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Oportunidade de emprego
Colegas,
a Pamela, assessora da Setec, pede para informar a quem possa interessar que representantes da Folha de Primavera do Leste estarão na secretaria na segunda-feira, 25/7, às 8 horas, para seleção de jornalistas para trabalhar na cidade.
Lembra apenas de um critério: pelo convênio da Setec e Sine, os jornalistas precisam estar cadastrados no Sine. Quem não for, pode fazer isso na segunda-feira, a partir das 7 horas. Para cadastro, basta levar documentos pessoais (CPF e RG) e a Carteira de Trabalho. A proposta salarial é de R$ 1.000.00. O sindicato vai sugerir que o jornal estabeleça a remuneração em R$ 1.050,00, piso convencionado da categoria.
Abs
Jonas da Silva
Presidente em exercício do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso - Sindjor
Escrito por Sindjor/mt às 18h51
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Artigo
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A desonestidade da incoerência
Carlos Chaparro
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O XIS DA QUESTÃO – Graças à tecnologia, tudo se sabe, tudo se descobre, tudo se divulga. A transparência virou virtude inevitável. Também por isso, a coerência tornou-se a virtude de caráter fundamental na vida pública. E o que dói hoje, na alma brasileira, são as contradições entre o prometido e o realizado, entre o anunciado e o descoberto. O que leva os brasileiros à amargura da desesperança é a desonestidade da incoerência. Quem acreditou, foi enganado.
1. Falsa transparência Transparência... Essa foi a palavra cinicamente repetida pelo Delúbio Soares, ao longo do seu depoimento na CPMI dos Correios. Digo com a maior transparência, estou sendo transparente, argumentava ele a cada resposta, como se estivesse falando a políticos ingênuos, naquela sala, e a cidadãos bobos, pela televisão. Na verdade, a evocação (talvez fosse invocação...) da “santa virtude” da transparência não passava de simplório truque de escapismo. A tática geral era a da mentira, mesmo quando, no cacoete retórico, o tesoureiro “dos milhões não contabilizados” nos tentava impingir a suposta transparência como sinal de virtude política e honestidade cívica, coisas que claramente lhe faltavam - na biografia, como comportamentos.
Um malandrão, esse Delúbio.
Mas deixemos pra lá o Delúbio e a sua falsa transparência. Até porque, se algo de transparente existe na história em que é protagonista, esse algo é a corrupção. Jamais se viu corrupção política tão transparente, apesar da engenhosa arquitetura montada, de lavagem e distribuição do dinheiro. Chega a ser surpreendente a transparência com que a fantástica trama aflora das investigações e se espalha no entendimento popular.
Devo a Delúbio, porém, o tema desta semana. Graças à sua insistência em usar o argumento da transparência, me ocorreu advertir os políticos para uma novidade que parece não terem percebido ainda – esta: a transparência, senhores políticos, tornou-se virtude obrigatória, inevitável, da qual ninguém mais consegue escapar.
Nem pessoas nem instituições.
Hoje, na sociedade em que vivemos, com usos e costumes determinados por tecnologias de informação e comunicação, em vertiginosa evolução, tudo se sabe, tudo se descobre, tudo se divulga. Por decorrência, foi-se o tempo das exaltações cívicas à transparência.
A coerência, essa sim, tornou-se a virtude de caráter fundamental na vida pública. Quanto mais ampla e inevitável é a transparência, mais a coerência se torna essencial, como guia de comportamentos, na vida pública.
A crise que sacode o Brasil de alto a baixo é, no seu âmago, uma crise de coerência. Quer a gente olhe para o PT ou para o Lula, para o José Dirceu ou para o Delúbio, o que nos magoa, frustra e assusta é a falta de coerência.
2. Virtude essencial Transparência é a qualidade da limpidez, da visibilidade, da percepção clara. Coerência é algo mais complexo, um conceito que se irradia em nexos com a Filosofia, com a Moral, com as Ciências Naturais e Culturais. Derivado do latim (haeso, que significa estar unido, reciprocamente aderido), o termo coerência teve seu emprego amadurecido na Física, para indicar que os átomos e as moléculas estão unidos entre si, nos corpos sólidos. Da Física transitou para a Filosofia e para as Ciências Naturais, como expressão indicadora da ausência de contradições, entre as partes de uma doutrina, de um argumento ou de um sistema.
Com sentido equivalente, passou a ser empregado também na vida moral, para definir a lógica da obediência aos princípios estabelecidos e aos compromissos assumidos.
O que faltou ao presidente Lula, naquela malfadada entrevista concedida em Paris à repórter Melissa Monteiro, assim como nas manobras protelatórias das investigações no Congresso, não foi só a grandeza e a lucidez de estadista, mas a virtude básica da coerência.
O Brasil não elegeu Lula para ouvir dele, dois anos e meio depois, que os crimes do PT (eleitorais e outros) são toleráveis, porque, afinal, no dizer do presidente, apenas fez o que os outros partidos sempre fizeram.
Os eleitores não confiaram o Brasil ao trabalhador Lula para que ele entregasse ao José Dirceu o poder de nomear amigos e correligionários, aos milhares, não para resolver os problemas do Estado e do País, mas para a mera ocupação partidária de espaços políticos, em estratégias e táticas de aparelhamento ideológico. E para a distribuição de benesses.
Nas expectativas dos que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva não estava a possibilidade de um dia ouvi-lo dizer que é melhor dizer bobagens do que fazer bobagens - lamentável manifestação de que não percebe nem a grandeza nem a complexidade do cargo. Um Presidente da República age principalmente pelo que diz. A fala presidencial é sempre, e inevitavelmente, uma forma de ação, provavelmente a mais importante. Logo, o presidente Lula faz bobagens quando diz bobagens.
O Brasil não entregou o poder ao Partido dos Trabalhadores para que, ao contrário do que a história e o discurso partidário prometiam, se tornasse um agente institucional de permanência e expansão de maus costumes políticos, entre os quais o das alianças nutridas a corrupção.
O que dói hoje, na alma brasileira, são as contradições entre o prometido e o realizado, entre o anunciado e o descoberto, entre a ficção colorida da propaganda regiamente paga e triste realidade social que o governo não consegue transformar, por incompetência e escassez de recursos.
O que leva os brasileiros à amargura da desesperança é a desonestidade da incoerência. Quem acreditou, foi enganado. |
22/07/2005 - Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h49
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Curso fotografia digital
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Senac São Paulo lança curso a distância de fotografia digital
Da Redação
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O Senac São Paulo oferece a partir de 03/08 o curso a distância de Fotografia Digital. Voltado para pessoas que desejam aprender como registrar as melhores fotos, o curso ensina como capturar, manipular imagens e compreender todo o processo da fotografia. Além disso, o aluno vai conhecer e aplicar conceitos básicos como pixel, resolução e profundidade da cor na criação de trabalhos fotográficos.
O programa aborda a história da fotografia e da evolução da imagem fotográfica desde os seus primórdios. E, ainda, contextualiza técnicas em diversos períodos. A influência da arte na elaboração de uma foto, os tipos de arquivos digitais e modelos de cartões de memória, a transferência de imagens para o computador, as diferenças entre câmaras analógicas e digitais, a estrutura de uma câmara digital e manuseio do equipamento, exposição, sensibilização, velocidade, abertura de diafragma e focalização também fazem parte do programa.
O curso acontece de 03/08 a 09/09. São 25 vagas e o valor é de R$ 360 (2x R$ 180) ou 5% de desconto à vista. Serão agendados encontros online para discussões sobre exercícios. |
Fonte: Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 17h04
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A Crise
Leia parte do comentário do jornalista Ricardo Noblat sobre a crise política no Brasil. A integra está no seu blogg: www.noblat.com.br
22/07/2005 ¦ 11:02
Juízo, Lula
Você tem dúvida de que haverá cassações no Congresso?
Eu não tenho. Entre 10 a 20 deputados perderão os mandatos.
Você tem dúvida de que a lama que escorre na Esplanada dos Ministérios sujará feio a imagem do governo e do próprio presidente da República?
Eu não tenho. É só uma questão de tempo. As próximas pesquisas de opinião pública deverão mostrar.
Você tem dúvida de que Lula tentará se reeleger?
Eu tenho quase certeza de que não tentará. Se tiver juízo, não.
Começo a duvidar que ele cumpra o atual mandato. Até torço para que cumpra, sim.
http://www.noblat.com.br
Escrito por Sindjor/mt às 16h21
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Artigo
Leia abaixo o artigo da jornalista Melissa Monteiro que entrevistou o presidente Lula na França. O artigo foi publicado na Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (22).
Fiz o que todo jornalista deveria fazer
MELISSA MONTEIRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Escrevo para me defender das críticas e calúnias das quais fui vítima nos últimos dias e que têm me machucado muito. Parece um grande erro ser jornalista e exercer a profissão com afinco e paixão. Sou "acusada" por grandes veículos de comunicação do Brasil de ter conseguido aquilo que nenhum deles conseguiu: um furo de reportagem.
Essas críticas revelam a arrogância que permeia nossa profissão. Sinto-me covardemente atacada pelo fato de não estar vinculada aos veículos que monopolizam a informação no Brasil.
Para os invejosos, é mais fácil enxergar um complô do que reconhecer com humildade o meu êxito profissional. Muitos egos amargurados, que correram atrás do presidente Lula durante dias em vão, preferiram criticar minhas perguntas do que simplesmente aceitar o principal: foram elas que arrancaram da boca do presidente palavras sobre a crise política, enquanto as perguntas pseudo-inteligentes e arrogantes obtiveram o silêncio como resposta.
Tentaram até me desqualificar profissionalmente. Disseram que não sou repórter, "apenas" free-lancer, quando, na verdade, sou formada pela Ecole Supérieure de Journalisme de Lille na França. Também sou engenheira de produção formada pela Escola Politécnica da USP. E é verdade, sou profissional independente e tenho uma modesta produtora de reportagens em Paris que tem como clientes os maiores canais de televisão franceses.
Tenho 29 anos. Saí do Brasil há oito anos, morei em Londres e agora vivo em Paris. Especializei-me no vídeo-jornalismo (eu mesma opero a câmera e faço a edição das reportagens) por gostar de ser independente e acreditar que este seja o futuro de minha profissão.
Desde domingo, vários colegas esmiúçam minha vida como se eu fizesse parte de um complô com a assessoria de imprensa do Planalto. Estou impressionada com a quantidade de informações erradas que estão divulgando a meu respeito. Fico até envergonhada de perceber tanta irresponsabilidade.
Por que não canalizar toda essa energia para elevar o nível do debate e aproveitar a ocasião para tecer uma autocrítica à maneira como nossa profissão é praticada no Brasil?
Minha idéia inicial era fazer uma reportagem humana e pessoal, que traçasse o perfil de Lula, ainda em Brasília, antes da sua vinda à França. Num trabalho de muita insistência, paciência e perseverança, cinco semanas depois, consegui essa entrevista exclusiva em Paris.
Não entendo que culpa tenho pelo fato de o presidente ter se sentido à vontade para confiar em minha câmera. Cheguei à residência Marigny às 10h da sexta-feira, 15 de julho. Às 10h45, horário de Paris, começamos a entrevista. O presidente Lula me disse: "esta entrevista é o resultado de muita persistência". Verdade. Preservei o tom calmo e coloquial para deixar o presidente à vontade.
Naquele momento, ainda tinha o intuito de divulgar a reportagem na França e não tinha feito contato com veículos brasileiros. Fiz três perguntas relacionadas à sua visita. Comecei então a entrar no tema da crise do Brasil, de maneira que pudesse interessar ao público francês, alheio aos detalhes da crise política. Comecei por informações que já tinham sido divulgadas na França, "enfraquecido em Brasília, celebrado em Paris". O porta-voz da República, André Singer, e o assessor de imprensa Rodrigo Baena pareciam descontentes com as perguntas. Mas o presidente respondeu a todas.
Desde então, recebi todo o tipo de pressão. Pressão da assessoria de imprensa do Planalto. Depois da entrevista, para minha surpresa, os dois assessores vieram indignados em minha direção aos gritos de "você não cumpriu com o nosso trato, isso é falta de profissionalismo, você só fez perguntas sobre política interna, é uma pena que você comece assim sua carreira de jornalista".
André Singer sugeriu que a fita fosse parcialmente apagada. Rodrigo Baena tentou me convencer de quais perguntas poderiam ou não ser divulgadas, "esta você pode guardar, esta não".
Saí dali entusiasmada, com a convicção de que tinha em minhas mãos um material cujo interesse ultrapassava as fronteiras da França. Ofereci o material a alguns redatores-chefes que me disseram que, com a volta do presidente Lula à Brasília, a entrevista deixava de ser importante para as redações francesas. Por mais que elas lhe dessem algum destaque, a entrevista não mereceria mais do que dois minutos no noticiário.
Decidi não divulgar a matéria na França. Percebi que estava diante de um depoimento simples, sincero e humano do presidente Lula, que certamente interessaria à população e que não podia, de forma alguma, ficar esquecido num canto de gaveta.
No domingo, procurei a Rede Globo. Pedi, como condição para a venda dos direitos de imagem, que as respostas do presidente não fossem editadas, de maneira a evitar mal entendidos e distorções de cada idéia desenvolvida.
Depois da entrevista divulgada, começaram as pressões e calúnias dos meus próprios companheiros de profissão. Recebi dezenas de telefonemas com pedidos de esclarecimentos e de entrevistas como se fosse crime uma repórter independente conquistar uma entrevista exclusiva. Na verdade, apenas fiz aquilo que todo jornalista deveria sempre fazer: persistir até o último minuto para conseguir informações inéditas e zelar, até o fim, para que elas cheguem ao conhecimento de todos.
Deixo aqui meus sinceros votos de que todos os meus colegas jornalistas experimentem um dia, se já não experimentaram antes, o mesmo êxito profissional que eu experimentei naquele dia. E que se libertem do veneno e da arrogância quando um colega tiver mais sucesso numa reportagem.
Melissa Monteiro é jornalista e produtora independente em Paris
Escrito por Sindjor/mt às 13h19
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Contabilidade
Contabilidade que não fecha
Eleno Mendonça
Já passou da hora de a imprensa mostrar o que é ou não possível no campo das declarações do ex-tesoureiro do PT e do publicitário Marcos Valério. Afinal, é fácil assim tomar um empréstimo bancário dessa proporção? Não me consta que seja, até porque os bancos não atingem os lucros que têm emprestando sem garantias, fazendo benemerências. Além disso, com essa taxa de juro, o volume do empréstimo seria tão maluco que colocaria por terra qualquer intenção dentro do bom senso. Imagine então deixar de pagar?
Seria, portanto, um exercício interessante a imprensa pegar os mesmos valores, passar em alguns bancos e simular todas as operações. Descobriríamos quanto de fato custaria essa transação, quais seriam os juros, quais as garantias reais que se pedem nesses casos, que condições são oferecidas para pagamento, o que pode ou não ser arrestado em caso de inadimplência, que volume estaria hoje esse empréstimo sem pagamento. Tudo isso daria uma visão de como é fantasiosa a recente declaração dos dois.
Uma pessoa medianamente inteligente não pode acreditar nisso, é absurdamente falso supor que algo tão grandioso tenha sido resolvido entre duas pessoas de terceiro escalão, que não haja envolvidos, que ninguém mais sabia, que os bancos são tão frágeis em suas análises de riscos. No mínimo haveria na instituição, no fechamento do balanço, demissão de muita gente e gente graúda. Cabe então à imprensa apurar e trazer a público tudo isso.
Eu pessoalmente não acredito numa vírgula. Acho que apenas depois de quebrados os sigilos bancários, fiscal e telefônico, coletadas todas as provas e indo fundo nas investigações se poderá ter uma noção mais exata do que afinal aconteceu. Outra coisa: os depoimentos não estão provando nada, até porque a cada semana se fala uma coisa. A tal secretária já mudou sua versão umas três vezes, o ex-tesoureiro e o publicitário fizeram o mesmo. Daí falam em acarear. Bem, e se eles combinaram o roteiro, o que adianta fazer acareação?
Nesse momento, quando o governo deveria estar empenhado em descobrir a verdade e punir os culpados, age como se nada estivesse acontecendo, como se não fosse com ele. De novo, o que fica disso tudo é uma enorme frustração das pessoas que acreditaram num País melhor.
18/07/2005
Escrito por Sindjor/mt às 18h36
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A lista
Lista nomeia 46 entre os que acessaram contas das empresas de Valério Fonte: Azelma Rodrigues | Valor Online, 20/7/2005 16h59
BRASÍLIA - Uma nova lista, com 46 nomes de pessoas que efetuaram saques de contas das empresas do publicitário Marcos Valério Fernandes, no total de R$ 25,496 milhões, no período de 2003 e 2004, circulou hoje na CPI dos Correios. Ela é resultado das informações repassadas pelo Banco Central, pela quebra do sigilo bancário do Banco Rural.
A lista aponta 36 nomes e os valores sacados por indivíduo, em cheques, no total de R$ 21,044 milhões da agência de publicidade SMPB. Outros 10 nomes estão citados por saques em dinheiro, da conta da agência DNA, no valor total de R$ 4,452 milhões.
Estão nesta lista os 11 nomes apontados pelo empresário ao procurador-geral da República, na última sexta-feira. A maioria não está identificada. Mas alguns estão com as correspondentes identificações, como, por exemplo, o contínuo da Previ, Luiz Eduardo Ferreira da Silva, que teria feito saque de R$ 326 mil (em dinheiro), a mando o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto.
Estão identificados, por exemplo, o jornalista Gilberto Mansur, que fez o contato entre Marcos Valério e a revista "IstoÉ Dinheiro". Ao lado do seu nome está a quantia de R$ 300 mil.
Entre os nomes já divulgados, a mulher do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha. Márcia Regina Milanesio Cunha tem a seu lado o valor de R$ 50 mil, sacado da conta da SMPB, em cheque.
A assessora do ex-líder do PT deputado Paulo Rocha, Anita Leocádia Costa, tem R$ 470 mil, valor superior aos R$ 320 mil que tinham sido divulgados.
O maior volume sacado, individualmente, da SMPB, de R$ 4,9 milhões, está atribuído a Davi Rodrigues Alves, que tem identificação na lista como policial civil de Minas Gerais "suspeito de ter ligações com Aécio Neves- PSDB", ou seja, com o governador mineiro.
O segundo maior, de R$ 1,150 milhão, é atribuído a João Cláudio Genu, assessor do líder do PP na Câmara, deputado José Janene (PR).
Já na lista de saques na conta da DNA, em dinheiro, o maior volume é do próprio Marcos Valério, no valor de R$ 1,271 milhão. Outro da lista é Benoni Nascimento Moura, saque de R$ 255 mil da DNA, identificado pela assessoria da CPI dos Correios como "dono da corretora BonVal", de SP, que emprega a filha do deputado federal José Janene - PP).
Também na conta da DNA está Francisco Marcos Castilho Santos, identificado como sócio de Marcos Valério, com R$ 100 mil.
Escrito por Sindjor/mt às 15h48
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Entrevista do presidente Lula em Paris
Sem explicação Miriam Leitão (*) Fonte:O Globo, 19/7/2005
A entrevista do presidente Lula em Paris é desrespeitosa à imprensa brasileira, pela forma como foi feita, e insultuosa ao país, pelo conteúdo do que disse. Em todo o seu mandato, Lula tem tratado os jornalistas com desprezo. Aceita apenas os longos monólogos, nunca o rigor de uma entrevista séria, com livre direito do contraditório. Mas pior o conteúdo que a forma. Ele foi a Paris, vejam só o local, dizer que o Brasil não é um país sério.
Na entrevista que ele concedeu na França, não era possível disfarçar o amadorismo da repórter que, numa pergunta, dirigiu-se ao presidente com o impróprio pronome “você” para, na pergunta seguinte, exagerar com o “vossa excelência”. Jornalistas não usam nenhum dos dois tratamentos, apenas o cerimonioso “senhor”, que distancia e não bajula. Mesmo diante de perguntas lamentáveis a facilitar seu trabalho, o presidente Lula disse impropriedades.
Atribui-se a Charles de Gaulle a infeliz frase de que “O Brasil não é um país sério”. Talvez o líder francês tenha dito, talvez não, mas o país se ofendeu da mesma forma. E tem tentado seriamente, nas últimas duas décadas, livrar-se desse estigma.
Pois bem, Lula saiu daqui, voou no seu avião de 56 milhões de dólares, para, de lá, mandar dizer que o que o PT fez foi exatamente o que todo mundo faz no Brasil. Qual a diferença entre essa frase e a dita por PC Farias numa outra CPI? Naquela época, querendo dizer que todos os políticos tinham os mesmos padrões morais que ele, PC disse: “Estamos todos sendo hipócritas aqui.” Aquela frase não ofendeu ninguém. PC Farias era um pária na política brasileira, chegara não se sabe de onde, a bordo do fenômeno da falsa promessa de caçar marajás. Completamente diferente é ver o mesmo conformismo com o desvio sendo demonstrado por um presidente da República: “O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente”, disse Lula na entrevista.
O que é sistematicamente feito no Brasil? Pegar empréstimos com o aval do fornecedor do governo, que pega outro empréstimo e dá como garantia o contrato com o governo e diz que é para o partido do governo? Essa promiscuidade é normal? Montar numa sala dentro do Palácio uma central de distribuição de cargos sob o comando de pessoas sem cargos na máquina pública? O que é feito sistematicamente? Ocupar a máquina com os quadros partidários, transformar cargos públicos em centrais de arrecadação? O presidente da República acha normal o caixa dois?
A TV Globo esclareceu que não teve interferências nas perguntas, apenas comprou o direito de transmiti-la. Ao pôr no ar a entrevista, ajudou a revelar duas coisas: a estranha avaliação do presidente da República sobre o que se faz no Brasil “sistematicamente” e a relação que ele quer ter com os veículos da imprensa nacional, a quem recusa sistematicamente conceder entrevistas. Fica-se sabendo, graças à divulgação da entrevista, que Lula prefere assim, perguntas do tipo alavanca, que o ajudem, como aquela: “Há males que vêm para bem?” E, desta forma, ele pode dizer que “doa a quem doer”, o “o governo vai ser implacável com a corrupção”. Sem que nada socorresse o jornalismo nesse diálogo de faz-de-conta. “Onde o pai Lula errou?”, perguntou a repórter, referindo-se ao “filho” PT. Foi quando Lula mostrou o que pensa.
A estratégia do presidente foi acusar o PT. O governo dele apura como nunca se apurou, já prendeu, de verdade, mais de mil pessoas, garantiu. O PT tinha os melhores quadros do Brasil, eles foram para o governo dele e aí o partido cometeu erros e agora tem que explicar ao país os erros que cometeu, afirmou o presidente.
Se o problema foi só do partido, por que tantos foram demitidos dentro do governo Lula, a começar pelo chefe da Casa Civil, um dos dirigentes do qual ele desfalcou o PT? Nada se segura nesta tese de tentar jogar sobre o partido toda a culpa da grande confusão que houve, exatamente pelo erro de se misturar partido e governo.
Tanto que mais adiante — à pergunta: “Vossa Excelência sente mais peso hoje do que quando foi eleito presidente da República?” — Lula disse que agora deveria ser a hora de colher o bom momento econômico. “Não estava previsto acontecer era nenhum erro político, nenhuma crise mais forte, mas aconteceu.” Ora, se a crise é só do PT que decidiu fazer o que se faz sistematicamente no Brasil, não deveria haver risco algum. Mas Lula vê risco de o país perder uma chance. “O Brasil é mais respeitado hoje no mundo.” O mundo, felizmente, sempre separou o Brasil de seu governo, tanto que, em plena crise Collor, o país viu desembarcar no Rio dirigentes do mundo inteiro para discutir o destino do planeta na Rio 92.
A assessoria de imprensa do presidente Lula quis garantir a ele um ambiente confortável, livre das incômodas perguntas diretas ao ponto, livre do risco de uma segunda pergunta mostrando a inconsistência do seu pensamento. Fracassou porque não conseguiu defendê-lo de si mesmo. Lula contou ao país que o PT, que chegou ao poder garantindo que seria diferente, fez o que “sistematicamente” se faz. Lula encerrou a entrevista falando sobre 2006: “O Brasil está no caminho certo e não tem por que mudar de rota.” Não, o país está num descaminho, vivendo a pior crise da sua história recente, sem que o presidente da República explique ao país como vai superá-la. * Colunista de "O Globo"
Escrito por Sindjor/mt às 15h46
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Batalha da mídia
Batalha da mídia para conquistar leitores mantém o ritmo dos escândalos no Brasil Críticos dizem que muitos repórteres não investigam bem o caso Richard Lapper Editor de América Latina Em São Paulo Fonte: Financial Times, 19/07/2005
Um vídeo, gravado de forma nebulosa e secreta, do pagamento de uma propina, alegações quase que inaudíveis em gravações telefônicas ruidosas, prisões de políticos que levam dezenas de milhares de cédulas de dinheiro em malas, e o assessor de um partido preso em um aeroporto com US$ 100 mil em cédulas de dinheiro norte-americano enfiadas na cueca.
Parece que cada dia traz novas e mais bizarras alegações de má conduta por parte dos políticos, e se aprofunda o pior escândalo de corrupção do Brasil desde que o ex-presidente Fernando Collor foi retirado do poder 13 anos atrás.
Líderes do esquerdista Partido dos Trabalhadores (PT), que está no poder, e os seus aliados no Congresso, preponderantemente de direita, estão sendo alvo da maior parte do tiroteio, mas os políticos de oposição também estão sob fogo.
"Foi uma surpresa para nós", diz Flávio Pinheiro, editor de "O Estado de S.Paulo", um dos principais jornais do país. "E acredito que haverá mais surpresas pela frente".
Quatro figuras proeminentes já renunciaram aos seus cargos no PT supostamente por estarem implicados em questionáveis esquemas de financiamento político que parecem ter sido elaborados em parte para garantir apoio de uma maioria congressual para o presidente de centro-esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma comissão parlamentar de inquérito já está investigando a corrupção nos Correios, uma acusação que desencadeou o escândalo em maio. Um outro grupo de legisladores está examinando a forma como o PT aparentemente pagou pelos votos de deputados amigáveis da direita, práticas que passaram a ser conhecidas como "mensalão", ou "o grande pagamento mensal".
Outras comissões estão investigando uma série de outras alegações, fazendo com que seja praticamente impossível para o Congresso votar qualquer outra item da agenda de reformas de Lula.
Durante semanas os três principais jornais, "O Estado de S.Paulo", "Folha de S.Paulo" e "O Globo" têm dedicado até 12 das suas 16 páginas de notícias do primeiro caderno a matérias detalhadas sobre o caso.
A "Veja", a principal revista semanal, que também liderou a cobertura de um escândalo de corrupção que derrubou Collor, tem publicado uma série de matérias de capa sobre o caso. As suas concorrentes, "Época", "Isto É" e "Carta Capital" estão procurando seguir-lhe o ritmo.
Os noticiários televisivos se concentram em pouca coisa mais. A competição da mídia está gerando interesse. A busca por furos de reportagem ajuda a conquistar leitores e aumenta o prestígio entre publicitários em um mercado concorrido.
O público leitor brasileiro é pequeno e vários grupos de mídia estão endividados, tendo investido pesadamente na expansão para as áreas de televisão a cabo e Internet no final dos anos 90.
"A gente conquista leitores com informações exclusivas. E não há muitos leitores", afirma Pinheiro. "O caso está se tornando bastante efervescente e ele possui a sua própria dinâmica".
Críticos da mídia dizem que, ao não investigarem de maneira apropriada as alegações, os repórteres contribuem para alimentar um frenesi e estão simplesmente amplificando tais alegações, em vez de tentarem examinar a seriedade destas.
"Existe uma tendência para publicar ou colocar no ar as alegações sem qualquer investigação", critica Alberto Dines, do "Observatório da Imprensa", um grupo de fiscalização da mídia com sede em São Paulo. "Isso gera um efeito bola-de-neve".
Tendo escapado das garras da censura mais de 20 anos atrás, a mídia brasileira ainda não encontrou uma forma de anunciar acusações de corrupção sem assumir que todos os acusados de corrupção sejam necessariamente culpados.
Pinheiro diz que "denunciar a corrupção é algo de bom", mas reconhece que aquilo que chama de "denuncismo", um termo que poderia ser traduzido como "denúncia pela denúncia", pode "ser um vício".
No entanto, Lula e o Partido dos Trabalhadores não estão ajudando a própria causa. As suspeitas de corrupção são especialmente danosas para um partido que, na oposição, prometeu uma nova e mais ética abordagem da política.
Embora muitos dos jornalistas brasileiros sejam simpatizantes do PT, as relações com a mídia não têm sido boas. Lula falou freqüentemente com a imprensa antes da eleição, mas desde então se mostrou esquivo, tendo concedido apenas uma entrevista coletiva em dois anos e meio de governo.
Para coroar tudo isso a maneira como o partido lida com a imprensa não tem impressionado. Os líderes do PT têm mudado de opinião, primeiro acusando a mídia de lançar uma conspiração de direita, e depois prometendo investigar as alegações.
Lula parece estar cansado, e dá a impressão de preferir não falar nada sobre o assunto.
"O Partido dos Trabalhadores simplesmente não sabe como se relacionar com a mídia", diz um apresentador de televisão que simpatiza com o partido. "Eles não sabem como se defender".
Tradução: Danilo Fonseca
Escrito por Sindjor/mt às 15h40
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Prêmio CNT
Prêmio CNT de Jornalismo pagará prêmio de R$30 mil
Fonte: Maxpressnet
Estão abertas as inscrições para o PRÊMIO CNT DE JORNALISMO. Há 12 anos, o Prêmio prestigia os trabalhos jornalísticos que destacam o papel fundamental do setor de transporte no desenvolvimento econômico, social, político e cultural do País.
O PRÊMIO CNT DE JORNALISMO pagará este ano um total de R$ 80 mil, sendo R$ 30 mil para o prêmio principal. O primeiro lugar nas categorias MÍDIA IMPRESSA, FOTOGRAFIA, TELEVISÃO, RÁDIO e MÍDIA INTERNET receberá R$ 10 mil.
Podem concorrer ao Prêmio as produções jornalísticas, abordando o tema transporte no Brasil, veiculadas na imprensa nacional (jornal, revista, rádio, televisão e Internet) no período de 18 de setembro de 2004 a 19 de setembro de 2005, regularmente inscritas e recebidas de 18 de julho de 2005 a 19 de setembro de 2005.
Diversos aspectos do transporte no País já foram objeto dos trabalhos jornalísticos inscritos nas edições anteriores do Prêmio, entre eles número de acidentes de trânsito, estado de conservação das rodovias, leis de trânsito, ferrovias, gargalos de desenvolvimento do setor, entre outros.
O regulamento e a ficha de inscrição do PRÊMIO CNT DE JORNALISMO podem ser acessados, na íntegra, no site da CNT (www.cnt.org.br/cnt/cnt2_premio_maxpress.asp).
Para outras informações sobre o Prêmio, ligue 0800-78 2891
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 12h55
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Pesquisa da Fenaj
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18/07/2005 | 20:12 |
| FENAJ prepara diagnóstico sobre agressões a jornalistas |
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A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas estão desenvolvendo uma pesquisa junto à categoria para traçar um quadro mais preciso da violência contra o exercício da profissão. Questionários foram distribuídos em locais de trabalho e através de listas de endereços eletrônicos. O prazo para retorno dos questionários à Federação ou aos Sindicatos foi prorrogado até o dia 15 de agosto.
Os resultados da pesquisa subsidiarão ações da Federação na Campanha Nacional em Defesa da Liberdade de Imprensa. A coordenadora da Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da FENAJ, Carmen Silva, conta que a entidade estuda outras alternativas para a elaboração do diagnóstico. “Antes, porém, deve ser feito um balanço dos casos de agressão deste primeiro semestre a partir do retorno dos questionários”, conta.
Direitos humanos e liberdade de imprensa serão temas de coletiva virtual Carmen Silva, 2ª Tesoureira da FENAJ e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, é a próxima convidada da Coletiva virtual da Federação. Ela falará sobre a Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa e da pesquisa da entidade sobre o assunto. Perguntas devem ser encaminhadas para boletim@fenaj.org.br até o dia 26 de julho, especificando, na linha de assunto, Entrevistas da FENAJ. |
Escrito por Sindjor/mt às 12h50
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Liberdade de Imprensa
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18/07/2005 | 20:07 |
| Exercício livre do jornalismo e de pensamento sofrem agressões |
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A liberdade de imprensa atinge muitos interesses. Geralmente dos poderosos que, insatisfeitos, buscam cercear o livre exercício do jornalismo. É o que se pode perceber nos casos que Jorge Kajuri, Fred Ghedini, Aziz Filho, Murilo Fiuza de Melo, o metalúrgico Luiz Chaves e o Jornal Já, de Porto Alegre.
Sindicato do Rio organiza festa em apoio a jornalistas processados O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro promove, no dia 8 de agosto, uma festa em favor da liberdade de imprensa. O evento pretende arrecadar fundos para a defesa dos presidentes do Sindicato do Rio, Aziz Filho, e de São Paulo, Fred Ghedini, do repórter Murilo Fiuza de Melo e do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Luiz Chaves, que estão sendo processados pela Lei de Imprensa.
Os três jornalistas e o metalúrgico são alvos de queixa-crime do empresário de comunicação Nelson Tanure , que se sentiu ofendido por matéria da revista Lide, editada pelo Sindicato do Rio. A matéria aborda a história do Jornal do Brasil que, hoje sob o comando do empresário, enfrenta dificuldades, contrata jornalistas irregularmente como pessoas jurídicas, sem carteira assinada nem acesso a direitos como o FGTS.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e vice-presidente da FENAJ, Fred Ghedini, foi processado por afirmar que "Tanure é o grande predador da imprensa no Brasil. É um ser que destrói tudo aquilo que consegue pôr a mão." Já Luiz Chaves por afirmar que Tanure "foi o maior inimigo da indústria naval e hoje é o maior inimigo da imprensa", o presidente do sindicato dos Jornalistas do Rio, Aziz Filho, pelo “crime” de elogiar a reportagem em editorial e o repórter por escrever a matéria.
A FENAJ se solidariza com os colegas e já se colocou à disposição para apoiá-los no que for necessário.
Jornal Já é condenado a indenizar mãe do governador do RS Em sentença proferida pelo juiz Giovanni Conti, o Jornal JÁ, de Porto Alegre, foi condenado a pagar R$31.654,33 à mãe do governador Germano Rigotto, Julieta Diniz Vargas Rigotto. A condenação por injúria e difamação, deve-se a matéria premiada pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI), sobre as circunstâncias da morte de Lindomar Rigotto, irmão do governador, assassinado em fevereiro de 2001 em Capão da Canoa.
O jornalista Elmar Bones, autor da reportagem “O caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”, publicada no Jornal Já em maio de 2001, abordou as conclusões de uma CPI gaúcha, onde o irmão do atual governador – indicado por ele para a Companhia estadual de Energia Elétrica (CEE) – foi apontado como responsável pelo desvio de recursos públicos. Em ações criminais anteriores, examinadas pela Justiça, Elmar foi inocentado. Os desembargadores consideraram que a reportagem preservava o interesse público.
Em nova ação, porém, agora por injúria e difamação, a empresa “Já Porto Alegre Editores” – e não o jornalista, que é diretor do Já – foi condenada. Em Intimação recebida no dia 12 de julho, o jornal teria 24 horas para saldar o débito ou ter seus bens penhorados. Bones declarou-se surpreso: “Não entendo como a mesma matéria pode ter duas sentenças opostas”.
A empresa Já Porto Alegre Editores emprega 22 profissionais e edita um site e os jornais Já Porto Alegre (com circulação mensal de reportagens e idéias) e Já Bom Fim-Moinhos (jornal comunitário de distribuição gratuita). Com poucos recursos, a empresa pode ir à falência em função desta condenação.
Coincidentemente a RBS está lançando um jornal gratuito no mesmo bairro, também com distribuição gratuita e anúncios por preços inferiores. “Podem dizer que é o mercado, mas não acreditamos em coincidência” disse o jornalista Renan Antunes de Oliveira, que também trabalha no Jornal Já e foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo 2004.
STJ mantém Kajuru em liberdade Recente tentativa de Jaime Câmara Júnior e do jornal O Popular de suspensão de liminar concedendo habeas corpus ao jornalista Jorge Kajuru foi rejeitada pelo Superior Tribunal de Justiça. O presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, justificou que o pedido é incabível. O jornalista prossegue em liberdade, que só perderá se houver posição em contrário no julgamento do mérito da ação.
Kajuru havia sido condenado a dois anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto por criticar um contrato entre o governo de Goiás e a TV Anhanguera. A queixa-crime foi interposta pela Organização Jaime Câmara, que se sentiu difamada. O jornalista recorreu, pediu habeas corpus e aguarda nova sentença. |
Escrito por Sindjor/mt às 12h48
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Fiscalização e valorização da profissão
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11/07/2005 | 19:24 |
| Campanha do diploma e ações com o Ministério Público prosseguem |
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A luta dos jornalistas pela fiscalização, regulamentação e valorização profissional continua intensa. No dia 7 de julho, o Ministério Público do Trabalho instaurou processo contra o jornal Tribuna do Mucuri, de Teófilo Otoni (MG). E o movimento em favor da manutenção do diploma como requisito para o exercício do Jornalismo ganhou recentemente novos apoios.
Ministério Público do Trabalho combate o exercício ilegal do Jornalismo O Ministério Público do Trabalho instaurou processo contra o jornal Tribuna do Mucuri, de Teófilo Otoni (MG), por empregar pessoas sem registro profissional de jornalista ou com registro precário. A fiscalização na empresa ocorreu após o jornalista Raul Perazzo denunciar irregularidades. A empresa deve apresentar a documentação necessária até o dia 04 de agosto, quando o processo será encaminhado à Justiça.
Na fiscalização da empresa, representantes do Ministério Público do Trabalho constataram que a Tribuna do Mucuri não respeita leis trabalhistas e a regulamentação do exercício profissional, com empregados sem carteira profissional e pessoas sem registro de jornalista atuando na profissão. Prestando esclarecimentos no processo instaurado no dia 7 de julho, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Lopes, disse que hoje, a partir da decisão judicial que suspende a exigência do diploma, está muito fácil se obter o registro precário, que dispensa qualquer formação profissional ou ética. Ele explicou que o registro precário está baseado no direito de livre expressão do pensamento que já é constitucionalmente assegurado a todos os brasileiros.
Lopes sustentou que garantir a liberdade de expressão é diferente de exercer a profissão sem a qualificação necessária. A procuradora Eliane Noronha Nassif confirmou tal concepção, afirmando que “para exprimir opinião não é necessário qualquer registro, já que é um direito de todos, e é evidente que o título precário amplia o rol das pessoas habilitadas ao exercício da profissão de jornalista sem atender às qualificações exigidas. Um exemplo é o denunciado jornalista responsável pelo jornal Tribuna do Mucuri, padre Joel Ferreira da Silva, que tendo tido título precário não só expressa sua opinião e pensamento, mas também exerce atividade privativa de jornalista profissional”.
Campanha ganha novos apoios O movimento nacional em defesa da formação e regulamentação profissional dos Jornalistas ganha novos adeptos a cada dia. A idéia é sensibilizar a justiça e as autoridades federais da justeza das reivindicações da categoria, que teve suspensa a exigência do diploma para o exercício do Jornalismo por decisão da juíza Carla Rister. A FENAJ recorreu de tal decisão. O julgamento do recurso deverá ocorrer em agosto. Na semana passada, a prefeitura de Potirendaba (SP), a Associação Educacional de Ensino Superior, mantenedora da União das Faculdades dos Grandes Lagos e o Curso de Jornalismo do Centro Universitário Unorp, ambos de São José do Rio Preto (SP) encaminharam moções às autoridades em apoio à luta dos jornalistas. |
Escrito por Sindjor/mt às 12h25
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15º Enjac
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| Assessoria de Imprensa |
18/07/2005 | 20:03 |
15º ENJAC será no Rio de Janeiro |
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A FENAJ promove, de 22 a 24 de setembro, no Rio de Janeiro, o 15º Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação - ENJAC, que terá como tema central “O Mercado da Comunicação: oportunidades e ameaças”. Com realização do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o evento deverá atualizar o Manual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação, editado pela FENAJ.
O ENJAC será realizado no Hotel Glória, na Praia do Flamengo. Os delegados e observadores (profissionais e estudantes) deverão ser eleitos na mesma proporção dos Congresso da FENAJ. As contribuições de alteração do manual devem ser remetidas à Federação até o dia 12 de agosto.
A programação e prazos para inscrição de delegados serão informados posteriormente. As inscrições de delegados (com direito à hospedagem, alimentação e traslados) será de R$ 200,00, não incluindo o transporte até o Rio de Janeiro, que deverá ser viabilizado pelos Sindicatos.
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Escrito por Sindjor/mt às 12h14
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A Entrevista de Lula
O Blog Verbo Solto, do jornalista Luiz Weis, desvendou os bastidores da entrevista do presidente Lula, divulgada pelo Fantástico no último domingo (17). Segundo o Blog a entrevista foi feita por Melissa Monteiro, que não é repórter. Ela é free-lancer na França e tem uma produtora própria chamada Melting Pot.
A conversa dela é a seguinte: queria fazer uma matéria para vender a uma TV francesa (não se sabe qual). No entanto, quem comprou foi o Fantástico, que divulgou com exclusividade e sem mencionar quem era o repórter (pelo menos não lembro de ouvir).
Achei tudo estranho e cheguei a comentar em casa que não me parecia coisa da Globo. Tudo parecia meio amador. A repórter não me passou segurança. Meu faro estava certo (ou parece).
O jornalista Luiz Weis faz as seguintes perguntas em seu Blog: "Autorizado por quem? Ou mobilizado pelo pessoal da Secom? Por quê? E quem controlou a entrevista? As perguntas foram espontâneas, induzidas ou uma mistura das duas coisas? Algumas delas foram gravadas depois das respostas, mas isso não é incomum". Ele também diz: "O fato é que os jornalistas brasileiros em Paris estão subindo pelas paredes. Só falam em armação".
Leia mais no seguinte endereço: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs/verbosolto.asp )
Escrito por Sindjor/mt às 22h47
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Fronteiras perigosas
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Fronteiras perigosas entre jornalismo e política
Carlos Chaparro
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O XIS DA QUESTÃO – Há que separar o proselitismo ideológico ou partidário, fraudador da notícia, da perspectiva ética que deve orientar a ação jornalística, que se exige crítica, sim, mas sem fraudar a linguagem do jornalismo, na qual a sociedade acredita.
1. Jornalismo ou ação política? Em cenários de emocionantes conflitos políticos, como os que compõem a atual crise brasileira, o bom jornalismo está sempre obrigado ao dever de atribuir valor aos fatos. Dever que é também aptidão. Afinal, a noticiabilidade dos fatos não está no que eles são, mas no que valem. E não há como bem narrar sem a aptidão intelectual de assumir pontos de vista, a partir dos quais os fatos passam a significar algo e se tornam compreensíveis em sua complexidade.
Como só há jornalismo onde há conflito, o exercício do dever e da aptidão de atribuir valor aos fatos pressupõe a capacidade de escolher com lucidez referenciais que funcionem, na linguagem do jornalismo, como fonte de critérios para a arte de narrar com veracidade e clareza.
O ideal seria que o referencial preponderante fosse sempre o das razões éticas, relacionadas com princípios e valores convenientes à própria sociedade e ao rigor que socialmente se exige da linguagem jornalística. Mas, nas contradições que afetam o jornalismo real, o dever de atribuir valor aos fatos leva, por vezes, redações e jornalistas a escolhas político-ideológicas, quando não partidários, com alinhamentos que influenciam as práticas jornalísticas. Às vezes, alinhamentos tão organizados que acabam ganhando formas de sub-sistemas de poder, para o controle de pautas e abordagens.
Será isso jornalismo ou ação política?
Para alimentar a discussão,que não pode ser linear, alongo um pouco mais o texto.
2. Honestidade intelectual Trata-se de uma velha discussão, que os confrontos político-partidários das democracias representativas mantêm viva. Na Europa parlamentarista, por exemplo, as ações partidárias se dão na mídia, em especial no tempo e nos espaços do jornalismo, mais do que nos parlamentos. Todos querem ter direito ao benefício da difusão jornalística, para a afirmação das suas verdades e dos seus interesses no debate público, de preferência, sem o contraponto da crítica e dos argumentos contrários. Por isso, com ou sem razão, quando grupos ou segmentos políticos – à esquerda, à direita ou ao centro - se sentem prejudicados pelo relato jornalístico do que dizem e fazem, logo surge a crítica feroz a esse jornalismo de “intervenção política”, chamado de “jornalismo engajado”. Ou “jornalismo de causas”, como os teóricos preferem.
No fundo, o que se questiona ou reclama é a tão desejada e difícil virtude da independência jornalística. Todos a querem. Mas também todos a temem. E a discussão acaba sendo prejudicada pela particularidade dos interesses envolvidos, cada um querendo todas as brasas para a sua sardinha.
No debate mais freqüente, os que acusam as redações de praticarem “jornalismo de causas” entram na polêmica com os tradicionais e obtusos argumentos da objetividade. Em vez de “causas”, aos leitores deveriam ser oferecidos os fatos, dizem, porque só os fatos são relevantes para a percepção da realidade.
Na argumentação oposta, os que defendem o “jornalismo de causas”, lembram que as causas se vinculam a uma visão ética do mundo. Boas causas, portanto: a causa dos oprimidos, dos injustiçados, dos espoliados, dos roubados, dos politicamente enganados.
O grande problema, a dificuldade maior, está na obrigação essencial de preservar a virtude da veracidade, própria da linguagem jornalística. Sem veracidade não há jornalismo.
Do jornalismo se exige, portanto, honestidade intelectual para perceber onde está a fronteira que separa o proselitismo ideológico ou partidário, fraudador da notícia, da perspectiva ética que deve orientar a observação, o relato e a análise que o jornalismo deve fazer, preservando a natureza da linguagem jornalística. |
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15/07/2005
(Fonte: Comunique-se)
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Escrito por Sindjor/mt às 17h39
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História das vidas cruzadas
16/07/2005 Uma história de esquerdistas latinos que seguiram caminhos diferentes
Roger Cohen no Rio de Janeiro
Esta é a história das vidas cruzadas de dois revolucionários brasileiros, uma história de seqüestros, tortura, exílio, falsas identidades, poder e desilusão.
O fervor político e a violência marxistas não existem mais em grau suficiente na América Latina para chamar a atenção dos Estados Unidos, cuja energia é consumida por outras batalhas. Mas sempre é válido lembrar o passado, ainda mais para tentar entender a lacuna entre a auto-imagem dos Estados Unidos e a imagem que os outros têm desse país.
Em 4 de setembro de 1969, Fernando Gabeira participou do seqüestro do embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick. A ação foi realizada para protestar contra a ditadura militar apoiada pelos americanos no Brasil, que começou com um golpe em 1964, e para exigir a libertação de prisioneiros políticos.
A ditadura brasileira, que durou 21 anos, nunca foi tão impiedosa quanto na vizinha Argentina, onde pelo menos 10 mil supostos esquerdistas foram "desaparecidos". Mas centenas desapareceram. "Eu era um guerrilheiro com inclinação literária, decidido a libertar todo o mundo da ditadura", diz Gabeira, hoje com 64 anos e deputado do Partido Verde, ambientalista. "O seqüestro foi um erro, porque se você aceita aqueles meios entra num jogo destrutivo, mas eu estava mergulhado numa teoria da revolução."
Elbrick passou quatro dias seqüestrado. Sua libertação ocorreu em troca da soltura de 15 esquerdistas presos. Entre eles estava José Dirceu, que tinha sido detido no ano anterior e torturado. Exilado pelo governo militar, Dirceu chegou até a Cuba de Fidel Castro. Dessa maneira, Gabeira impulsionou seu companheiro marxista Dirceu, hoje com 59 anos, numa odisséia revolucionária.
Ela incluiria o treinamento em guerrilha em Cuba, cirurgia plástica para mudar a aparência de Dirceu, a volta ao Brasil como um "empresário" chamado Carlos Henrique Gouveia e cirurgia reversa em Cuba para restaurar sua aparência depois da anistia concedida aos esquerdistas exilados em 1979.
No ano seguinte Dirceu ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores juntamente com um líder sindical chamado Luiz Inácio Lula da Silva. As grandes desigualdades no Brasil e o apoio americano aos governos militares latino-americanos estavam entre os temas que moviam os dois.
Nas décadas seguintes seu relacionamento se estreitou tanto que quando Lula se tornou presidente, em 2003, Dirceu era muitas vezes chamado de "a sombra de Lula". Como chefe de gabinete presidencial, Dirceu aplicou seu treinamento. Indicou membros do Partido dos Trabalhadores para cargos chaves em indústrias estatais, adotou um pragmatismo econômico que traía seu passado revolucionário e administrou os negócios do dia-a-dia, deixando Lula livre para polir sua imagem de trabalhador-presidente da América Latina.
Tudo isso terminou no mês passado, com um escândalo crescente envolvendo pagamentos do Partido dos Trabalhadores de até US$ 12.500 por mês para outros membros do Congresso para garantir seus votos. Dirceu demitiu-se.
Foi uma queda feia para o homem que havia se comprometido em 2003 a "melhorar, desenvolver e radicalizar a democracia brasileira", e colocou a pergunta: O que resta do idealismo da esquerda na América Latina? Não muito, ao que parece.
O Partido dos Trabalhadores de Lula era um importante repositório desse idealismo, mas hoje estará desgraçado. Na Venezuela, a retórica antiamericana do presidente Hugo Chávez e o flerte com Fidel são o estofo de um homem-forte populista. Enquanto a hostilidade contra o chamado Consenso de Washington sobre austeridade econômica é forte em toda a América Latina, a busca por verdadeiras alternativas políticas e econômicas parece frustrada.
"Dirceu sempre foi um stalinista enrustido, e o que está ficando claro é a maneira como o Partido dos Trabalhadores aplicou a tática stalinista de se apossar do Estado", disse David Fleischer, um cientista político em Brasília. "No México, durante muito tempo, houve uma simbiose total entre o PRI e o Estado. Bem, o partido de Lula estava tentando aqui uma coisa parecida."
Nelson Breve, um porta-voz de Dirceu, diz que o ex-ministro da Casa Civil assume "20%" da responsabilidade pela derrocada. O resto seria imputável a erros e maquinações políticas de outros. Dirceu, que reassumiu seu lugar no Congresso e negou qualquer envolvimento direto em desvios, não quis comentar pessoalmente.
Quanto a Gabeira, está gratificado pela queda do camarada que ele ajudou a libertar 36 anos atrás. "Dirceu representa uma maneira de fazer política que pertence ao século passado, uma idéia leninista de que os fins justificam os meios", ele disse. "Ele faz parte de uma esquerda autoritária que ainda não aceitou a democracia como valor supremo."
Parece um julgamento duro de um Partido dos Trabalhadores que está sendo massacrado pelas investigações de uma imprensa extremamente livre. Mas Gabeira tem motivos pessoais para não gostar de Dirceu. Depois da libertação de Elbrick, Gabeira foi preso e torturado.
Então, numa espécie de operação Dirceu-redux, ele foi solto em 1970 em um acordo que libertou o embaixador seqüestrado da Alemanha Ocidental. Seguiram-se anos de exílio, principalmente na Suécia, mas também houve temporadas em Cuba e na Argélia.
Onde Dirceu foi radicalizado por Cuba, Gabeira tornou-se mais moderado através do contato com a social-democracia européia. Ele rompeu com Marx, foi influenciado pelo nascente movimento Verde, abraçou o mercado e voltou ao Brasil em 1979.
Durante muito tempo repeliu o Partido dos Trabalhadores, preferindo a vida como verde. Então, em 2002, uniu-se ao movimento político vitorioso de Lula, levado, como diz, por uma visão de uma coalizão vermelho-verde nas linhas alemãs.
Mas no outono de 2003 Gabeira saiu, decepcionado pelo que considerou um desrespeito de Dirceu pelas questões ambientais. "Eu achava que eles eram social-democratas, mas pareciam mais comunistas do antigo Leste", disse Gabeira.
Dirceu chamou Gabeira ao palácio presidencial em uma última tentativa de convencê-lo a ficar no partido, mas outros assuntos o detiveram. Gabeira ficou esperando duas horas. Furioso, saiu intempestivamente, declarando que "falta de elegância tem limites". O último vestígio de solidariedade entre esses dois homens de esquerda havia desaparecido. "Os ministros têm muitos assuntos a tratar", disse Breve. "Mas Dirceu não quis ofendê-lo. Os dois têm relações normais." É verdade. Quando todos os sonhos morrem, é normal uma temporada de recriminações.
Escrito por Sindjor/mt às 17h16
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Delação Premiada
Entenda como funciona a lei para os indiciados que ajudem as investigações
Alessandra Bastos Repórter da Agência Brasil
Brasília - Existem dois mecanismos na legislação brasileira que permitem a redução ou a exclusão da pena de acusados que colaborarem com as investigações. São eles: a "delação premiada" e o "perdão judicial".
Os acusados ou indiciados que voluntariamente colaborarem com a investigação e com o processo criminal, os chamados réus colaboradores, podem conseguir diminuir em até dois terços a pena como cita a lei 8.072, no artigo 8º: "O participante que denunciar à autoridade o bandido ou a quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços".
Já o perdão judicial é a extinção da pena, previsto pela lei 9.807 a réus primários e só pode ser concedido pelo juiz. Para tanto o acusado precisa colaborar voluntariamente com três itens específicos: a identificação dos demais co-autores, a localização da vítima com sua integridade física preservada, e a recuperação total ou parcial do produto do crime.
15/07/2005
Escrito por Sindjor/mt às 17h14
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