji e passam a ter direito a acessar os conteúdos exclusivos do site, e ter descontos nas atividades restritas a sócios.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h48
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Artigo
A jornalista Mariana Peres escreveu o artigo "Copia e Cola", que merece ser reproduzido por este Blog. Aqui faremos justamente o que ela relata no texto, ou seja, copiar e colar. No entanto, o Blog se justificativa dizendo que esta é a sua proposta publicar matérias e artigos interessantes. Mas, sempre iremos colocar a fonte, que neste caso é o Jornal Diário de Cuiabá, na edição de 22/10/2005.
"Copia e cola
Copia, cola e está pronta uma salada de letrinhas que chamam de notícia. Infelizmente, muitos meios de comunicação têm se aproveitado das facilidades da modernidade para se apresentar como veículos de comunicação. A internet tem possibilitado um plágio indiscriminado de notícias e a veiculação de releases que inundam as telas dos computadores com erros de português e de textos com estruturas que fogem dos padrões jornalísticos que aprendemos na faculdade. Como se diz na gíria dos profissionais de imprensa, “é uma chupação de matéria daqui e dali”.
O pior de tudo, é que quem copia e cola, não se dá ao trabalho de checar as informações e muito menos de ler o texto plagiado e pelo menos fazer uma correção ortográfica. Um absurdo!
Quem está no dia-a-dia das redações sabe que matamos um leão por dia e que não é fácil fechar uma notícia, ouvindo todos os envolvidos e mostrando todos os desdobramentos que podem acontecer. E mesmo ralando à beça, tem “colega” - que deveria correr atrás da informação que lhe interessa – sem a mínima consideração, se dá ao desfrute de utilizar o “Crtl C” e o “Crtl V”. Tem gente metida a esperta que só modifica a primeira linha do lead – na tentativa de despistar o autor da matéria – e deixa o resto intacto.
Já peguei texto plagiado meu até em uma grande e internacional agência de notícias. O miolo da informação era a minha matéria, mas tiveram o “trabalho” de buscar uma outra fonte e um outro exemplo, para dar uma ligeira diferenciada. Em sites locais, tive a surpresa de encontrar textos meus assinados por agências nacionais. Em outra ocasião, refizeram o lead – que para quem não sabe, é o primeiro parágrafo da notícia, ou seja, a principal informação – mas mantiveram o resto.
Outro dia, o título de uma matéria em site, na editoria de economia, me chamou a atenção e comecei a ler. Para meu espanto, a técnica do copia e cola tem exigido mais “trabalho” de seus adeptos. Encontrei um parágrafo da minha matéria do dia e ao ler todo o texto, tive a impressão que montaram a notícia, extraindo um parágrafo de matéria que acharam sobre o mesmo assunto.
Confesso que não saberia viver sem as facilidades da internet e que ela está ai para encurtar distâncias e democratizar o acesso às informações. Não consigo imaginar como os colegas mais experientes se viravam nas redações quando se vivia a era da máquina de escrever e do telex.
Não há problema algum em se reproduzir informações, basta apenas ter consideração pelo colega plagiado e citar como fonte, o veículo onde a informação está publicada. Não é fácil criar pautas diariamente, e mais difícil ainda é pensar em assuntos que tenham relevância para a sociedade e possam de fato, trazer algo de novo.
MARIANNA PERES é editora de Economia do Diário marianna@diariodecuiaba.com.br "
Escrito por Sindjor/mt às 20h25
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10 reportagens que abalaram a ditadura
Fonte: Assessoria de Imprensa Editora Record
Fernando Molica reúne em livro que inaugura a coleção Jornalismo Investigativo algumas das melhores matérias produzidas durante a ditadura militar
10 REPORTAGENS QUE ABALARAM A DITADURA, organizado por Fernando Molica, inaugura a coleção Jornalismo Investigativo, reunindo as melhores reportagens produzidas durante a ditadura, uma época pouco propícia para o exercício do jornalismo. Graças à ousadia, competência e coragem de seus autores e editores, episódios como as mordomias dos superfuncionários públicos, os bastidores do atentado ao Riocentro, a morte de Vladimir Herzog, a prática da tortura e a corrupção no governo militar, entre outros, alcançaram as primeiras páginas de jornais e revistas, permitindo algum debate sobre os rumos da ditadura. Essas reportagens agora voltam a circular acompanhadas de relatos de jornalistas envolvidos em sua produção ou edição. Um livro indispensável para conhecer — e entender melhor — a história recente do país. 10 REPORTAGENS QUE ABALARAM A DITADURA acaba de sair da gráfica da Editora Record, já se encontra à disposição da imprensa e chega às livrarias no dia 16 de novembro.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h55
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Grupo Estado lança o canal de interatividade FotoRepórter
Da Redação
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Os leitores do Estado de S. Paulo passam a colaborar com a produção do jornal. O diário anuncia neste domingo (30/11) o lançamento do Projeto FotoRepórter, um produto que vai permitir que as pessoas enviem fotografias de celulares com câmeras ou de câmeras digitais para a redação do Estadão. As imagens podem ser utilizadas pelo jornal e pelo portal para ilustrar matérias e reportagens.
Segundo Sandro Vaia, diretor de Informação do Grupo Estado, o Grupo Estado está investindo num novo conceito de reportagem interativa e colaborativa, “ a fim de difundir uma atitude de cidadania e uma aproximação do público jovem, que representa uma grande parte do universo de usuários de celulares com câmeras digitais. Os fotorepórteres poderão ser remunerados em dinheiro caso suas fotografias sejam publicadas no jornal impresso. E ainda, se a imagem for comercializada, pela Agência Estado, para outros veículos de comunicação, haverá também pagamento. Para participar do FotoRepórter, é só acessar o site www.estadao.com.br/fotoreporter.
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Escrito por Sindjor/mt às 19h45
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