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UERJ vai receber 4.200 inscritos na Intercom 2005
Da Redação
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O 28º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2005 vai receber, do dia 05 ao dia 09/09, 4.200 inscritos, entre estudantes, jornalistas, pesquisadores brasileiros e estrangeiros e professores para uma troca de experiências sobre o tema “Ensino e Pesquisa em Comunicação”. O evento será realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
As atividades incluem apresentação de mais de 500 trabalhos inéditos, seminário sobre ensino de graduação, lançamentos de livros, palestras e mesas-redondas. Temas como cobertura jornalística da guerra no Iraque, infância retratada nas histórias em quadrinhos, rádios na Internet serão abordados durante toda a programação.
Os apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, William Bonner e Fátima Bernardes, e o diretor executivo da emissora, Ali Kamel, vão participar de debate sobre o telejornal.
As inscrições já estão encerradas.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 17h49
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A boa história e os jornais
Dia destes, pusemo-nos a discutir, aqui na redação, o interesse jornalístico de uma história que, do dia para a noite, ganhara corpo na Lixeira: a de que uma criatura, semelhante à descrita pela lenda do lobisomem, estava à espreita pelas ruas. Aquilo deveria ser noticiado ou ignorado?
Defendi que a história tinha de ser contada, por mais absurda ou mítica que parecesse. Não a história do lobisomem, que como sabemos existe na irracionalidade do imaginário popular. Mas seria interessante relatar a reação, o medo, as desconfianças dos moradores - que, aliás, não vivem num bairro qualquer. Trata-se de um lugar tradicional, onde a religiosidade e os costumes se mantiveram ao largo da modernidade. Por tudo isto, havia ali uma boa história a ser contada, com toda a análise científica que o caso requer. Sim, porque não existe jornalismo sério sem embasamento.
Entre jornalistas, o assunto não é novidade. A perda de terreno para a internet, a queda nas vendas de jornais, o acesso direto à notícia sem filtros colocaram em cheque a imprensa e, por conseqüência, a função do jornalista. Como competir? Como manter o interesse? Como não sucumbir às tentações do jornalismo fácil? São perguntas que, embora estranhas ao leigo, têm mobilizado as redações.
Dia destes, o jornalista português João Pereira Coutinho propôs que os diários enterrassem de vez o texto noticioso, frio, imparcial. “Eu quero saber o que existe por dentro dos fatos. Uma guerra, uma vitória? Eu quero saber quem são os derrotados, quem são os vitoriosos. Eu quero saber o que sentem os derrotados, o que sentem os vitoriosos. Como se portam e comportam. Eu quero ação e contradição”, escreveu.
Nada tenho contra os blogs, o jornalismo instantâneo, os depoimentos ao vivo. Pelo contrário, o avanço da tecnologia vai obrigar os jornais a investirem primeiro em informação com credibilidade. E em seguida nas grandes histórias. E isso é ótimo para jornal, jornalista e leitor. Ao profissional, caberá escrever com mais precisão e cada vez melhor, porque só o bom texto terá chances de competir com tanta informação.
Não digo que João Coutinho esteja totalmente certo. Mas defendo as boas histórias e os grandes relatos, que em muitos casos estão embaixo do nosso nariz, esperando que alguém os publique. Por isso, acho que o jornalista deve esquecer um pouco a frieza dos fatos e a crueza dos números. E centrar-se na vida por trás da fonte e no ser humano que vem a reboque do “furo”, na esteira da manchete.
ANSELMO CARVALHO PINTO é editor do Caderno de Cidades do Diário anselmo@diariodecuiaba.com.br
Fonte: Jornal Diário de Cuiabá
Escrito por Sindjor/mt às 17h33
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Blog do João
O colega João Negrão montou um blog, que está bem legal... Ele está publicando trechos do livro que escreveu sobre os bastidores da eleição de 2004 para prefeito de Cuiabá. Leiam... O link é http://www.joaonegrao.zip.net
Escrito por Sindjor/mt às 17h31
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| Assessores de Imprensa poderão ter Convenção Coletiva Nacional |
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A criação de uma Convenção Coletiva para os jornalistas que atuam em agências de comunicação foi discutida em reunião realizada dia 26 de agosto, durante o XX Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessoria da Comunicação de São Paulo (ENJAC). Um Grupo de Trabalho com representantes da FENAJ e do Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (Sinco) estudará a questão, que será debatida no XV ENJAC, no Rio.
Esta possibilidade foi discutida em reunião entre Sérgio Murillo de Andrade e Fred Ghedini, diretores da FENAJ, e Ênio Campói, Presidente do Sinco. Estima-se que hoje estejam constituídas no Brasil aproximadamente duas mil empresas no ramo de assessoria de comunicação. O Grupo de Trabalho com representantes de ambas as partes deverá analisar as questões jurídicas, relações trabalhistas e dados do mercado de trabalho, produzindo um relatório para análise mais ampla das entidades e seus filiados.
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, registra que este debate já vem acontecendo em alguns sindicatos do país, inclusive incorporando o segmento de agências de comunicação nas campanhas salariais. "Mas a perspectiva de uma Convenção Coletiva Nacional para o setor é inédita no país e por isso merecerá uma análise mais profunda no XV ENJAC", destacou.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h52
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| TRF deve julgar recurso contra liminar que suspendeu exigência do diploma |
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A Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Formação Específica solicita aos sindicatos que intensifiquem o movimento para sensibilizar o judiciário quanto ao julgamento do recurso da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo sobre a exigência do diploma para o exercício da profissão. O processo deve ter andamento em setembro, quando o juiz Manoel Álvares, do TRF da 3ª Região, retorna das férias.
Fernando De Santis, da Coordenação de Ação Sindical do SJSP, diz que é grande a expectativa pelo julgamento do recurso contra a liminar concedida pela juíza Carla Rister em outubro de 2001, que suspendeu a obrigatoriedade da formação superior específica para registro profissional e, conseqüentemente, para o exercício da profissão. Segundo ele, os quase quatro anos de suspensão da exigência do diploma para o exercício da profissão provocaram grande impacto no mercado de trabalho. Ele registra que "só em São Paulo, que tem cerca de 18 mil jornalistas, neste período ocorreram 5.240 registros de precários, representando um impacto de 17%".
A FENAJ lançou, em abril, uma ampla campanha de valorização da profissão, com a defesa da formação específica, da criação do Conselho Federal dos Jornalistas e as lutas contra a precarização das relações trabalhistas e pela liberdade de imprensa. Neste contexto, diversas autoridades federais, estaduais, municipais, parlamentares e instituições já manifestaram apoio à luta da categoria. A Comissão Nacional de mobilização alerta que este é o momento de intensificação de busca de apoios, relembrando que cópias de moções e documentos sobre o tema podem ser obtidos no site da Federação.
Para entender o caso Acompanhe, passo-a-passo, o andamento do processo:
17 de outubro de 2001 – A 16ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo - 3ª Região recebe Ação Civil Pública com Pedido de Tutela Antecipada, de iniciativa do Ministério Público Federal, contra o Governo Federal, onde é contestada a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. 23 de outubro de 2001 - Liminar da juíza federal substituta Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara Cível da Justiça Federal, 3ª Região, em São Paulo, suspende a obrigatoriedade da exigência do diploma de jornalismo para a obtenção do registro profissional. A decisão veio em atendimento à Ação Civil Pública de iniciativa do Ministério Público Federal, através do procurador Regional dos Direitos do Cidadão, André de Carvalho Ramos. A decisão da juíza suspende provisoriamente a obrigatoriedade até julgamento definitivo em instâncias superiores. Embora provisória, a liminar, enquanto estiver vigente, obriga o Ministério do Trabalho a conceder registros de jornalista a qualquer pessoa. 22 de novembro de 2001 – Como terceiros interessados e assim reconhecidos pela Justiça, a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo entram com pedido de agravo de instrumento com efeito suspensivo contra a liminar concedida pela juíza substituta Carla Rister. Para avaliação do recurso é escolhido o juiz convocado Manoel Álvares, do Tribunal Regional Federal – TRF 3ª Região, que sem entrar no mérito da liminar manifesta-se pela sua manutenção. O governo federal, réu na ação, através da Advocacia Geral da União (AGU) também entra com recurso contra a liminar. 10 de janeiro de 2003 - Decorridos cerca de 15 meses, sentença em primeira instância da juíza federal substituta Carla Rister confirma liminar concedida por ela, dispensando a exigência do diploma para o exercício profissional de jornalista. 21 de julho de 2003 – Encaminhamento de novo recurso por parte da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, agora contra a sentença de primeira instância da juíza federal Carla Rister. 23 de julho de 2003 – A desembargadora federal Alda Basto do TRF – 3ª Região (Turma de Férias) acata apelação da FENAJ e do Sindicato de Jornalistas de São Paulo e suspende sentença de primeira instância da ‘meritíssima’ Carla Rister, que dispensava a exigência do Diploma para o exercício da profissão. 02 de dezembro de 2003 – O juiz federal convocado Manoel Álvares reconsidera decisão da desembargadora Alda Basto e confirma a sentença de primeira instância da juíza substituta Carla Rister. Com a decisão, o processo permanece desde dezembro daquele ano no TRF-3ª Região à espera da análise do recurso da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. A avaliação do recurso deverá ser feita por uma turma de desembargadores do Tribunal, composta por 3 juízes, entre eles o próprio Manoel Álvares, que é o relator. Sobre a manifestação dos magistrados cabe recurso de ambas as partes (União/FENAJ x Ministério Público/Sindicato das Empresas de Rádio e TV de São Paulo) em instâncias superiores até chegar ao STF - Supremo Tribunal Federal, onde a sentença será definitiva. 07 de abril de 2005 - Representantes da FENAJ e do SJSP participam de audiência com o juiz do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Manoel Álvares, apresentando documentos e solicitando agilização do andamento do processo.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h51
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UNB oferece curso de extensão sobre economia e meio ambiente para jornalistas
Gilberto Costa - Assessoria de Imprensa
Os jornalistas de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo poderão participar do curso de extensão "Economia, Meio Ambiente e Comunicação" do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB), promovido pelo Ibama e pela Petrobras, nas três capitais nos dias 26 e 27 de setembro; 03, 04 e 10 de outubro. Os objetivos do curso são ampliar a informação da sociedade sobre os problemas ambientais, as práticas e os conflitos relacionados ao desenvolvimento sustentável, as políticas públicas do setor e aproximar os jornalistas de novas fontes de informação. O programa prevê a discussão de projetos de infra-estrutura e os impactos no meio ambiente, licenciamento ambiental e gestão de recursos hídricos, entre outros assuntos. "Queremos com o curso aumentar a visibilidade dos assuntos do crescimento econômico e do meio ambiente, muitas vezes tidos como antagônicos. Por isso, é fundamental o enfoque na economia, nos projetos de infra-estrutura e no licenciamento ambiental", explica Marcus Barros. O curso, que será aberto pela ministra Marina Silva e pelo economista Ignacy Sachs, será ministrado por professores e pesquisadores da UnB, USP, UFRJ, procuradores do Ministério Público Federal, além de técnicos e dirigentes do Ibama, da Agência Nacional de Água e de secretarias estaduais de meio ambiente. A participação no curso é gratuita, terá duração de 20 horas-aula, presenciais e por teleconferência, e será realizado sempre pelas manhãs. As inscrições poderão ser feitas até o 21 de setembro. O formulário de inscrição está disponível no site www.unbcds.pro.br/cursojornalismo (informações também pelo telefone 61 3321.5001). Além do formulário, o candidato deverá elaborar para a inscrição carta expondo as razões porque deseja fazer o curso e enviar currículo incluindo cópia do diploma ou registro profissional, RG, CPF, titulo de eleitor (com comprovante da última eleição) e certificado de reservista (homens). O CDS fará a seleção dos candidatos e confirmará inscrição até o 23 de setembro.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h48
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Jornalistas comentam pesquisa
Antônio Carlos Magalhães, Osvaldo Martins, Gaudêncio Torquato e Adélia Franceschini repercutem pesquisa IMPRENSA/ABERJE/Maxpress
Gabriel Kwak
Confira os comentários de Antônio Carlos Magalhães, Osvaldo Martins, Adélia Franceschini e Gaudêncio Torquato sobre a pesquisa IMPRENSA/ABERJE/Maxpress sobre o desempenho do governo Lula entre os jornalistas.
"Os jornalistas são investigativos e são pessoas bem-informadas. Quanto aos 92% que dizem que Lula sabia dos empréstimos, é um juízo correto, embora na população não seja assim. Nas provas contra José Dirceu, não apareceu nenhum documento, o que não significa que ele não tenha culpa. A evolução de 2003 a 2005 é verdadeira, mas acho que os jornalistas ainda foram generosos. É menos ainda. Quanto aos acontecimentos políticos mais acompanhados pelos jornalistas, a CPI dos Correios tem sido mais atuante do que qualquer outra. Todo o Brasil tem acompanhado as CPIs com o maior interesse, certo de que não haverá acordo nem acordinho nem acórdão. Do contrário, o Congresso inteiro será punido." Antônio Carlos Magalhães, senador (PFL-BA)
"Os 92% refletem o senso comum. Eu creio que se fizerem essa pesquisa em outros segmentos bem-informados da sociedade, o número não deve ser diferente. O professor Hélio Bicudo, uma figura acima de qualquer suspeita, em entrevista à revista Veja, afirma o que disseram os 92% com todas as letras e diz que o presidente Lula é um presidente de fato. O número que consideram o governo péssimo e ruim reflete mais uma vez o senso comum. Isso quer dizer que os jornalistas estão sintonizados com a opinião pública. Além de produzir informação, os jornalistas são os grandes consumidores de informação. A nota de 4,8 não surpreende. Talvez seja até mais severa do que o conceito do resto da sociedade, exatamente porque os jornalistas consomem muito mais notícia. O 4,8 é coerente com os 92%." Osvaldo Martins, ombudsman da TV Cultura
"Os dados são até homogêneos de uma forma geral. A avaliação do Lula é abaixo do regular, é a pior avaliação das últimas feitas. Os profissionais com mais de 50 anos foram os que pior avaliaram. Ele foi mal avaliado em todo o país, embora no Norte e no Nordeste tenha sido um pouquinho melhor. Nesse público de jornalistas, não há tendência de piorar ainda mais, a menos que haja alguma informação bombástica. Entre os jornalistas, já está batendo 90% de acompanhamento, eles já estão acompanhando, até por dever de ofício. No público em geral, eles vão acompanhando aos poucos, tende a ser muito mais lerdo. A sociedade brasileira é pouco instruída para o acompanhamento de jornal. Parece que uma parte dos jornalistas julga que os empréstimos já existiam e que já sabiam. Outros supõem que ele sabia de tudo. A grande maioria diz que ele sabia de tudo, de pouco ou de muito. Os jornalistas estão inferindo que um problema desse porte não teria como acontecer sem que o presidente soubesse." Adélia Franceschini, diretora do Instituto Franceschini de Análises de Mercado "A pesquisa é uma leitura bastante pessimista do governo Lula. O governo abriu seus primeiros meses sob o signo da esperança. O Fome Zero era mais um slogan do que um programa. De lá para cá, o governo se amparou muito no marketing cosmético do Duda Mendonça. Os jornalistas estão na vanguarda dos setores que acompanham o governo com uma lupa mais acurada. É claro que o Lula sabia dos empréstimos. O PT e Lula são unidos por um grande cordão umbilical. A cabeça da opinião pública, que são os comunicadores, acredita que o Dirceu estava chefiando o processo todo. A cabeça começa a irradiar para as margens da sociedade esse pensamento. As TVs parlamentares são o plano de visibilidade mais imediato. O jornalista vai buscar direto na fonte. Eu imagino que o público deve também estar acompanhando. Uns 12% deles." Gaudêncio Torquato, cientista político, jornalista e professor da USP
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 12h41
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Cuiabá é citada
A matéria abaixo, da jornalista Thais Naldoni, foi postada no site da Revista Imprensa no último dia 27, mas como é interessante (até porque cita Cuiabá) vale a pena ler...
"Jornalistas de redação odeiam releases", diz Luiz Gonzaga Mineiro, no 20º EEJAC
Por Thaís Naldoni, de São Pedro
O diretor de jornalismo do SBT, Luiz Gonzaga Mineiro, foi um dos palestrantes na tarde deste sábado (27), no 20º Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação (EEJAC), falando sobre o tema "Assessoria de Comunicação sob a ótica dos editores da grande imprensa".
Mineiro alertou aos profissionais que atuam em assessoria, que há a necessidade de se dar atenção ao regionalismo. "O futuro é regional. As pessoas não moram no país ou no estado. Elas moram nas cidades. Há pautas que se encaixam perfeitamente em Cuiabá e nada têm haver com São Paulo", diz.
O jornalista disse, ainda, que sua principal fonte de referência é a escuta. "O assessor deveria se preocupar em colocar a matéria no rádio e na internet. É muito mais eficiente do que enviar releases", salienta. E completa. "Jornalista de redação odeia releases". No SBT, ainda segundo o jornalista, há pessoas que ficam o dia todo ouvindo rádio e acessando a internet em busca de pautas e novos acontecimentos.
Mineiro acredita ser importante que as assessorias façam plantões, assim como as redações. "Tem vezes que precisamos de contatos com assessoria e não tem ninguém. Jornalista é jornalista 24 horas por dia", finaliza.
Fonte: Revsita Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 12h37
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Repórter da TV Bandeirantes ferida em tiroteio no Rio
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O confronto entre traficantes e policiais militares no Morro Dona Marta, em Botafogo, ontem, deixou uma repórter da TV Bandeirantes, um morador e três PMs feridos. Quando chegava na Rua São Clemente, um dos acessos ao morro, para cobrir o tiroteio, Nadja Haddad, de 24 anos, foi atingida por uma bala no tórax, que ficou alojada no banco do carro da emissora. Segundo informações da própria Band Rio, o estado da repórter é estável.
Nadja passou por uma cirurgia no Hospital Miguel Couto, no Leblon, para onde foi levada, e agora está no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.
A redação da Band Rio informou que Nadja pode ser transferida para o quarto amanhã.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 12h30
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Ministro do STF defende direitos da imprensa
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“A crítica jornalística traduz direito impregnado de qualificação constitucional (...) pois o interesse social (...) sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar os detentores do poder”. Esse é o trecho da sentença do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o arquivamento de pedido de abertura de processo penal contra profissionais da revista Veja. Tal decisão pode servir de parâmetro em outras ações semelhantes contra jornalistas.
Na sentença, Mello ressaltou a importância da liberdade de expressão em uma sociedade democrática e afirmou que a imprensa tem o direito de informar e também de criticar, mesmo de forma contundente e sarcástica, e especialmente “quando dirigida a figuras públicas, com alto grau de responsabilidade na condução dos negócios de Estado”.
O ministro defende que a liberdade de expressão prevista na Constituição assegura tal direito à imprensa. “O exercício da liberdade de imprensa contém os direitos de informar, buscar a informação, opinar e criticar”. Ele enfatizou que o interesse social pela informação está acima de interesses dos ocupantes de cargos públicos. “É preciso advertir, notadamente quando se busca promover a repressão penal à crítica jornalística, que o Estado não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as idéias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais dos meios de comunicação social. Essa garantia básica da liberdade de expressão do pensamento representa, em seu próprio e essencial significado, um dos fundamentos em que repousa a ordem democrática”.
Ele também escreveu na sentença: “Nenhuma autoridade pode prescrever o que será ortodoxo em política, ou em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional, nem estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento. Isso porque ‘o direito de pensar, falar e escrever livremente, sem censura, sem restrições ou sem interferência governamental’”, representa (...) “o mais precioso privilégio dos cidadãos...”
O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murilo de Andrade, disse que a imprensa é vítima de assédio judicial. “Isso prejudica principalmente a sociedade, que fica sem acesso à informação. Para nós, é uma decisão importante porque resgata o sentido da liberdade de imprensa”.
“Que a decisão sirva de balizamento para aqueles que se aventurem em ações dessa natureza”, declarou o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais, Fernando Martins.
Fonte:O Globo e Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 12h29
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Artigo
Está muito bom este artigo...
Lula é Figueiredo
Alexandre Garcia
Na quinta-feira passada, dia 25 de agosto, Lula aproveitou as datas históricas para lembrar que não faria o que Getúlio Vargas fez em 24 de agosto, o suicídio, nem o que Jânio Quadros fez no dia 25 de agosto, a renúncia. Destaquei, no "Bom Dia Brasil" da manhã seguinte, que Lula nada fazia para atenuar a crise, ao pôr na mesa questões não colocadas. Ninguém antes havia sugerido suicídio ou renúncia. Horas depois, veio um esclarecimento: o presidente não tivera a intenção de acrescentar esses dois fatores à crise; queria apenas dizer que, se depender dele, não haverá uma saída traumática; soluções só dentro das instituições democráticas.
Ele nem precisaria explicar o óbvio. Desde que tiramos Collor na lei e na ordem, em 1992, aprendemos a buscar soluções dentro das instituições. E de lá para cá amadurecemos muito. Lula também disse, naquele 25 de agosto, que não faria como Jango. Talvez não estivesse bem informado, porque o que Jango fez não dependeu dele, pois foi deposto (e, como se sabe, hoje ninguém teria condição alguma para tentar uma aventura fora da democracia). Ou, quiçá, estivesse bem informado, querendo dizer que não buscaria saídas populistas, como as que levaram Jango ao exílio. Lula concluiu as comparações, afirmando que seria como JK, com "paciência, paciência, paciência."
Talvez tivesse repetido a palavra tantas vezes para convencer a si próprio. Porque já no dia seguinte, em Quixadá, o presidente mostrou que perde fácil a paciência. Ele tem pavio curto. Acusou a imprensa de ser ave de mau agouro, porque não noticia, segundo ele, as realizações de seu governo. Talvez Lula não saiba o que é notícia. Notícia é algo raro, inusitado, que interessa a muita gente. Um cachorro morder alguém, em geral não é notícia, porque não é inusitado. Mas alguém morder um cachorro, certamente será notícia. O que é bom não é notícia, porque o bom é o normal. O dia em que a honestidade for rara, vira notícia. Governo trabalhar pelo povo, é obrigação, é normal, não é notícia. Governo estar paralisado, envolvido em crise, é notícia.
Sem a frieza cerebral de estadista como JK, Lula tem feito seus improvisos com o estômago, o pâncreas, o fígado e o coração. No mesmo discurso de Quixadá, o presidente lamentou que apareçam "denúncias e mais denúncias, insinuações e mais insinuações", e nenhuma prova capaz de condenar alguém. Como nada combinou com Ciro Gomes, o ministro, a seu lado, derrubou no mesmo palanque o argumento do presidente, afirmando que fizeram bobagem, mentiram ao presidente, e está demorando a punição. Trapalhada geral no palanque presidencial. Lula que ser o JK da paciência, mas só consegue chegar ao Figueiredo do tiro na cuca.
Alexandre Garcia é jornalista em Brasília
Fonte: Jornal A Gazeta
Escrito por Sindjor/mt às 12h26
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